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Opinião

C. S. Lewis em tempo de eleição: Os cristãos e a moralidade

Por Paulo F. Ribeiro

A falha dos Cristãos – protestantes e católicos – conservadores (no qual me incluo) – é que queremos a todo custo que politicas partidárias implementem valores religiosos – mas isso não faz sentido num contexto multicultural.

C.S. Lewis distanciou-se daqueles que afirmam que “o mundo deve retornar à ética cristã para preservar a civilização, ou mesmo para salvar a espécie humana da destruição”.

Para Lewis, era o contrário. Em vez de retornar à ética cristã, o mundo deve simplesmente retornar à crença na moralidade real e objetiva; só então seremos capazes de retornar ao cristianismo. Pois “o cristianismo não é a promulgação de uma descoberta moral”. Mas é dirigido apenas àqueles que admitem sua desobediência à lei moral conhecida (escrita no coração do ser humano). E oferece perdão por terem quebrado esta lei e também ajuda sobrenatural para mantê-la e, ao fazê-lo, a reafirma.

Sem essa base, Lewis argumentou, não apenas a sociedade ocidental e a ordem política estarão fadadas ao destino sombrio – apresentado, por exemplo, em “A Abolição do Homem” e “Força Hedionda” – na política atual em muitos países, mas também haverá pouca chance de conseguir alguma audiência séria para os valores do Evangelho.

O que é essa “moralidade real e objetiva”

É a existência de uma moralidade universal... real, fundamental e transcendente. Não é uma criação humana, mas é compreendida por toda a humanidade, em grande ou menor extensão. Judeus e cristãos chamam de "a lei". No apêndice de “A Abolição do Homem”, Lewis mostra como esses princípios são universais, citando textos antigos da Europa, África, Oriente Médio e Ásia. Princípios como:
  • A lei do beneficente geral (trate os outros como gostaria de ser tratado)
  • Deveres para com os pais, pobres, estrangeiros, idosos, desamparados, discriminados...
  • Deveres para com as crianças... não só no nascimento quanto na assistência social.
  • A lei da justiça (pessoal, judicial)
  • A lei da boa-fé e veracidade
  • A lei da misericórdia
  • A lei da magnanimidade
Cristãos se surpreendem com isso, pensando que somente a Bíblia contém tais ensinamentos. Que variações deles são encontradas em outro lugar pode ser um choque desanimador, mas não devemos temer, porque a própria Bíblia diz que este deve ser o caso. Em Gênesis 1 e 2, lemos sobre a criação a partir de uma família. Quando a raça humana se espalhou pelo mundo, eles levaram esse núcleo moral com eles. No entanto corrompido pelo pecado, ele ainda está lá em muitas culturas.

O apóstolo Paulo sabia disso, descrevendo os gregos pagãos como “muito religiosos em todos os sentidos” e explicando-lhes: “[Deus] fez de um homem toda nação do gênero humano viver em toda a face da terra… para que buscassem a Deus, na esperança de que possam seguir seu caminho em direção a Ele e encontrá-Lo ... como até mesmo alguns de seus próprios poetas disseram, "Pois nós somos de fato Seus descendentes" ”(Atos 17:22, 26-28).

Ele explica isso ainda mais em Romanos 1 e 2:

Pois quando os gentios [não-judeus] que não têm a lei, por natureza, fazem o que a lei exige, eles são uma lei para si mesmos, mesmo que eles não tenham a lei. A demonstração de que o trabalho da lei está escrito em seus corações, enquanto sua consciência também testemunha, e seus pensamentos conflitantes os acusam ou até os desculpam ...” (Romanos 2: 14-15).

Não é de admirar que um bom comportamento moral não seja limitado aos cristãos, como a Bíblia fala e C.S. Lewis também mostra em suas obras.

Que nossos candidatos possam sustentar estes princípios.

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Doutor em engenharia elétrica pela Universidade de Manchester, na Inglaterra, é pesquisador e professor na Universidade Federal de Itajubá, MG. É originário do Vale do Pajeú e é torcedor do Santa Cruz.
  • Textos publicados: 10 [ver]

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