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Notícias

Tradução da Bíblia – nenhum povo é pequeno demais para não ser lembrado

Por Ariane Gomes

Entre números e expectativas, um dos destaques do relatório produzido pelas Sociedades Bíblicas Unidas é a importante contribuição que a tradução da Bíblia traz à preservação de línguas ameaçadas. Trata-se de um trabalho de valorização da identidade, da memória e da dignidade cultural de povos cujas línguas enfrentam riscos de enfraquecimento ou desaparecimento.

Em 2025, dez traduções bíblicas contribuíram nesse sentido. Entre as línguas destacadas estão duri, na Indonésia, com cerca de 123 mil usuários; teke tsaayi, no Congo, com 95,9 mil usuários; penan, na Malásia, com pouco mais de 10 mil usuários; e pinuyumaayn, em Taiwan, com 1.570 usuários.

Essas traduções tratam-se de porções bíblicas ou, por exemplo, da publicação da primeira Bíblia completa em tokelauano para uma comunidade de 3.570 usuários, e da primeira Bíblia com deuterocanônicos em Nasa, uma comunidade de 70 mil habitantes na Colômbia.

A entrega da Bíblia completa em Tokelauano foi descrita como um momento de renovação linguística e cultural. A comunidade já utilizava a Bíblia Samoana em leituras do Antigo Testamento e contava com porções em Tokelauano, mas passou a ter pela primeira vez a Palavra de Deus completa em sua própria língua. Para lideranças locais, essa nova tradução representa um incentivo à preservação e ao fortalecimento da língua, além de enriquecer a vida espiritual da comunidade.



Para muitos povos, a língua não é apenas um meio de comunicação. Ela carrega histórias, memórias, modos de oração, formas de transmitir sabedoria e expressões próprias da vida comunitária. Quando as Escrituras chegam a uma língua ameaçada, o texto bíblico passa a dialogar com o coração de uma comunidade e, ao mesmo tempo, ajuda a registrar, fortalecer e dar visibilidade a uma herança linguística que precisa ser preservada.

As traduções publicadas em línguas ameaçadas mostram que, na missão bíblica, nenhum povo é pequeno demais para não ser lembrado. Cada comunidade alcançada testemunha que a Palavra de Deus pode falar com clareza, beleza e profundidade na língua em que as pessoas oram, cantam, ensinam seus filhos e preservam sua história.

Fontes:
Traduções bíblicas em línguas ameaçadas fortalecem fé, identidade e memória cultural. Site SBB.
Mesmo com avanços, 1,5 bilhão de pessoas ainda não têm acesso à Bíblia completa. Site SBB.

Imagem: Sociedade Bíblicas Unidas


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A mais comprometedora petição ensinada por Jesus é essa: Deus pede de nós aquilo que pedimos a ele.
O tema do perdão se espalha por toda a Escritura e rege a relação do ser humano com Deus. É provavelmente o conceito que mais realiza conexões com temas da teologia. Sem a menção ao perdão não se discursa sobre o acesso a Deus, a obra da salvação, o objetivo da graça divina nem sobre Jesus encarnado, o amor de Deus, o resgate, a restauração, a missão da igreja etc.
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Saiba mais:
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Ariane Gomes atua como coordenadora de produção de Ultimato e gestora de conteúdo do Portal Ultimato.
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