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02 de julho de 2009- Visualizações: 5321
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Quem derrubou o Airbus A310-300 que caiu no Oceano Índico?
Deus não foi. Um avião cujos cintos de segurança não funcionam, que pertence a uma estatal, de um país desconhecido e da África? Não é preciso chamar Deus para fazer o serviço. Bastam os “defeitos”. “O acidente era previsível”.É assim que as “autoridades”, a imprensa e, pela ausência de manifestações, os evangélicos, parecem tratar o acidente aéreo envolvendo um Airbus A310-300, da Yemenia Airways, que caiu no Oceano Índico, na última semana de junho. Porém não foi assim com o acidente do Airbus A-330 que fazia o trajeto Rio--Paris. Um mês após a queda, os investigadores ainda trabalham no caso e “não especulam” sobre o que teria causado a queda da aeronave.
No Índico, as respostas sobre a causa do acidente vieram à tona mais rápido que os destroços do Airbus. Segundo a Comissão Europeia de Transporte, "o avião que caiu não era um bom avião". E, no dia seguinte à tragédia, a mesma Comissão apresentou uma proposta para a criação de uma "lista negra mundial" com nomes de companhias aéreas perigosas.
Claro, não quero viajar em ônibus caindo aos pedaços e menos ainda em aviões idem. Mas tenho a impressão de que fazemos teologia no mesmo passo em que fazemos acepção de pessoas. Alguns são mais indesculpáveis do que outros. Escolhemos crer de acordo com o tamanho e o alcance da dor. Enfim, queremos ser tratados de modo diferente, e o sofrimento, quando o enfrentamos, precisamos das explicações, em duas vias, datadas e assinadas: “Deus”.
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