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Opinião

Como falar sobre sexo e pornografia com as crianças

Por Márcia Barbutti

Não é difícil imaginar a cena de um pai ou uma mãe ensinando as partes do corpo aos seus filhos pequenos. Eles apontam para os olhos do bebê e dizem, olhinho. Apontam para a boca e dizem: boquinha; fazem o mesmo com o ouvido, umbigo, mãos, pés. Contudo, no momento de denominar as genitálias entra em cena uma tremenda fauna e flora, um universo variado de “apelidos carinhosos” para tratar de algo que tem nome e não é palavrão (embora muitos de nós ajam como se fossem). Esse comportamento comum na maioria dos lares, aponta, no mínimo, um certo desconforto em tratar dos assuntos ligados à sexualidade com os filhos.

Mas, verdade seja dita, não é um assunto fácil e uma das razões é que a maioria de nós não teve uma educação sexual adequada. Somos de uma geração que a tal conversa sobre sexo era somente na puberdade e, muitas vezes, uma conversa única. O que desejávamos saber além, deveríamos procurar um primo ou prima mais velhos ou aquele colega descolado, que geralmente trazia algum tipo de revista proibida. Raros eram aqueles que procuravam informações na biblioteca. Essa atitude não faz o menor sentido nos dias de hoje. Nossos filhos são expostos cada vez mais cedo a cenas e notícias com teor sexual e as informações estão na palma da mão. Não somente as informações, infelizmente, nossos filhos também estão expostos a conteúdos degradantes e pervertidos. Nenhum de nós pode falar se o filho terá contato com a pornografia, resta-nos saber quando terão acesso e como irão agir. E cabe a nós, pais, tratar desse assunto com naturalidade e intencionalidade.

1. Mostre que o sexo é um presente de Deus
Quando vemos tanta banalidade na mídia, é fácil nos concentrarmos somente nos aspectos negativos do sexo. Mas nossos filhos precisam saber que o sexo foi criado por Deus e é um presente maravilhoso para o casamento. Fale que, por causa do pecado, o que Deus criou foi mudado para pior e o sexo está incluso. Contudo, por causa da nova vida que recebemos do Senhor, podemos viver a sexualidade da forma como Deus planejou.

2. Tenha um canal aberto
Encare a realidade de que pode haver dificuldades para tratar do assunto, mas, diante disso, busque com determinação informações de qualidade e atualização parar transpor essa barreira.

Compreenda que quanto mais cedo vocês conversarem aberta e naturalmente sobre sexualidade, melhor. Não estou falando simplesmente sobre relação sexual, e sim sobre tratar com naturalidade, por exemplo, o nome dos órgãos sexuais, ouvir atentamente qualquer dúvida do filho e responder honestamente. Dê informações conforme o interesse da criança, não é para esgotar o assunto. Dê respostas curtas (sempre verdadeiras!) e só siga adiante mediante o interesse dela.

Tendo esse canal aberto, você está comunicando que este é um assunto seguro para conversar, inclusive quando seu filho se deparar com a pornografia.

3. Seja intencional
Nós, pais, somos os responsáveis pela educação sexual dos nossos filhos, mas é uma ilusão pensar que as informações virão somente de nós. As crianças são altamente influenciadas pela internet, que já ultrapassou, há tempo, a TV. Precisamos estar atentos aos canais e Youtubers que nossos filhos têm acessado e seguido. Conheço pais que acharam que seus filhos de 8 e 9 anos nem tinham se despertado para os assuntos da área sexual, mas depois viram que eles eram expectadores frequentes de canais pornográficos. Por isso, esteja atento e vigilante ao que eles assistem. Pergunte se eles já viram cenas de pessoas sem roupa que os deixaram desconfortáveis ou tristes. Esteja preparado para as respostas e esteja sensível à forma como respondem.

Veja formas de colocar filtros de conteúdo inadequados no YouTube (inclusive no YouTube Kids), no Netflix e navegadores. Veja um exemplo aqui.

4. Seja um referencial
Nossas atitudes falam muito alto. A forma como o marido trata a esposa e outras mulheres vai ensinar bastante sobre o valor dado à mulher, vai mostrar que ela não é um objeto, mas que deve ser tratada com todo respeito. De igual modo, a forma como a esposa trata seu marido e fala dele irá influenciar como os filhos veem a figura paterna e masculina. Os filhos presenciarem demonstrações espontâneas de afeto entre os pais é sempre salutar.

5. Tenha um plano de ação
Os pais podem capacitar seus filhos com um filtro interno para rejeitar pornografia, mantendo esse canal aberto, deixando claro que não deve ter assunto proibido entre pais e filhos. Além desse filtro, devemos fornecer um plano de ação sobre o que fazer se for exposto à pornografia.

Joana Chee, em seu site dá algumas sugestões sobre como os filhos podem agir quando são expostos à pornografia. Veja algumas dicas adaptadas:

• Em casa: olhe para longe ou feche os olhos imediatamente, saia e procure a mãe ou o pai.
• Na casa de um amigo: saia da sala, diga que precisa ir ao banheiro (se necessário). Se continuar com a exposição à pornografia, procure outra coisa para fazer, e, se for possível, retorne para casa ou peça para buscarem você.
• Na escola: saia de perto do grupo. No começo saia numa boa, mas se insistirem diga claramente que não quer ver. Procure outro grupo ou fique perto de um adulto.

6. Se meu filho já teve contato e não me falou?
Primeiro, entenda o medo do seu filho. Ele pode acreditar que somente pessoas ruins veem esse tipo de imagens, então, por se sentir assim, terá receio de não ser aceito por você. Deixe claro o seu amor por ele e que seu único intuito é ajudá-lo a se livrar desse mal e que ele sempre pode confiar em você.

Segundo, sabendo que a exposição à pornografia pode causar danos, verifique o comportamento do seu filho. Se for necessário, procure ajuda profissional. Quando os pais enfrentam esse perigo de frente, as crianças não precisam enfrentá-lo sozinhas.

Antes de terminar, pense na forma como você tem encarado a pornografia. Em nossa sociedade ela é estimulada e vista com algo natural e até salutar entre casais, mas lembre-se, a pornografia impede a sua caminhada com Deus, ela é incompatível com a vida piedosa e de santidade que o Senhor requer de nós. Não estamos sozinhos nessa caminhada, ele nos auxilia, não pelo nosso esforço próprio, mas pelo que Jesus já fez por nós. Sugiro que vocês, pais e mães, assistam a esse vídeo.

Leia mais
» Um guia para a segurança das crianças na internet
É editora assistente da Editora Cultura Cristã, responsável pelos materiais infanto-juvenis.
  • Textos publicados: 12 [ver]

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