Opinião
24 de junho de 2026- Visualizações: 48
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O que fazer com a dor?
A fé madura que não nega as lágrimas
Por Ronaldo Lidório
A dor pode gerar cansaço, desespero ou revolta. Quando não é tratada diante de Deus, ela se torna um terreno perigoso para a alma. Pode endurecer o coração, alimentar pensamentos distorcidos, enfraquecer a fé e nos levar a conclusões precipitadas sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre a vida.
Por isso, precisamos aprender a lidar com a dor à luz da Palavra. E Ana nos ensina muito sobre isso. Ao compararmos 1 Samuel 1 com 1 Samuel 2, percebemos que ela não apenas sofreu, mas também soube o que fazer com o sofrimento.
Primeiramente, Ana não ignorou a sua dor. Ela não anestesiou a alma como se nada estivesse acontecendo. Nem tampouco escondeu a aflição atrás de uma aparência religiosa. A Escritura é clara ao dizer que ela estava “com amargura de alma” e que “orou ao Senhor, e chorou abundantemente” (1Sm 1.10). Mais adiante, ela mesma declara: “sou mulher atribulada de espírito” (1Sm 1.15). Ana reconheceu sua dor diante de Deus. Há uma fé madura que não nega as lágrimas, mas as entrega ao Senhor.
Em segundo lugar, Ana levou sua dor ao Senhor. Ela não a deixou presa na garganta, não a jogou sobre outra pessoa, não a transformou em agressividade, nem permitiu que se tornasse rancor. Ela fez da dor uma oração. A Palavra afirma que Ana “orou ao Senhor” (1Sm 1.10). Essa é uma verdade simples e profunda. Aquilo que pesa sobre a alma precisa ser derramado diante daquele que sustenta os cansados e consola os aflitos.
Por fim, Ana transformou sua dor em adoração. Mesmo antes de receber a resposta visível do Senhor, ela já se colocou diante dele em reverência, fazendo um voto e reconhecendo sua soberania: “Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres...” (1Sm 1.11). Mais tarde, em seu cântico, ela proclama: “O meu coração se regozija no Senhor” (1Sm 2.1). A dor que antes era choro tornou-se louvor.

Assim, quando a dor chegar, não a ignore. Leve-a ao Senhor. Derrame sua alma em oração. E permita que Deus transforme suas lágrimas em adoração. A dor nas mãos de Deus nunca é inútil. Ela pode se tornar escola de fé, altar de entrega e testemunho vivo da graça do Senhor.
Um dia estaremos perante o Senhor face a face. Ali não haverá mais dor, morte, tristeza ou dúvida. Ali viveremos de forma plena, santa, em completa comunhão com o Altíssimo. Aqui, porém, ainda temos vales profundos e dias escuros. E alguns são difíceis de atravessar. Por outro lado, temos aqui, neste mundo quebrado pelo pecado, uma oportunidade única: adorar ao Senhor, com confiança e gratidão, em meio à dor. Portanto, não desperdice esta oportunidade. Leve o seu sofrimento a Cristo! Confie e descanse.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Para (melhor) enfrentar o sofrimento, Elben César
» Lamento – A fé em meio ao sofrimento e à morte, Nicholas Wolterstorff
» O Caminho do Coração - Meditações Diárias, Ricardo Barbosa de Sousa
Por Ronaldo Lidório
A dor pode gerar cansaço, desespero ou revolta. Quando não é tratada diante de Deus, ela se torna um terreno perigoso para a alma. Pode endurecer o coração, alimentar pensamentos distorcidos, enfraquecer a fé e nos levar a conclusões precipitadas sobre Deus, sobre nós mesmos e sobre a vida.Por isso, precisamos aprender a lidar com a dor à luz da Palavra. E Ana nos ensina muito sobre isso. Ao compararmos 1 Samuel 1 com 1 Samuel 2, percebemos que ela não apenas sofreu, mas também soube o que fazer com o sofrimento.
Primeiramente, Ana não ignorou a sua dor. Ela não anestesiou a alma como se nada estivesse acontecendo. Nem tampouco escondeu a aflição atrás de uma aparência religiosa. A Escritura é clara ao dizer que ela estava “com amargura de alma” e que “orou ao Senhor, e chorou abundantemente” (1Sm 1.10). Mais adiante, ela mesma declara: “sou mulher atribulada de espírito” (1Sm 1.15). Ana reconheceu sua dor diante de Deus. Há uma fé madura que não nega as lágrimas, mas as entrega ao Senhor.
Em segundo lugar, Ana levou sua dor ao Senhor. Ela não a deixou presa na garganta, não a jogou sobre outra pessoa, não a transformou em agressividade, nem permitiu que se tornasse rancor. Ela fez da dor uma oração. A Palavra afirma que Ana “orou ao Senhor” (1Sm 1.10). Essa é uma verdade simples e profunda. Aquilo que pesa sobre a alma precisa ser derramado diante daquele que sustenta os cansados e consola os aflitos.
Por fim, Ana transformou sua dor em adoração. Mesmo antes de receber a resposta visível do Senhor, ela já se colocou diante dele em reverência, fazendo um voto e reconhecendo sua soberania: “Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres...” (1Sm 1.11). Mais tarde, em seu cântico, ela proclama: “O meu coração se regozija no Senhor” (1Sm 2.1). A dor que antes era choro tornou-se louvor.

Assim, quando a dor chegar, não a ignore. Leve-a ao Senhor. Derrame sua alma em oração. E permita que Deus transforme suas lágrimas em adoração. A dor nas mãos de Deus nunca é inútil. Ela pode se tornar escola de fé, altar de entrega e testemunho vivo da graça do Senhor.
Um dia estaremos perante o Senhor face a face. Ali não haverá mais dor, morte, tristeza ou dúvida. Ali viveremos de forma plena, santa, em completa comunhão com o Altíssimo. Aqui, porém, ainda temos vales profundos e dias escuros. E alguns são difíceis de atravessar. Por outro lado, temos aqui, neste mundo quebrado pelo pecado, uma oportunidade única: adorar ao Senhor, com confiança e gratidão, em meio à dor. Portanto, não desperdice esta oportunidade. Leve o seu sofrimento a Cristo! Confie e descanse.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
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Saiba mais:
» Para (melhor) enfrentar o sofrimento, Elben César
» Lamento – A fé em meio ao sofrimento e à morte, Nicholas Wolterstorff
» O Caminho do Coração - Meditações Diárias, Ricardo Barbosa de Sousa
Ronaldo Lidório é teólogo e antropólogo, missionário (APMT e WEC) entre grupos pouco ou não evangelizados. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.
- Textos publicados: 63 [ver]
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