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Usina 21 reúne 3 mil jovens e discute manifestações no Brasil
A 9ª edição do Usina 21 reuniu 3 mil pessoas na Universidade Presbiteriana Mackenzie, no último sábado, dia 09. Com o tema, “A voz de Deus e a voz das Ruas”, o encontro de juventude cristã e engajamento do país realizou a maior edição de sua história e debateu as recentes manifestações no Brasil.“Foi incrível. Fomos surpreendidos com a explosão de público que houve nessa edição”, explicou o idealizador do evento, deputado estadual e pastor, Carlos Bezerra Jr. “Sair às ruas e protestar é muito mais fácil do que se organizar e trabalhar pelas mudanças que desejamos. Nós entendemos essas mudanças a partir da ótica dos valores do reino de Deus. O Usina discute temas que não são discutidos na igreja, para que os jovens saiam daqui inspirados para trabalharem pela transformação da realidade em suas comunidades e igrejas locais”, complementou Bezerra Jr.
O preletor principal do evento foi o pastor sul-coreano, Eugene Cho, idealizador de movimento de combate à pobreza mundial e criador da ONG “One Day’s Wages”, que estimula jovens a doarem o salário de um dia de trabalho no ano para causas humanitárias. Além do parlamentar e do ativista, o evento contou com mais de 30 palestrantes e 40 oficinas nas áreas de ativismo social, história, espiritualidade e sustentabilidade. O encontro também foi marcado por muita música, com a abertura da banda Palavrantiga, e shows de Daniela Araújo e Coral Resgate.
O Usina 21 terminou com um painel de debates sobre as manifestações de rua no Brasil, composto pelos teólogos Ariovaldo Ramos e Ed René Kivitz, o historiador Ziel Machado e o sociólogo Gedeon Alencar.
“Não estamos aqui com as respostas prontas, mas com as perguntas certas. O desafio é que a gente reflita, dialogue, debata, mas que saia daqui inspirado para transformar esse mundo com um cristianismo diferente do cristianismo da prosperidade, do ‘dinheirismo’, do consumismo e da ostentação. Estamos aqui pra provar que existe um jeito de ser cristão sem ser preconceituoso, sem ser racista, sem ser alienado, sem dar os ombros para as coisas pelas quais toda a sociedade está clamando”, finalizou Bezerra Jr.
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