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Por Escrito

Fui enganada!

Um Dia de Cada Vez
Por Liana Goya

Dia desses estava numa grande loja abarrotada de centenas de produtos. E eu à procura de algo bem específico. 
 
O meu tempo era curto e a minha paciência também. Algo comum aqui em São Paulo. Queremos atendimento rápido e eficiente, para não dizer o melhor possível. Quem não quer isso?  A questão é quando isso deixa de ser uma expectativa e passa para o lado da exigência. 
 
Andei pelos corredores, procurei a seção que eu julgava correta – e nada de encontrar o objeto. Meu horário estava apertado e queria resolver isso rápido. Achei que num instante resolveria tudo. 
 
Foi então que encontrei um funcionário e pedi informações. Ele estava arrumando uma prateleira e nem fez caso de se virar para responder. Já fiquei pensando que mal-educado era aquele rapaz que nem se deu ao trabalho de se virar para me ouvir. Passados alguns milésimos de segundos, que para mim pareciam horas, ele se virou e perguntou educadamente se poderia me ajudar em algo. 
 
Quando finalmente consegui falar o que eu queria, ele se prontificou a me levar ao corredor onde se encontrava o que eu procurava. Mas ainda não era aquilo que eu queria. Ele não havia entendido bem. Daí, com os minutos correndo, já passou outro pensamento pela cabeça: Que rapaz curto de inteligência (para não dizer que esbocei outras palavras)! Meu pedido é tão simples! 
 
Expliquei de novo e parecia que ele não estava entendendo. Caramba, pensei eu! Como é que ele não sabe o que é uma caderneta? Se ele trabalha nessa loja, certamente deve saber onde posso encontrar essa caderneta! 
 
Ao explicar novamente, a palavra já saiu em tom mais impaciente ao explicar que eu tinha muita pressa. Foi então que ele nos levou atenciosamente ao corredor certo, explicando de forma simpática alguns detalhes sobre o produto que eu precisava saber. 
 
Quando o rapaz se virou e agachou para procurar outro produto para nos mostrar, percebi que havia algo na sua orelha, algo escondido pelos cabelos cacheados e longos. Era um aparelho de audição. 
 
“Que horror!”, pensei eu no meu coração. Que julgamento errado eu havia feito dele! Ele não nos atendia devidamente e nem respondia direito às perguntas porque simplesmente não estava ouvindo. 
 
A partir disso, procurei falar de frente com ele, para que ele pudesse ler os lábios, e logo percebi que isso era importante nessa comunicação. 
 
Agora, eu não tratei mal o rapaz e nem lhe falei nada que fosse mal-educado. Tudo isso se passou no campo da mente e do coração.
 
Mas que coisa! Eu julgando mal o rapaz quando na verdade eu é quem tinha interpretado mal. E mais. Comecei a refletir no episódio todo e constatei o quão atencioso era o rapaz quando ouvia e entendia o que eu dizia.  
 
O chocante foi perceber que, por causa de um julgamento errado, eu estava fazendo exatamente o que eu acredito que não devia ser feito nunca. Creio que devemos respeitar as pessoas com deficiência, possibilitar-lhes acesso à vida mais “normal” possível, e tentar conviver da melhor maneira com suas deficiências.
 
A experiência me marcou. Fiquei pensando em quantas vezes fiz julgamentos errados apenas porque as aparências indicavam outra coisa. Meus olhos viram o exterior e não o coração. Fui enganada por meus julgamentos! Errei. 
 
• Liana Goya, esposa de pastor, pastora, mãe de 3 filhos, e Coordenadora de Mulheres em Ministério São Paulo.

 

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