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Os evangélicos e a participação política
Paul Freston
| Páginas | 200 |
|---|---|
| ISBN | 978-85-86539-94-5 |
| Formato | 14x21 |
| Assunto | Ética / Comportamento, Liderança, Vida Cristã |
| Ano | 2006 |
| Editora | Ultimato |
| Código | 41.01 |
| Preço | 34,80 |
11 comentário(s)
Autor de Religião e Política, sim; Igreja e Estado, não e Nem Monge, Nem Executivo - Jesus: um modelo de espiritualidade invertida, ambos pela Editora Ultimato; e, Neemias, Um Profissional a Serviço do Reino e Quem Perde, Ganha, pela ABU Editora, Paul Freston, inglês naturalizado brasileiro, é doutor em sociologia pela UNICAMP. É professor do programa de pós-graduação em ciências sociais na Universidade Federal de São Carlos e, desde 2003, professor catedrático de sociologia no Calvin College, nos Estados Unidos. Escreveu também, entre outros, Evangélicos na Política Brasileira: história ambígua e desafios éticos (Encontro Publicações), Evangelicals and Politics in Asia, Africa and Latin America (Cambridge University Press), Protestant Political Parties: A Global Survey (Ashgate) e Evangelical Christianity and Democracy in Latin America (Oxford University Press).Éramos, até pouco tempo, vistos como um povo que vivia apenas com a visão espiritual do reino de Deus, esquecendo que o governo de Deus, instalado em cada um de nós, é o que nos potencializa para influenciar a sociedade com a ética do evangelho do Reino num tempo de reinos e governos sem ética e sem justiça. O debate está aberto. O evangelho é a expressão do amor de Deus. O cristianismo só se tornou pereguidor quando se tornou religião de Estado, no tempo do imperador Teodósio (379-395). Os evangélicos precisam ter a perfeita dimensão de sua participação na política, como cidadão.
Neste livro Paul Freston alia conceitos bíblicos à análise da participação política dos evangélicos e traça um painel bem claro da importância do voto dos evangélicos, com todas as boas e más implicações que isto traz. Alia sociologia com Bíblia. É leitura obrigatória para pastores, líderes e pretensos candidatos evangélicos. Lê-lo com a Bíblia é necessário, pois os textos citados são diversos. Vale cada centavo pago.
Boquinha evangélica: Realmente não devemos confiar nos políticos — ainda que evangélicos — pois a experiência que temos tido na pseudo-democracia brasileira é a de que a corrupção também seduz os ditos "servos de Deus" a tal ponto que os quais lançam mão de qualquer expediente (mesmo que antiético!) para conseguirem a sua "boquinha"... Até quando conviveremos com um sal que não salga e uma luz do mundo que não ilumina nada, mas teima em aderir à escuridão como se fosse parte de sua própria essência?
O livro é bem atrativo pela temática. O que me chamou atenção foi a citação "Se alguém me pergunta se confio em algum político evangélico (...)", a minha opinão, também, é que não confio no evangélico político. Aliás, faz muito tempo que não vemos nenhum evangélico político sendo consultado, ou mesmo teólogo, pastor etc... pela sociedade em termos do que fazer com o meio ambiente, a saúde, a família e a violência. Coisa que na Idade Média era óbvia. Porém como cidadão da terra e dos céus, segundo à palavra de Deus, cumpro o meu papel de profeta contemporâneo.
Seria maravilhoso se tivessemos governantes verdadeiramente cristãos na regência deste país. Mas é necessários que todos entendamos não ser a pele que faz o cordeiro. No período de campanha na televisão, tenho visto candidatos se apresentando como "irmão" ou "irmã", como se isso fosse garantia de reto agir, reto pensar e reto falar. E as pessoas simples se iludem, acreditando que todo "irmão" tem em si o verdadeiro desejo de seguir o mandamento "ao teu próximo, como a ti mesmo"; e tudo é um "venha a nós"; ao vosso reino, nada! . Aqui na região norte do país, isso chega a ser um escândalo.
Não li o livro, porém creio que o título sugere que é necessário diferenciar o fazer política (partidária) do agir como cidadão político, isto é, pertencente a polis e que atua em prol das causas sociais através de entidades não governamentais. A Bíblia não respalda em nenhum momento que um servo do Senhor se engaje em política partidária, no entanto, o evangelho ordena que nos ocupemos dos desamparados e desprotegidos e façamos algo por eles como se a Jesus estivéssemos fazendo. Quanto ao governante corrupto e suas leis, quem poderá contra a vontade de Deus se a Igreja se prosta em oração?
Pude constatar má performance na política por parte de vários evangélicos. Penso que votar num candidato só por ele ser evangélico seria um critério falho. Contudo, quero propor que tomemos cuidado para que os maus exemplos de políticos evangélicos não nos levem a generalizar. Entre dois candidatos igualmente capazes fico com aquele que for cristão de fato. Este, pela graça, tem algo que o torna especial. Mas, como saber se alguém é de fato cristão? "Pelos frutos conhecereis a árvore". Conhecer bem a conduta do candidato é difícil, mas dará pistas para descobrirmos quem ele realmente é.
Bom, a Patricia Neme diz logo mais acima, que "seria maravilhoso ter governantes cristaos na regencia de nosso país". Você acha mesmo q votando em um candidato cristao iria mudar a fome,a corrupçao,a violencia de nosso país?Nao acho que só pelo fato de pessoas votarem em corruptos é pq elas sao "pessoas simples", pense que também existe a FALTA DE OPÇAO! Quando vc diz "pessoas simples" quer dizer que sao ignorantes?? Este termo "simples" vejo no sentido pejorativo. Votar em um governante só pq ele é cristao, é um ato precipitado e um criterio sem argumentos cabiveis a compreensao de pessoas racionais.
"... Aliás, biblicamente, não devemos confiar nos príncipes..." (assumindo que a citação seja realmente do autor).
Dê-me, então, uma boa razão para entender (A). O sentido da palavra CONFIANÇA (que assumo encontrada no VT, vez que a citação, parece-me, remete à forma do texto lá); (B). CONFIANÇA (no sentido do Aurélio ou do Houaiss?); (C). 'CONFIANÇA' assim como todo brasileiro teria ou deveríamos ter em Políticos? (jogou todos na vala comum!).
O Dr. Freston publica um livro, que assumo deve ser muito bom (vide comentários elogiosos), mas pede ao leitor para não 'confiar' naqueles que o livro chama de políticos os quais não devemos depositar nossa confiança!
Conta-se que os ingleses ameaçaram M. Gandhi de que o sol nunca se punha no império britânico (poderoso!). Atribui-se a resposta dele de que era evidente que o sol nunca se punha; afinal, Deus não confiava neles! Se tiver que ler o livro do Freston, vou pensar num sol amplo e escancarado. Tenho minhas desconfianças!
Estou ansioso pela nova edição do livro do importante sociólogo Paul Freston, que "fala de dentro para dentro" do pântano que ameaça engolir todos nós". A pentecostalização eclesiástica, infelizmente, converge para a simplificação do fazer política. Moradores de rua, prostitutas, minorias sexuais, trabalhadores de baixa renda, imigrantes haitianos, bolivianos, deficientes físicos, idosos, não motivam evangélicos a um sentido mais digno para se pensar em política na igreja. Por exemplo.
Esquecendo a grande questão dos Direitos Humanos, espaços importantes são ocupados pela pregação interesseira sobre temas como pedofilia, homossexualidade, enquanto o governo corre atrás de ministros corruptos, às vezes, e encontra dezenas de pastores chafurdados nos setores que envolvem bilhões de reais em concorrências suspeitas. Como explicar essa associação, se o estímulo está nas novas igrejas que se prestam ao papel de "laranjas" de políticos corruptos, e se esquecem de deveres cidadãos?
O título de Paulo Freston - ''Religião e Política, Sim; Estado e Igreja, não'', deve ser meredor de consideradas posições. Digo isso, em função de ser fundamental discernirmos a política como o espaço para construção da convivência humana. Diga - se de passagem, pautada na justiça, no bem-estar, na solidaridade e na dignidade, como utopias ou centelhas possíveis de serem perpetradas e praticadas.
Não podemos deixar de lado, a religião deve ser vista como a concepção por valores inegociáveis. Assim sendo, tanto o Estado quanto a Igreja (e ai vem a questão, não a instituição caricaturizada por vitrais e murais, mas pessoas compromissadas com o chamado das bem-aventuranças e o comprometimento de torná-las concretas, por meio de ações e palavras, de cada dia. Por isso, há um interconexão, sim e sim, entre as esferas da política, da igreja e do Estado.
Glênio Fonseca Paranaguá, pastor da 1ª Igreja Batista de Londrina
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