Opinião
07 de outubro de 2026- Visualizações: 51
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A Reforma Protestante na visão de um artista
Vivemos em uma época de memória curta. Quem foi Martinho Lutero? Quem foi João Calvino? Quem foi Ulrico Zuínglio? Quem foi João Knox?
Por Marcos Rodrigues
Era o ano de 2017 quando voltei os meus traços para a Reforma Protestante. Estava cansado e sem rumo. Não encontrava um lugar como artista e pensava em seguir outra profissão, apesar de ter estudado e começado a desenhar bem cedo.
Mas o que um desenhista tem a ver com a Reforma Protestante?
Essa é uma pergunta que eu mesmo já fiz. E ainda faço. Não pretendo colocar o meu trabalho no mesmo nível da pregação do Evangelho, da exposição das Escrituras ou da obra daqueles homens que Deus usou na Reforma. Seria absurdo. Meu trabalho é muito menor. Mas acredito que existe um lugar para a arte dentro da compreensão cristã de vocação.
A Reforma ajudou a recuperar uma compreensão importante: a de que a vida inteira pertence a Deus. O trabalho, a família, o estudo, a cultura, a profissão e as habilidades que recebemos podem ser colocados diante do Senhor.
O artista cristão não precisa criar apenas coisas explicitamente religiosas para trabalhar para a glória de Deus. Mas, no meu caso, Deus me conduziu a usar o desenho para preservar e comunicar algo da memória da Igreja. Foi assim que o meu lápis encontrou os reformadores.
E, de certa maneira, encontrei também uma responsabilidade.
Vivemos em uma época de memória curta. Conhecemos rostos que aparecem diariamente nas telas de nossos celulares, mas frequentemente desconhecemos aqueles que ajudaram a construir a história da Igreja. Sabemos o nome de celebridades, atletas, músicos e influenciadores. Mas quem foi Martinho Lutero? Quem foi João Calvino? Quem foi Ulrico Zuínglio? Quem foi João Knox?
Quem foram os homens e mulheres que, depois da Reforma, continuaram trabalhando, pregando, escrevendo, sofrendo e transmitindo a fé cristã às gerações seguintes?
A história da igreja precisa ser contada!
Não porque devemos viver presos ao passado. Não porque devemos transformar antigos personagens em objetos de veneração. Mas porque uma Igreja sem memória fica mais vulnerável a esquecer aquilo que recebeu.

Quando desenho um reformador, não quero apenas que alguém diga: “Que desenho bonito.” Quero que alguém olhe para aquele rosto e pergunte:
Quem foi esse homem? O que ele cria? Por que sua vida foi importante? O que ele ensinou? Pelo que ele sofreu? O que a Igreja pode aprender com sua história?
Se o desenho provocar essas perguntas, então ele já cumpriu uma parte de sua missão.
A Reforma não pertence aos reformadores, e talvez essa seja a maior lição que aprendi desenhando esses homens. A Igreja pertence a Cristo.
E a história da Reforma só pode ser compreendida corretamente quando enxergamos a mão providencial de Deus conduzindo os acontecimentos. Uma história na qual Deus, por sua graça e providência, preserva sua Igreja através das gerações.
O artista pode contar uma história. Mas somente Deus conduz a História. Minha arte é limitada. Minha memória é falha. Mas a graça de Deus não é. Por isso continuo desenhando. Para lembrar.
Que esses desenhos nos levem às suas histórias. Que suas histórias nos levem às Escrituras. Que as Escrituras nos levem a Cristo. E que Cristo nos conduza à glória de Deus.
Soli Deo Gloria.
REVISTA ULTIMATO – VIVEMOS UMA EPIDEMIA DE SOLIDÃO?
A epidemia de solidão é um fenômeno global que ultrapassa fronteiras, níveis de renda, faixa etária e sofisticação tecnológica. Que consequências este cenário tem para a missão da igreja no mundo?
Talvez a solidão seja uma grande oportunidade de voltar às verdades mais básicas do evangelho: encarnação e presença.
Esta oração pode e deve ser feita por todos nós: “Deus de toda amabilidade e beleza, até a mais humilde criatura encontra seu lar perto de ti. Que a tua igreja seja um lugar de segurança para todo viajante que te busca, todo crente que em ti confia e todo discípulo que te segue”. Saiba mais aqui.
Saiba mais:
» A Reforma – O que você precisa saber e por quê, Michael Reeves e John Stott
» A Reforma 500 anos – Por que é importante lembrar, edição 366 de Ultimato
» Sou Eu, Calvino – Conversando com o reformador - uma biografia, Elben Magalhães Lenz César
» Somente a Fé – devocionário, Martinho Lutero
Por Marcos Rodrigues
Era o ano de 2017 quando voltei os meus traços para a Reforma Protestante. Estava cansado e sem rumo. Não encontrava um lugar como artista e pensava em seguir outra profissão, apesar de ter estudado e começado a desenhar bem cedo.Mas o que um desenhista tem a ver com a Reforma Protestante?
Essa é uma pergunta que eu mesmo já fiz. E ainda faço. Não pretendo colocar o meu trabalho no mesmo nível da pregação do Evangelho, da exposição das Escrituras ou da obra daqueles homens que Deus usou na Reforma. Seria absurdo. Meu trabalho é muito menor. Mas acredito que existe um lugar para a arte dentro da compreensão cristã de vocação.
A Reforma ajudou a recuperar uma compreensão importante: a de que a vida inteira pertence a Deus. O trabalho, a família, o estudo, a cultura, a profissão e as habilidades que recebemos podem ser colocados diante do Senhor.
O artista cristão não precisa criar apenas coisas explicitamente religiosas para trabalhar para a glória de Deus. Mas, no meu caso, Deus me conduziu a usar o desenho para preservar e comunicar algo da memória da Igreja. Foi assim que o meu lápis encontrou os reformadores.
E, de certa maneira, encontrei também uma responsabilidade.
Vivemos em uma época de memória curta. Conhecemos rostos que aparecem diariamente nas telas de nossos celulares, mas frequentemente desconhecemos aqueles que ajudaram a construir a história da Igreja. Sabemos o nome de celebridades, atletas, músicos e influenciadores. Mas quem foi Martinho Lutero? Quem foi João Calvino? Quem foi Ulrico Zuínglio? Quem foi João Knox?
Quem foram os homens e mulheres que, depois da Reforma, continuaram trabalhando, pregando, escrevendo, sofrendo e transmitindo a fé cristã às gerações seguintes?
A história da igreja precisa ser contada!
Não porque devemos viver presos ao passado. Não porque devemos transformar antigos personagens em objetos de veneração. Mas porque uma Igreja sem memória fica mais vulnerável a esquecer aquilo que recebeu.

Quando desenho um reformador, não quero apenas que alguém diga: “Que desenho bonito.” Quero que alguém olhe para aquele rosto e pergunte:
Quem foi esse homem? O que ele cria? Por que sua vida foi importante? O que ele ensinou? Pelo que ele sofreu? O que a Igreja pode aprender com sua história?
Se o desenho provocar essas perguntas, então ele já cumpriu uma parte de sua missão.
A Reforma não pertence aos reformadores, e talvez essa seja a maior lição que aprendi desenhando esses homens. A Igreja pertence a Cristo.
E a história da Reforma só pode ser compreendida corretamente quando enxergamos a mão providencial de Deus conduzindo os acontecimentos. Uma história na qual Deus, por sua graça e providência, preserva sua Igreja através das gerações.
O artista pode contar uma história. Mas somente Deus conduz a História. Minha arte é limitada. Minha memória é falha. Mas a graça de Deus não é. Por isso continuo desenhando. Para lembrar.
Que esses desenhos nos levem às suas histórias. Que suas histórias nos levem às Escrituras. Que as Escrituras nos levem a Cristo. E que Cristo nos conduza à glória de Deus.
Soli Deo Gloria.
- Marcos Rodrigues, presbítero na IPB Monte Carmelo, Americana, SP, e desenhista.
REVISTA ULTIMATO – VIVEMOS UMA EPIDEMIA DE SOLIDÃO?A epidemia de solidão é um fenômeno global que ultrapassa fronteiras, níveis de renda, faixa etária e sofisticação tecnológica. Que consequências este cenário tem para a missão da igreja no mundo?
Talvez a solidão seja uma grande oportunidade de voltar às verdades mais básicas do evangelho: encarnação e presença.
Esta oração pode e deve ser feita por todos nós: “Deus de toda amabilidade e beleza, até a mais humilde criatura encontra seu lar perto de ti. Que a tua igreja seja um lugar de segurança para todo viajante que te busca, todo crente que em ti confia e todo discípulo que te segue”. Saiba mais aqui.
Saiba mais:
» A Reforma – O que você precisa saber e por quê, Michael Reeves e John Stott
» A Reforma 500 anos – Por que é importante lembrar, edição 366 de Ultimato
» Sou Eu, Calvino – Conversando com o reformador - uma biografia, Elben Magalhães Lenz César
» Somente a Fé – devocionário, Martinho Lutero
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