Opinião
25 de setembro de 2012- Visualizações: 4633
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Conversão é extroversão
“Extra Nos”
Em “Surpreendido pela Alegria”, C. S. Lewis apresenta sua longa jornada em direção à fé no que poderíamos descrever como um trabalho divino de “extração”. “Fui, como dizem, ‘arrancado de dentro de mim mesmo'”, segundo as suas palavras. As experiências com a “alegria”, que tiravam o seu sossego e o forçavam a olhar para além de si mesmo, seriam nada menos que o insistente chamado divino. Lewis precisou até mesmo de uma conversão intelectual para finalmente olhar para fora de sua alma, entendendo que não é possível fixar a atenção simultaneamente na fonte da experiência e na impressão produzida pela experiência, compreensão essa alcançada através da leitura de certa obra filosófica. Aos poucos ele aprendeu que a constante introspecção e a concentração nos “rastros” e “sedimentos” da experiência não apenas é inútil, mas bloqueia o contato com as fontes objetivas da experiência.
Assim, de uma pessoa intensa e fundamentalmente introspectiva, Lewis tornou-se menos consciente de si, em sua vida de sensações, seus estados mentais, suas ideias, para tornar-se mais consciente da realidade; “Crer e orar marcaram o início da extroversão”. Conversão significou, para Lewis, “extroversão”.
É teólogo, mestre em Ciências da Religião e diretor de L’Abri Fellowship Brasil. Pastor da Igreja Esperança em Belo Horizonte e presidente da Associação Kuyper para Estudos Transdisciplinares, é também organizador e autor de Cosmovisão Cristã e Transformação e membro fundador da Associação Brasileira Cristãos na Ciência (ABC2).
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