Opinião
27 de julho de 2026- Visualizações: 68
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O custo do perdão
A generosidade de Deus nos surpreende. É uma graça tão abundante, que chega à beira do desperdício!
Por Robert Liang Koo
Ele mesmo é o sacrifício para o perdão de nossos pecados, e não apenas de nossos pecados, mas dos pecados de todo o mundo. 1 João 2.2
Nunca é fácil perdoar, porque existe um preço a se pagar por quem perdoa. Quem acha que perdoar é fácil, que não tem custo algum, não sabe o que é perdão.
Como assim? Você pode se perguntar.
Existe um custo associado ao perdão. Vamos supor que um grupo de meninos estava jogando futebol na rua. Num chute forte, a bola voou longe e atingiu a vidraça da casa vizinha. O dono da casa saiu para ver o que tinha acontecido. A reação inicial dos meninos foi fugir, mas decidiram enfrentar e confessar que foram eles que quebraram a vidraça. Pediram perdão e o dono da casa, vendo que os meninos assumiram a culpa, concordou em perdoá-los. Mas ficou o prejuízo. Quem vai assumir o custo? Com certeza, o dono da casa ou os pais dos meninos. Quanto maior a vidraça, maior é o prejuízo.
De modo semelhante acontece com o perdão dos pecados. O pecado é a quebra dos mandamentos de Deus, assim como a quebra da vidraça, e não reflete a glória de Deus. Ao confessarmos, somos perdoados dos nossos pecados e purificados de toda injustiça – mas há uma necessidade de reparação dessa glória que foi perdida. Assim como no caso da vidraça, alguém tem de assumir “o custo” da reparação.
Além de nos defender como advogado, Jesus Cristo também assume a culpa de todos nós, afirma o apóstolo João. Ele mesmo é o sacrifício para o perdão de nossos pecados. Na cruz, ele assumiu esse custo e pagou a pena dos nossos pecados.
Mas o que nos surpreende é o apóstolo João dizer que Jesus é o sacrifício não apenas pelos nossos pecados, mas pelos pecados de todo o mundo.

Jesus pagou pelos pecados de toda a humanidade? Sim, ele morreu pelos pecados do mundo todo. Então o mundo todo está salvo? Não, nem todos estão salvos, somente aqueles que aceitam Jesus como seu Salvador.
Jesus estendeu sua mão para toda a humanidade, mas nem todos aceitam a mão estendida de salvação de Jesus. Preferem permanecer em sua rebeldia, não querem se reconciliar com Deus; recusando, assim, a vida eterna. Porque, além de perdoar pecados, o objetivo de Deus é nos dar a vida eterna, a reconciliação total com Deus.
Com isso, o apóstolo João reafirma que o caminho de comunhão com Deus está desimpedido: a refeição foi preparada, a mesa está posta e o convite foi distribuído. Só depende de nós aceitarmos o convite para essa gostosa comunhão e experimentarmos a alegria plena.
A generosidade de Deus nos surpreende. É uma graça tão abundante, que chega à beira do desperdício! Foi pago o preço também dos pecados daqueles que o desprezam, que são seus inimigos, que recusam a sua mão estendida.
O perdão de Deus é abrangente, inclui toda a humanidade. Por isso, o preço também é alto: custou o sacrifício de seu próprio filho.
Por que ele pagou este preço tão alto? Por causa do amor. Por que é tão difícil para nós perdoarmos uns aos outros? Porque não amamos o suficiente.
Para terminar, é bom ouvir as palavras de Hebreus 2.3: “O que nos faz pensar que escaparemos se negligenciarmos essa grande salvação, anunciada primeiramente pelo Senhor e depois transmitida a nós por aqueles que o ouviram falar?”.
>> Um alto preço foi pago para que eu pudesse me reconciliar com Deus. Como viver essa verdade no dia a dia?”
Artigo publicado originalmente no livro O Cultivo da Vida Cristã – Meditações a partir de 1 João, Roberto Koo (Editora Ultimato).
REVISTA ULTIMATO – PERDOA-NOS, COMO NÓS PERDOAMOS
A mais comprometedora petição ensinada por Jesus é essa: Deus pede de nós aquilo que pedimos a ele.
O tema do perdão se espalha por toda a Escritura e rege a relação do ser humano com Deus. É provavelmente o conceito que mais realiza conexões com temas da teologia. Sem a menção ao perdão não se discursa sobre o acesso a Deus, a obra da salvação, o objetivo da graça divina nem sobre Jesus encarnado, o amor de Deus, o resgate, a restauração, a missão da igreja etc.
Este é o assunto da matéria de capa da edição 420. Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Como perdoar os inimigos?, por Carlos “Cacau” Marques
» Perdão e restauração – liturgia, por Daniel Vieira de Lima
» O perdão anuncia coisas estupendas, blog Ultimato
» A Vida Em Cristo, John Stott
» Culpa e Graça, Paul Tournier
Por Robert Liang Koo
Ele mesmo é o sacrifício para o perdão de nossos pecados, e não apenas de nossos pecados, mas dos pecados de todo o mundo. 1 João 2.2Nunca é fácil perdoar, porque existe um preço a se pagar por quem perdoa. Quem acha que perdoar é fácil, que não tem custo algum, não sabe o que é perdão.
Como assim? Você pode se perguntar.
Existe um custo associado ao perdão. Vamos supor que um grupo de meninos estava jogando futebol na rua. Num chute forte, a bola voou longe e atingiu a vidraça da casa vizinha. O dono da casa saiu para ver o que tinha acontecido. A reação inicial dos meninos foi fugir, mas decidiram enfrentar e confessar que foram eles que quebraram a vidraça. Pediram perdão e o dono da casa, vendo que os meninos assumiram a culpa, concordou em perdoá-los. Mas ficou o prejuízo. Quem vai assumir o custo? Com certeza, o dono da casa ou os pais dos meninos. Quanto maior a vidraça, maior é o prejuízo.
De modo semelhante acontece com o perdão dos pecados. O pecado é a quebra dos mandamentos de Deus, assim como a quebra da vidraça, e não reflete a glória de Deus. Ao confessarmos, somos perdoados dos nossos pecados e purificados de toda injustiça – mas há uma necessidade de reparação dessa glória que foi perdida. Assim como no caso da vidraça, alguém tem de assumir “o custo” da reparação.
Além de nos defender como advogado, Jesus Cristo também assume a culpa de todos nós, afirma o apóstolo João. Ele mesmo é o sacrifício para o perdão de nossos pecados. Na cruz, ele assumiu esse custo e pagou a pena dos nossos pecados.
Mas o que nos surpreende é o apóstolo João dizer que Jesus é o sacrifício não apenas pelos nossos pecados, mas pelos pecados de todo o mundo.

Jesus pagou pelos pecados de toda a humanidade? Sim, ele morreu pelos pecados do mundo todo. Então o mundo todo está salvo? Não, nem todos estão salvos, somente aqueles que aceitam Jesus como seu Salvador.
Jesus estendeu sua mão para toda a humanidade, mas nem todos aceitam a mão estendida de salvação de Jesus. Preferem permanecer em sua rebeldia, não querem se reconciliar com Deus; recusando, assim, a vida eterna. Porque, além de perdoar pecados, o objetivo de Deus é nos dar a vida eterna, a reconciliação total com Deus.
Com isso, o apóstolo João reafirma que o caminho de comunhão com Deus está desimpedido: a refeição foi preparada, a mesa está posta e o convite foi distribuído. Só depende de nós aceitarmos o convite para essa gostosa comunhão e experimentarmos a alegria plena.
A generosidade de Deus nos surpreende. É uma graça tão abundante, que chega à beira do desperdício! Foi pago o preço também dos pecados daqueles que o desprezam, que são seus inimigos, que recusam a sua mão estendida.
O perdão de Deus é abrangente, inclui toda a humanidade. Por isso, o preço também é alto: custou o sacrifício de seu próprio filho.
Por que ele pagou este preço tão alto? Por causa do amor. Por que é tão difícil para nós perdoarmos uns aos outros? Porque não amamos o suficiente.
Para terminar, é bom ouvir as palavras de Hebreus 2.3: “O que nos faz pensar que escaparemos se negligenciarmos essa grande salvação, anunciada primeiramente pelo Senhor e depois transmitida a nós por aqueles que o ouviram falar?”.
>> Um alto preço foi pago para que eu pudesse me reconciliar com Deus. Como viver essa verdade no dia a dia?”
Artigo publicado originalmente no livro O Cultivo da Vida Cristã – Meditações a partir de 1 João, Roberto Koo (Editora Ultimato).
- Robert Liang Koo é casado com Elizabeth e eles têm três filhos e nove netos. É Ph.D. em engenharia elétrica e computação. Foi professor, empresário e pastor por mais de quarenta anos. Atuou na Aliança Bíblica Universitária nas décadas de 1960 e 1970. Aposentado, dedica-se às obras do reino de Deus e é um dos integrantes do núcleo facilitador do Movimento Cristão 60+. É membro da Igreja Evangélica dos Cristãos de São Paulo. É autor de Encorajamento Que Vem do Alto e Ouvindo Paulo na Prisão.
REVISTA ULTIMATO – PERDOA-NOS, COMO NÓS PERDOAMOSA mais comprometedora petição ensinada por Jesus é essa: Deus pede de nós aquilo que pedimos a ele.
O tema do perdão se espalha por toda a Escritura e rege a relação do ser humano com Deus. É provavelmente o conceito que mais realiza conexões com temas da teologia. Sem a menção ao perdão não se discursa sobre o acesso a Deus, a obra da salvação, o objetivo da graça divina nem sobre Jesus encarnado, o amor de Deus, o resgate, a restauração, a missão da igreja etc.
Este é o assunto da matéria de capa da edição 420. Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Como perdoar os inimigos?, por Carlos “Cacau” Marques
» Perdão e restauração – liturgia, por Daniel Vieira de Lima
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