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31 de agosto de 2011- Visualizações: 3104
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A missão também é política
Missão Integral: Participação Política e Justiça Social. Este é o tema do 6º Encontro Nacional da RENAS (Rede Evangélica Nacional de Ação Social), que acontece de 15 a 17 de setembro, em Luziânia (GO). Ultimato é co-promotora do evento e, com isso, quer incentivar tanto a presença dos seus leitores como a reflexão sobre tema escolhido. Faça sua inscrição pela internet até o dia 10 de setembro.No primeiro dia do encontro (15), lançaremos o livro Assim na Terra como no Céu: Experiências socioambientais na igreja local, organizado pela bióloga Gínia Bontempo e que já está em pré-venda em nosso site.
Valorizar o tema da participação política e da justiça social como expressões da missão cristã não é cair no erro da intervenção da Igreja na soberania do Estado democrático, mas entender que a fé cristã também é relevante na esfera pública e, assim, política. Isso é o que nos lembra Paul Freston em Religião e Política, sim. Igreja e Estado, Não: “Religião e política podem, sim, ser misturadas. Uma pessoa pode ser inspirada por sua fé religiosa a ingressar na política e defender certas propostas. Política confessional, sim. Estado confessional, não.”
Não é de hoje que política e teologia dialogam entre si. Em Cosmovisão Cristã e Transformação, Guilherme de Carvalho lembra o legado do neocalvinismo para a compreensão política: “O mérito específico da filosofia política neocalvinista está em sua capacidade de não apenas reunir fundamentação teológica e sofisticação científica, mas também de proporcionar uma visão abrangente da sociedade, com propostas de ação política, para a economia e para o ordenamento social, como um tempo. Essa característica tem suas raízes na compreensão kuyperiana do cristianismo como um sistema total de vida e pensamento, isto é, como uma biocosmovisão completa”.
Já Robinson Cavalcanti, no artigo Estado laico e nação religiosa, publicado na revista Ultimato nº 329 (março-abril/2011), critica a intenção secularista atual: “É um equívoco e uma má fé confundir Estado secularista com Estado laico, secularismo com laicismo”.
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