Opinião
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Os cristãos e a guerra – o que a Bíblia ensina
A vitória assegurada pelo Cordeiro de Deus não elimina os conflitos presentes, mas redefine seu lugar na história
Por Theo Pemberton
A guerra em um mundo caído
A guerra acompanha a história humana desde seus primeiros capítulos. Logo após a queda, Deus declara um conflito fundamental: “Porei inimizade… entre a tua descendência e o seu descendente” (Gn 3.15). A história humana passa a se desenvolver sob essa tensão entre o reino de Deus e o mal. Não por acaso, a violência surge imediatamente: “Caim levantou-se contra Abel… e o matou” (Gn 4.8). A guerra, portanto, não é um fenômeno tardio, mas parte da realidade de um mundo caído. As Escrituras a tratam dentro da história da redenção: como consequência do pecado (Gn 4.8), como instrumento ocasional de juízo divino (Dt 9.4-5) e como realidade limitada pela justiça (Rm 13.4), apontando para o dia em que desaparecerá no reino de Cristo (Is 2.4). Diante disso, permanece a pergunta: a Bíblia condena toda forma de conflito ou admite, em certas circunstâncias, o uso da força?
Guerra e juízo no Antigo Testamento
No Antigo Testamento, a guerra é tratada dentro de um quadro moral e teológico mais amplo. A vida pertence a Deus, e por isso a Escritura estabelece limites claros à violência: “Quem derramar sangue humano, pelo homem terá o seu sangue derramado” (Gn 9.6; Êx 21.14; Dt 19.11-13). Dentro desse contexto, Israel participa de guerras em situações específicas da história da redenção. Na conquista de Canaã, por exemplo, a guerra aparece como juízo divino: “Não é por causa da tua justiça… mas pela maldade dessas nações” (Dt 9.4-5; Gn 15.16). Tratava-se de um momento singular em que Deus julgava povos cuja iniquidade havia se completado. Ao mesmo tempo, a própria história de Israel mostra que a guerra também pode ser instrumento de disciplina. Derrotas e crises militares são frequentemente interpretadas como consequência do pecado do povo (Jz 2.14-15; 2Cr 28.5). A guerra, portanto, não é apenas externa, mas também reflexo da condição espiritual de Israel. Ainda durante a monarquia, o conflito permanece, mas sempre subordinado à ação de Deus: “Bendito seja o Senhor… que adestra as minhas mãos para a guerra” (Sl 144:.). A vitória não é atribuída ao poder humano, mas ao Senhor (2Sm 8.6).
A esperança dos profetas
Os profetas deixam claro que a guerra não é o ideal. Eles denunciam a violência e o orgulho das nações (Is 31.1; Mq 3.10) e anunciam um futuro diferente: “Transformarão suas espadas em relhas de arado” (Is 2.4; Mq 4.3). Esse futuro não é fruto de equilíbrio político, mas do governo justo de Deus sobre as nações. A guerra pertence ao presente; a paz pertence ao reino que ele estabelecerá.
Jesus e a ética do Reino
No Novo Testamento, Jesus redefine a ética do discípulo ao estabelecer o amor como resposta fundamental ao mal: “Amai os vossos inimigos” (Mt 5.44). Aqui ele exclui a vingança pessoal e chama seus seguidores a uma postura de misericórdia e reconciliação, como filhos de Deus. No entanto, essa ética do Reino não implica a rejeição automática de toda função militar ou do uso legítimo da força. João Batista exorta soldados à integridade, não à deserção (Lc 3.14), e Jesus elogia a fé de um centurião sem exigir que ele abandone sua posição (Mt 8.5-10). Assim, a ética do reino regula o coração e a motivação do discípulo, enquanto reconhece que a ordem civil possui responsabilidades distintas. Ao afirmar que “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36), Jesus deixa claro que sua igreja não avança pela espada, mas também não nega que, em um mundo caído, a justiça pública possa exigir o uso responsável da força.

A espada do Estado
Essa distinção aparece de forma clara em Romanos 12-13. O cristão não deve vingar-se (Rm 12.19), mas o Estado é “ministro de Deus… para castigar o mal” e “não é sem motivo que traz a espada” (Rm 13.4).
Na tradição reformada, entende-se que o sexto mandamento proíbe o assassinato injusto, não o uso legítimo da força, e, como lembra John Frame, a Escritura reconhece a autoridade coercitiva do Estado para preservar a justiça. Por outro lado, a teoria da guerra justa oferece critérios úteis, mas “que quase nunca levam a consenso” (Frame, John M.: The Doctrine of the Christian Life (A Theology of Lordship). P&R Publishing), pois cada princípio é contestável (guerras preventivas, apenas como defesa, último recurso, a fim de assegurar paz, proporcionalidade, proteção de civis etc.). No fim, funcionam mais como perguntas do que como critérios decisivos. Ainda segundo Frame, a Escritura fornece diretrizes gerais sobre as guerras, não um manual detalhado. O princípio central é a santidade da vida. Assim, “a guerra é um inferno” e, às vezes, encerrar o conflito rapidamente é o caminho mais humano. Diferentemente da teoria da guerra justa, a Bíblia não tenta micro administrar a guerra, mas concede ao magistrado civil margem para fazer o necessário dentro de limites morais amplos.
A guerra transformada
No Novo Testamento, o foco do conflito muda de cenário. A batalha decisiva já não se trava entre nações, mas no coração e na missão da igreja: “Nossa luta não é contra carne e sangue” (Ef 6.12). O povo de Deus está inserido agora em uma guerra espiritual que combatemos por meio da fé, da verdade e da proclamação do evangelho (2Co 10.3-5). E é na cruz que essa guerra atinge seu clímax: ali, Cristo “despojou os principados e potestades… triunfando sobre eles” (Cl 2.15). A vitória que nenhuma espada humana poderia conquistar já foi assegurada pelo Cordeiro de Deus.
O fim da guerra
Essa vitória não elimina os conflitos presentes, mas redefine seu lugar na história. A guerra não é o eixo do enredo humano; Cristo é. A cruz não apenas responde ao problema do mal; ela revela como Deus vence o mal sendo santo e justo. A narrativa bíblica não se encaminha para ciclos intermináveis de violência, mas para a manifestação plena da paz inaugurada na cruz. Mesmo em um mundo marcado por conflitos, sabemos que a última palavra não pertence às nações, mas ao Deus que “conduz todas as coisas segundo o conselho de sua vontade” (Ef 1.11). A história avança para o dia em que o mal será definitivamente removido.
Enquanto aguardamos esse dia, somos chamados a viver à luz dessa realidade. Em um mundo marcado por conflitos, o povo de Deus é chamado a ser instrumento de paz: “Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5.9). Por isso, buscamos a paz, oramos por ela e trabalhamos por ela onde Deus nos colocou, sabendo que “procurar a paz da cidade… e orar por ela” (Jr 29.7) faz parte do nosso testemunho.
É no livro de Apocalipse que vemos esse desfecho com clareza: o Cordeiro vence, o dragão é derrotado, e a nova criação surge sem morte e sem guerras. As espadas não apenas são depostas, elas se tornam inúteis diante da presença do grande Rei. Então veremos que, acima de todas as guerras humanas, sempre esteve o propósito soberano de Deus, conduzindo a história ao seu fim: para “novos céus e nova terra”, onde o Príncipe da Paz reina para sempre, e onde “já não haverá morte, nem luto, nem clamor, nem dor” (Ap 21.1-4).
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
“Arte” pode tornar-se um tema elitista, mas não é o caso da matéria de capa oferecida na edição 419 de Ultimato.
Os artigos ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Discordâncias Religiosas - Como lidar com a pluralidade de crenças, Helen De Cruz
» O Deus que Eu Não Entendo - Para compreender melhor algumas questões difíceis da fé cristã, Christopher J. H. Wright
» O sonho de paz, por Rienze Perera
» Guerra novamente, por Rula Khoury Mansour
» Lembrem-se: "Deixo com vocês a paz, a paz lhes dou", edição 417 de Ultimato
Por Theo Pemberton
A guerra em um mundo caídoA guerra acompanha a história humana desde seus primeiros capítulos. Logo após a queda, Deus declara um conflito fundamental: “Porei inimizade… entre a tua descendência e o seu descendente” (Gn 3.15). A história humana passa a se desenvolver sob essa tensão entre o reino de Deus e o mal. Não por acaso, a violência surge imediatamente: “Caim levantou-se contra Abel… e o matou” (Gn 4.8). A guerra, portanto, não é um fenômeno tardio, mas parte da realidade de um mundo caído. As Escrituras a tratam dentro da história da redenção: como consequência do pecado (Gn 4.8), como instrumento ocasional de juízo divino (Dt 9.4-5) e como realidade limitada pela justiça (Rm 13.4), apontando para o dia em que desaparecerá no reino de Cristo (Is 2.4). Diante disso, permanece a pergunta: a Bíblia condena toda forma de conflito ou admite, em certas circunstâncias, o uso da força?
Guerra e juízo no Antigo Testamento
No Antigo Testamento, a guerra é tratada dentro de um quadro moral e teológico mais amplo. A vida pertence a Deus, e por isso a Escritura estabelece limites claros à violência: “Quem derramar sangue humano, pelo homem terá o seu sangue derramado” (Gn 9.6; Êx 21.14; Dt 19.11-13). Dentro desse contexto, Israel participa de guerras em situações específicas da história da redenção. Na conquista de Canaã, por exemplo, a guerra aparece como juízo divino: “Não é por causa da tua justiça… mas pela maldade dessas nações” (Dt 9.4-5; Gn 15.16). Tratava-se de um momento singular em que Deus julgava povos cuja iniquidade havia se completado. Ao mesmo tempo, a própria história de Israel mostra que a guerra também pode ser instrumento de disciplina. Derrotas e crises militares são frequentemente interpretadas como consequência do pecado do povo (Jz 2.14-15; 2Cr 28.5). A guerra, portanto, não é apenas externa, mas também reflexo da condição espiritual de Israel. Ainda durante a monarquia, o conflito permanece, mas sempre subordinado à ação de Deus: “Bendito seja o Senhor… que adestra as minhas mãos para a guerra” (Sl 144:.). A vitória não é atribuída ao poder humano, mas ao Senhor (2Sm 8.6).
A esperança dos profetas
Os profetas deixam claro que a guerra não é o ideal. Eles denunciam a violência e o orgulho das nações (Is 31.1; Mq 3.10) e anunciam um futuro diferente: “Transformarão suas espadas em relhas de arado” (Is 2.4; Mq 4.3). Esse futuro não é fruto de equilíbrio político, mas do governo justo de Deus sobre as nações. A guerra pertence ao presente; a paz pertence ao reino que ele estabelecerá.
Jesus e a ética do Reino
No Novo Testamento, Jesus redefine a ética do discípulo ao estabelecer o amor como resposta fundamental ao mal: “Amai os vossos inimigos” (Mt 5.44). Aqui ele exclui a vingança pessoal e chama seus seguidores a uma postura de misericórdia e reconciliação, como filhos de Deus. No entanto, essa ética do Reino não implica a rejeição automática de toda função militar ou do uso legítimo da força. João Batista exorta soldados à integridade, não à deserção (Lc 3.14), e Jesus elogia a fé de um centurião sem exigir que ele abandone sua posição (Mt 8.5-10). Assim, a ética do reino regula o coração e a motivação do discípulo, enquanto reconhece que a ordem civil possui responsabilidades distintas. Ao afirmar que “O meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36), Jesus deixa claro que sua igreja não avança pela espada, mas também não nega que, em um mundo caído, a justiça pública possa exigir o uso responsável da força.

A espada do Estado
Essa distinção aparece de forma clara em Romanos 12-13. O cristão não deve vingar-se (Rm 12.19), mas o Estado é “ministro de Deus… para castigar o mal” e “não é sem motivo que traz a espada” (Rm 13.4).
Na tradição reformada, entende-se que o sexto mandamento proíbe o assassinato injusto, não o uso legítimo da força, e, como lembra John Frame, a Escritura reconhece a autoridade coercitiva do Estado para preservar a justiça. Por outro lado, a teoria da guerra justa oferece critérios úteis, mas “que quase nunca levam a consenso” (Frame, John M.: The Doctrine of the Christian Life (A Theology of Lordship). P&R Publishing), pois cada princípio é contestável (guerras preventivas, apenas como defesa, último recurso, a fim de assegurar paz, proporcionalidade, proteção de civis etc.). No fim, funcionam mais como perguntas do que como critérios decisivos. Ainda segundo Frame, a Escritura fornece diretrizes gerais sobre as guerras, não um manual detalhado. O princípio central é a santidade da vida. Assim, “a guerra é um inferno” e, às vezes, encerrar o conflito rapidamente é o caminho mais humano. Diferentemente da teoria da guerra justa, a Bíblia não tenta micro administrar a guerra, mas concede ao magistrado civil margem para fazer o necessário dentro de limites morais amplos.
A guerra transformada
No Novo Testamento, o foco do conflito muda de cenário. A batalha decisiva já não se trava entre nações, mas no coração e na missão da igreja: “Nossa luta não é contra carne e sangue” (Ef 6.12). O povo de Deus está inserido agora em uma guerra espiritual que combatemos por meio da fé, da verdade e da proclamação do evangelho (2Co 10.3-5). E é na cruz que essa guerra atinge seu clímax: ali, Cristo “despojou os principados e potestades… triunfando sobre eles” (Cl 2.15). A vitória que nenhuma espada humana poderia conquistar já foi assegurada pelo Cordeiro de Deus.
O fim da guerra
Essa vitória não elimina os conflitos presentes, mas redefine seu lugar na história. A guerra não é o eixo do enredo humano; Cristo é. A cruz não apenas responde ao problema do mal; ela revela como Deus vence o mal sendo santo e justo. A narrativa bíblica não se encaminha para ciclos intermináveis de violência, mas para a manifestação plena da paz inaugurada na cruz. Mesmo em um mundo marcado por conflitos, sabemos que a última palavra não pertence às nações, mas ao Deus que “conduz todas as coisas segundo o conselho de sua vontade” (Ef 1.11). A história avança para o dia em que o mal será definitivamente removido.
Enquanto aguardamos esse dia, somos chamados a viver à luz dessa realidade. Em um mundo marcado por conflitos, o povo de Deus é chamado a ser instrumento de paz: “Bem-aventurados os pacificadores” (Mt 5.9). Por isso, buscamos a paz, oramos por ela e trabalhamos por ela onde Deus nos colocou, sabendo que “procurar a paz da cidade… e orar por ela” (Jr 29.7) faz parte do nosso testemunho.
É no livro de Apocalipse que vemos esse desfecho com clareza: o Cordeiro vence, o dragão é derrotado, e a nova criação surge sem morte e sem guerras. As espadas não apenas são depostas, elas se tornam inúteis diante da presença do grande Rei. Então veremos que, acima de todas as guerras humanas, sempre esteve o propósito soberano de Deus, conduzindo a história ao seu fim: para “novos céus e nova terra”, onde o Príncipe da Paz reina para sempre, e onde “já não haverá morte, nem luto, nem clamor, nem dor” (Ap 21.1-4).
- Theo Pemberton é administrador de empresas e economista, recentemente terminou seu mestrado em divindade no Reformed Theological Seminary em Orlando. É membro da Igreja Presbiteriana de Pinheiros onde serve em ministérios educacionais.
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» O Deus que Eu Não Entendo - Para compreender melhor algumas questões difíceis da fé cristã, Christopher J. H. Wright
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