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13 de maio de 2026- Visualizações: 58
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“A igreja pela vida das mulheres” – prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher
Iniciativa mostra como a cidade e a igreja podem trabalhar juntos pela segurança de mulheres e meninas
Por Ultimatoonline
Publicada há um ano, a quinta edição do relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”1 trouxe dados inéditos sobre as distintas formas de violência contra meninas e mulheres brasileiras. O estudo mostra que entre 2024 e 2025 a violência de gênero atingiu o maior índice desde o início da série histórica, em 2016. Apesar do crescimento da violência, 47,4% das mulheres vítimas afirmam não terem feito nada diante da agressão sofrida. Mas 6% procuraram a igreja. Dentre as entrevistadas, 42,7% das mulheres que se identificaram como evangélicas sofreram violência ao longo da vida, contra 35% das que se identificaram como católicas.
Em 2025, a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, feita pelo DataSenado e pela Nexus, mostra que mais de 50% das brasileiras que sofreram violência doméstica ou familiar buscam apoio na família e na igreja para acolhimento, demonstrando o papel relevante desses dois núcleos como espaço de segurança.
Entre outros aspectos, as pesquisas têm ajudado a colocar em pauta e a discutir o papel da igreja na prevenção da violência – tanto no acolhimento às vítimas como, se preciso for, no reconhecimento de ameaça ou prática de qualquer tipo de violência contra meninas e mulheres – porque igrejas e comunidades religiosas também podem configurar espaços de violência.
A igreja pela vida das mulheres
Para fazer frente a essa dura realidade, há poucas semanas, a cidade de Campinas, SP, deu um passo importante com o lançamento do programa “Igreja pela Vida das Mulheres”. A iniciativa é voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher em ambientes religiosos, com foco nas comunidades evangélicas.
O programa é resultado de uma construção coletiva, com a formação de uma comissão que reúne o Ministério Público, a Prefeitura de Campinas e lideranças religiosas.
Durante o lançamento, que reuniu lideranças religiosas, autoridades e representantes do sistema de Justiça e do poder público, foi formalizado um pacto com as igrejas para a implementação do programa nas comunidades da cidade. A adesão representa um compromisso das lideranças em atuar de forma ativa no acolhimento, na orientação e no encaminhamento adequado de mulheres em situação de violência.
A apresentação sobre o “Igreja pela Vida das Mulheres” foi feita em conjunto pela promotora de Justiça, Cristiane Hillal, e pelo teólogo Livan Chiroma, coordenador da Aliança LAB (Laboratório de Pesquisas e Inteligência Missional).

Ações do programa
O programa está estruturado em ações práticas que buscam qualificar o acolhimento e transformar a atuação das igrejas diante de casos de violência:
- Letramento sobre violência contra mulheres e crianças
- Criação de protocolo com fluxo de encaminhamento de denúncias recebidas por lideranças religiosas
- Acolhimento de vítimas em grupos capacitados
- Realização de rodas de conversa com homens, com foco na prevenção
- Elaboração de cartilha direcionada à mulher evangélica
- Produção de vídeo institucional sobre o combate à violência contra a mulher
As medidas têm como objetivo não apenas orientar, mas estabelecer procedimentos claros e responsáveis dentro das comunidades religiosas.
Um dos eixos do programa é a cartilha “Fé que protege, amor que não fere”2 que será distribuída às igrejas em formato físico e digital.
Notas:
1. Relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”. Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e Instituto Datafolha, 2025.
2. Cartilha de apoio e proteção à mulher em Campinas – “Fé que protege, amor que não fere”. Prefeitura de Campinas.
Fontes:
Campinas lança programa voltado ao enfrentamento da violência contra mulheres evangélicas. Site da Prefeitura Municipal de Campinas.
Evangélicas buscam a igreja; católicas, a família diante de episódios de violência doméstica. Nexus. Pesquisa e inteligência de dados.
Imagem 1: Unsplash.
Imagem 2: Carlos Bassan. Prefeitura de Campinas.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Pessoas: Humanas e Divinas – Ensaios sobre a natureza e o valor das pessoas, Peter van Inwagen
» A Igreja – Uma comunidade singular de pessoas, John Stott
» Como ajudar uma vítima de abuso sexual? E se ela for da sua igreja?, por Carlos "Catito" Grzybowski
» Abuso sexual: na minha igreja, não!, por Phelipe Reis
» Abuso: uma morte por mil cortes, por Norma Braga
» Uma igreja anestesiada para as mulheres, por Talita Raíssa
Por Ultimatoonline
Publicada há um ano, a quinta edição do relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”1 trouxe dados inéditos sobre as distintas formas de violência contra meninas e mulheres brasileiras. O estudo mostra que entre 2024 e 2025 a violência de gênero atingiu o maior índice desde o início da série histórica, em 2016. Apesar do crescimento da violência, 47,4% das mulheres vítimas afirmam não terem feito nada diante da agressão sofrida. Mas 6% procuraram a igreja. Dentre as entrevistadas, 42,7% das mulheres que se identificaram como evangélicas sofreram violência ao longo da vida, contra 35% das que se identificaram como católicas.
Em 2025, a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, feita pelo DataSenado e pela Nexus, mostra que mais de 50% das brasileiras que sofreram violência doméstica ou familiar buscam apoio na família e na igreja para acolhimento, demonstrando o papel relevante desses dois núcleos como espaço de segurança.
Entre outros aspectos, as pesquisas têm ajudado a colocar em pauta e a discutir o papel da igreja na prevenção da violência – tanto no acolhimento às vítimas como, se preciso for, no reconhecimento de ameaça ou prática de qualquer tipo de violência contra meninas e mulheres – porque igrejas e comunidades religiosas também podem configurar espaços de violência.
Para fazer frente a essa dura realidade, há poucas semanas, a cidade de Campinas, SP, deu um passo importante com o lançamento do programa “Igreja pela Vida das Mulheres”. A iniciativa é voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher em ambientes religiosos, com foco nas comunidades evangélicas.
O programa é resultado de uma construção coletiva, com a formação de uma comissão que reúne o Ministério Público, a Prefeitura de Campinas e lideranças religiosas.
Durante o lançamento, que reuniu lideranças religiosas, autoridades e representantes do sistema de Justiça e do poder público, foi formalizado um pacto com as igrejas para a implementação do programa nas comunidades da cidade. A adesão representa um compromisso das lideranças em atuar de forma ativa no acolhimento, na orientação e no encaminhamento adequado de mulheres em situação de violência.
A apresentação sobre o “Igreja pela Vida das Mulheres” foi feita em conjunto pela promotora de Justiça, Cristiane Hillal, e pelo teólogo Livan Chiroma, coordenador da Aliança LAB (Laboratório de Pesquisas e Inteligência Missional).

Ações do programa
O programa está estruturado em ações práticas que buscam qualificar o acolhimento e transformar a atuação das igrejas diante de casos de violência:
- Letramento sobre violência contra mulheres e crianças
- Criação de protocolo com fluxo de encaminhamento de denúncias recebidas por lideranças religiosas
- Acolhimento de vítimas em grupos capacitados
- Realização de rodas de conversa com homens, com foco na prevenção
- Elaboração de cartilha direcionada à mulher evangélica
- Produção de vídeo institucional sobre o combate à violência contra a mulher
As medidas têm como objetivo não apenas orientar, mas estabelecer procedimentos claros e responsáveis dentro das comunidades religiosas.
Um dos eixos do programa é a cartilha “Fé que protege, amor que não fere”2 que será distribuída às igrejas em formato físico e digital.
Notas:
1. Relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”. Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e Instituto Datafolha, 2025.
2. Cartilha de apoio e proteção à mulher em Campinas – “Fé que protege, amor que não fere”. Prefeitura de Campinas.
Fontes:
Campinas lança programa voltado ao enfrentamento da violência contra mulheres evangélicas. Site da Prefeitura Municipal de Campinas.
Evangélicas buscam a igreja; católicas, a família diante de episódios de violência doméstica. Nexus. Pesquisa e inteligência de dados.
Imagem 1: Unsplash.
Imagem 2: Carlos Bassan. Prefeitura de Campinas.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
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» Como ajudar uma vítima de abuso sexual? E se ela for da sua igreja?, por Carlos "Catito" Grzybowski
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