Opinião
31 de maio de 2016- Visualizações: 3224
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Jovens famílias que vão
Por Ariane Gomes
A noite era agradável e carregava um ar de festa. O 43º Encontro SEPAL, que reuniu pastores e líderes entre 2 e 6 de maio de 2016, em Águas de Lindóia, SP, estava prestes a acabar. Centenas de pessoas ocupavam as cadeiras do auditório e aguardavam com expectativa um momento diferente dentro de toda a programação: a apresentação e envio de famílias missionárias para o campo.
A palavra foi dada ao presidente da SEPAL, o pastor Josué Campanhã que contou um sonho antigo: “Há alguns anos, quando a equipe do escritório da SEPAL no Brasil deu início a uma conversa sobre o envio de missionários brasileiros para o exterior, sonhamos com Moçambique e oramos para que Deus tornasse o sonho realidade. O envio de mais uma família para servir naquele país é o sonho concretizado”.
A palavra era solene e de celebração. Tiago (37) e Suzana (35), e os filhos pequenos – Samuel, com 3 anos e Timóteo, com 4 meses – se juntarão à família de Sandro e Clarissa (que também têm 2 filhas pequenas, Micaela e Rafaela, e aguardam a chegada de João) e de Roger (37) e Ludmila (35), e suas filhas pequenas, para compor a Equipe SEPAL Moçambique. Suzana, que fazia aniversário naquele dia, usava uma bonita saia de capulana (tecido tradicional de Moçambique) e Tiago a acompanhava com uma camisa de mesma estampa. Jovens e com os filhos no colo os dois se ajoelharam para, em oração, serem oficialmente enviados ao país que será a sua nova terra, onde terão uma nova casa, farão amigos e colocarão suas vidas a serviço de pessoas e para a glória de Deus.
Além da equipe para Moçambique, naquela noite outros três casais foram apresentados: Vacílus (43) e Mara (37) servirão em Portugal; Diego (34) e Michele (32) irão para a Espanha e Eduardo (32) e Fernanda (29) seguirão para a Ásia. Todos eles são enviados para servir a igreja local, apoiar e fortalecer líderes, evangelizar e sinalizar o reino de Deus nesses países.
Contrariando expectativas que destacam a superficialidade, desinteresse e falta de compromisso da juventude cristã com a vontade de Deus e com a igreja, esses jovens revelam que entendem a sua vocação e a importante contribuição que podem oferecer para a igreja e para que o amor redentor de Deus seja conhecido, compreendido e abraçado.
As jovens famílias que se dispõem a ir longe, ao encontro e para o exercício da missão, são um sinal de graça e luz num encontro que prefere, muitas vezes, líderes maduros e experimentados na prática pastoral, evangelística e de liderança. Os jovens se apresentam diante dos mais velhos para dizer que a sua companhia, suporte e oração são importantes e para receberem deles o ânimo e o respaldo de que necessitam para a nova tarefa. Os velhos, com simpatia, temor e amor, acolhem a expectativa, as necessidades e a alegria fervente dos corações para dizerem juntos: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.
• Ariane Gomes é assistente de redação na Editora Ultimato.
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Foto: momento de "envio" da família de Tiago e Suzana / Arquivo pessoal.
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Contrariando expectativas que destacam a superficialidade, desinteresse e falta de compromisso da juventude cristã com a vontade de Deus e com a igreja, esses jovens revelam que entendem a sua vocação e a importante contribuição que podem oferecer para a igreja e para que o amor redentor de Deus seja conhecido, compreendido e abraçado.

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• Ariane Gomes é assistente de redação na Editora Ultimato.
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