Opinião
28 de agosto de 2026- Visualizações: 1707
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Quando o pouco é suficiente
A fé não nega a escassez; ela reconhece que a escassez humana não limita a suficiência divina
Por Ronaldo Lidório
Há momentos em que olhamos para o que temos nas mãos e concluímos: é pouco demais. Pouca força, pouco dinheiro, pouco tempo, pouca sabedoria, pouca estrutura, pouca capacidade. A necessidade parece imensa, e os recursos parecem quase nada. Já passou por momentos assim?
Foi assim diante da multidão faminta. Jesus perguntou a Filipe onde comprariam pão para alimentar aquele povo. João explica: “Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.” (Jo 6:6). Jesus não perguntou porque precisava de informação. Perguntou para revelar o estado da fé do discípulo.
André apresentou o recurso disponível: “Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?” (Jo 6:9). Esta pergunta nos representa. Muitas vezes olhamos para o pouco que temos e pensamos: Senhor, isto é insuficiente para tanta necessidade.
Mas a fé começa justamente quando entregamos a Cristo aquilo que, em nossas mãos, não bastaria. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu. O que era insuficiente tornou-se abundante nas mãos do Senhor. E sobraram doze cestos. As sobras não eram desperdício, mas memória. Cada cesto carregava uma lição: Cristo é suficiente onde os recursos humanos são insuficientes.
Andar pela fé não significa fingir que temos muito. Significa entregar a Jesus o pouco que temos. A fé não nega a escassez; ela reconhece que a escassez humana não limita a suficiência divina. O pouco, nas mãos de Cristo, pode se tornar instrumento de provisão, cuidado e glória.
Talvez você esteja diante de uma necessidade maior do que seus recursos. Uma família a sustentar, uma missão a cumprir, uma dor a enfrentar, uma decisão a tomar, uma responsabilidade acima das suas forças. Não esconda o pouco. Entregue-o ao Senhor. A multiplicação pertence a Ele. A sua parte é colocar nas mãos do Salvador aquilo que você tem, ainda que pareça pequeno demais.
Artigo publicado no perfil do autor no Instagram. Reproduzido com permissão.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – VIVEMOS UMA EPIDEMIA DE SOLIDÃO?
A epidemia de solidão é um fenômeno global que ultrapassa fronteiras, níveis de renda, faixa etária e sofisticação tecnológica. Que consequências este cenário tem para a missão da igreja no mundo?
Talvez a solidão seja uma grande oportunidade de voltar às verdades mais básicas do evangelho: encarnação e presença.
Esta oração pode e deve ser feita por todos nós: “Deus de toda amabilidade e beleza, até a mais humilde criatura encontra seu lar perto de ti. Que a tua igreja seja um lugar de segurança para todo viajante que te busca, todo crente que em ti confia e todo discípulo que te segue”. Saiba mais aqui.
Saiba mais:
» O Cultivo da Vida Cristã – Meditações a partir de 1 João, Robert Liang Koo
» A Pessoa Mais Importante do Mundo, Elben César
» O Caminho do Coração – Meditações Diárias, Ricardo Barbosa
Por Ronaldo Lidório
Há momentos em que olhamos para o que temos nas mãos e concluímos: é pouco demais. Pouca força, pouco dinheiro, pouco tempo, pouca sabedoria, pouca estrutura, pouca capacidade. A necessidade parece imensa, e os recursos parecem quase nada. Já passou por momentos assim?Foi assim diante da multidão faminta. Jesus perguntou a Filipe onde comprariam pão para alimentar aquele povo. João explica: “Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer.” (Jo 6:6). Jesus não perguntou porque precisava de informação. Perguntou para revelar o estado da fé do discípulo.
André apresentou o recurso disponível: “Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente?” (Jo 6:9). Esta pergunta nos representa. Muitas vezes olhamos para o pouco que temos e pensamos: Senhor, isto é insuficiente para tanta necessidade.
Mas a fé começa justamente quando entregamos a Cristo aquilo que, em nossas mãos, não bastaria. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu. O que era insuficiente tornou-se abundante nas mãos do Senhor. E sobraram doze cestos. As sobras não eram desperdício, mas memória. Cada cesto carregava uma lição: Cristo é suficiente onde os recursos humanos são insuficientes.
Andar pela fé não significa fingir que temos muito. Significa entregar a Jesus o pouco que temos. A fé não nega a escassez; ela reconhece que a escassez humana não limita a suficiência divina. O pouco, nas mãos de Cristo, pode se tornar instrumento de provisão, cuidado e glória.
Talvez você esteja diante de uma necessidade maior do que seus recursos. Uma família a sustentar, uma missão a cumprir, uma dor a enfrentar, uma decisão a tomar, uma responsabilidade acima das suas forças. Não esconda o pouco. Entregue-o ao Senhor. A multiplicação pertence a Ele. A sua parte é colocar nas mãos do Salvador aquilo que você tem, ainda que pareça pequeno demais.
Artigo publicado no perfil do autor no Instagram. Reproduzido com permissão.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – VIVEMOS UMA EPIDEMIA DE SOLIDÃO?A epidemia de solidão é um fenômeno global que ultrapassa fronteiras, níveis de renda, faixa etária e sofisticação tecnológica. Que consequências este cenário tem para a missão da igreja no mundo?
Talvez a solidão seja uma grande oportunidade de voltar às verdades mais básicas do evangelho: encarnação e presença.
Esta oração pode e deve ser feita por todos nós: “Deus de toda amabilidade e beleza, até a mais humilde criatura encontra seu lar perto de ti. Que a tua igreja seja um lugar de segurança para todo viajante que te busca, todo crente que em ti confia e todo discípulo que te segue”. Saiba mais aqui.
Saiba mais:
» O Cultivo da Vida Cristã – Meditações a partir de 1 João, Robert Liang Koo
» A Pessoa Mais Importante do Mundo, Elben César
» O Caminho do Coração – Meditações Diárias, Ricardo Barbosa
Ronaldo Lidório é teólogo e antropólogo, missionário (APMT e WEC) entre grupos pouco ou não evangelizados. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.
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