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17 de janeiro de 2008- Visualizações: 2540
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Bispo defende "transplante social" para combater violência
(ALC) Combatente do tráfico de drogas e defensor dos Direitos Humanos, o bispo de Abaetetuba, dom Flavio Giovenale, defende uma “troca de coração e de cérebros” da sociedade para diminuir os índices de violência. O Pará aparece na parte de cima dessas estatísticas, que crescem, também, pela disputa pela terra, de modo especial no sul do Estado.
Giovenale foi ameaçado no dia 4 de dezembro, a terceira em dez anos residindo em Abaetetuba, cidade tricentenária às margens do Tocantins, a 137 km de Belém, por ter denunciado a prisão de L., uma adolescente de 15 anos, em cela junto com 34 homens, onde, por 26 dias, em meados de novembro, ela foi violentada e sofreu todo tipo de vexações.
“Não é só culpa dos profissionais da segurança, mas existe também uma falha estrutural do governo do Estado e do governo federal, que é a falência do sistema prisional brasileiro e, contemporaneamente, das delegacias”, disse o bispo em entrevista para o Instituto Humanitas (IHU), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
Dos 143 municípios do Pará, apenas seis têm celas para mulheres e 11 sequer contam com delegacias. O Conselho Tutelar de Abaetetuba tentou tirar a adolescente da cela, mas só conseguiu “xingamentos e ameaças” da polícia. Daí avisou o bispo, que denunciou o caso.
O caso da adolescente ergueu o manto de uma corrente de corrupção e comportamento mafioso. A violência sexual, informaram jornais depois, foi perpetrada por vários detentos, de forma explícita, com a possível conivência de autoridades. Segundo a Folha de São Paulo, a juíza da comarca, Clarice Andrade, que determinou a prisão de L., não foi afastada do cargo, o mesmo não acontecendo com a delegada Flávia Verônica Pereira, que fez o flagrante da adolescente por causa de furto.
Por isso que o bispo argumenta que é preciso fazer um transplante de coração e de cabeça. “Existe toda uma onda, que não é de agora, na sociedade, em que se diz que o Estado não tem capacidade para combater a violência e para procurar a justiça. Então, cada um tem que se defender do jeito que pode. A polícia tem que encontrar culpados e, se for necessário, tortura. Essa é uma mentalidade quase que geral. Mas isso vem através de toda uma educação”, disse Giovanele na entrevista ao IHU.
Para exemplificar o que dizia sobre educação, o bispo mencionou a mensagem de filmes, como Batman ou Super Homem. Normalmente, dizem nesses casos que a polícia não tem capacidade para resolver problemas que aparecem nas cidades, tanto que autoridades precisam recorrer, então, para um super homem, que venha de outro planeta, “porque o homem aqui na Terra não tem capacidade de lutar pela justiça. Isso é educação para a violência e todo mundo, aos poucos, é educado para entender que as pessoas normais não conseguem lutar”.
O bispo lembrou que o símbolo da paz é a pomba, que precisa de duas asas para voar. “Uma asa é a repressão, ou seja, precisamos de uma polícia melhor equipada, melhor remunerada, e que o Judiciário faça valer as penas, que não escolha a impunidade. A outra asa é a prevenção. Nela entram a pregação de Cristo, a educação, o esporte” e outras prevenções.
Fonte: www.alcnoticias.org
Leia o que Ultimato publicou sobre o assunto
• A terra está cheia de violência, ed. 306
• O complicado problema do sofrimento, ed. 290
• Não por força nem por violência, ed. 276
• Vítimas da violência, ed. 267
• O vírus da violência, ed. 267
Giovenale foi ameaçado no dia 4 de dezembro, a terceira em dez anos residindo em Abaetetuba, cidade tricentenária às margens do Tocantins, a 137 km de Belém, por ter denunciado a prisão de L., uma adolescente de 15 anos, em cela junto com 34 homens, onde, por 26 dias, em meados de novembro, ela foi violentada e sofreu todo tipo de vexações.
“Não é só culpa dos profissionais da segurança, mas existe também uma falha estrutural do governo do Estado e do governo federal, que é a falência do sistema prisional brasileiro e, contemporaneamente, das delegacias”, disse o bispo em entrevista para o Instituto Humanitas (IHU), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).
Dos 143 municípios do Pará, apenas seis têm celas para mulheres e 11 sequer contam com delegacias. O Conselho Tutelar de Abaetetuba tentou tirar a adolescente da cela, mas só conseguiu “xingamentos e ameaças” da polícia. Daí avisou o bispo, que denunciou o caso.
O caso da adolescente ergueu o manto de uma corrente de corrupção e comportamento mafioso. A violência sexual, informaram jornais depois, foi perpetrada por vários detentos, de forma explícita, com a possível conivência de autoridades. Segundo a Folha de São Paulo, a juíza da comarca, Clarice Andrade, que determinou a prisão de L., não foi afastada do cargo, o mesmo não acontecendo com a delegada Flávia Verônica Pereira, que fez o flagrante da adolescente por causa de furto.
Por isso que o bispo argumenta que é preciso fazer um transplante de coração e de cabeça. “Existe toda uma onda, que não é de agora, na sociedade, em que se diz que o Estado não tem capacidade para combater a violência e para procurar a justiça. Então, cada um tem que se defender do jeito que pode. A polícia tem que encontrar culpados e, se for necessário, tortura. Essa é uma mentalidade quase que geral. Mas isso vem através de toda uma educação”, disse Giovanele na entrevista ao IHU.
Para exemplificar o que dizia sobre educação, o bispo mencionou a mensagem de filmes, como Batman ou Super Homem. Normalmente, dizem nesses casos que a polícia não tem capacidade para resolver problemas que aparecem nas cidades, tanto que autoridades precisam recorrer, então, para um super homem, que venha de outro planeta, “porque o homem aqui na Terra não tem capacidade de lutar pela justiça. Isso é educação para a violência e todo mundo, aos poucos, é educado para entender que as pessoas normais não conseguem lutar”.
O bispo lembrou que o símbolo da paz é a pomba, que precisa de duas asas para voar. “Uma asa é a repressão, ou seja, precisamos de uma polícia melhor equipada, melhor remunerada, e que o Judiciário faça valer as penas, que não escolha a impunidade. A outra asa é a prevenção. Nela entram a pregação de Cristo, a educação, o esporte” e outras prevenções.
Fonte: www.alcnoticias.org
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• Não por força nem por violência, ed. 276
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