Opinião
24 de abril de 2026- Visualizações: 31
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O que fazer quando você não é ouvido?
O que fazer quando você recebe um conselho que o confronta?
Por Ronaldo Lidório
“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida” (3Jo 9).
O apóstolo João, já avançado em idade e rico em experiência pastoral, havia escrito à igreja com zelo, amor e autoridade espiritual. Contudo, suas palavras foram rejeitadas. Diótrefes, um líder que buscava preeminência, opôs-se à instrução apostólica e, com isso, não apenas silenciou a carta, mas desprezou a verdade. O que foi escrito com a intenção de edificar, exortar e guiar, foi simplesmente ignorado.
Essa realidade, infelizmente, persiste. A Palavra de Deus continua sendo proclamada com fidelidade, mas muitos ouvidos permanecem fechados. Famílias escutam conselhos sábios e bíblicos, mas os descartam. Membros de igrejas escutam sermões que confrontam seus pecados, mas resistem, racionalizam e ignoram. Assim, a exortação que deveria produzir arrependimento encontra barreiras construídas pelo orgulho.
Rejeitar a verdade é fechar os ouvidos ao Espírito. É preferir a própria voz, ao invés da voz de Deus. E, como ensina a Escritura, “o homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente, sem que haja cura” (Pv 29.1). A verdade rejeitada não é inofensiva. Ela se torna juízo.

Há duas perspectivas importantes neste texto. A primeira é quando falamos a verdade, com amor e fidelidade à Escritura, mas não somos ouvidos. A segunda, quando a verdade nos é falada, mas fechamos os ouvidos e corações para não lidarmos com ela.
O que fazer quando não somos ouvidos? A resposta envolve três atitudes essenciais: oração, amor e perseverança. Como o apóstolo João, devemos orar por aqueles com quem nos preocupamos. Mesmo que nossas palavras sejam rejeitadas, não devemos deixar de amá-los sinceramente. E, quando Deus abrir novas oportunidades, devemos insistir em alertá-los com humildade e esperança.
E quanto a nós, o que fazer quando recebemos um conselho que nos confronta?
Precisamos cultivar um coração humilde, que não rejeita a verdade só porque ela nos incomoda. Devemos ouvir com atenção, orar pedindo discernimento e refletir com sinceridade. Talvez Deus esteja nos chamando ao arrependimento, à mudança ou ao recomeço.
Peça ao Senhor um coração ensinável. Diga como Samuel: “Fala, Senhor, o teu servo ouve” (1Sm 3.10). Leia as Escrituras com sede, valorize a pregação fiel, esteja disposto a mudar. Um coração que ouve é um coração que cresce. Que a Palavra de Deus não encontre em nós resistência, mas terreno fértil para transformação. Afinal, ouvir e obedecer à voz do Senhor é o caminho para uma vida cheia da verdade, graça e paz.
Artigo publicado no perfil do autor no Instagram. Reproduzido com permissão.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
“Arte” pode tornar-se um tema elitista, mas não é o caso da matéria de capa oferecida na edição 419 de Ultimato. Os artigos ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Desafios da Liderança Cristã, John Stott
» Dê Outra Chance à Igreja – Encontrando novo significado nas práticas espirituais, Todd Hunter
Por Ronaldo Lidório
“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida” (3Jo 9).O apóstolo João, já avançado em idade e rico em experiência pastoral, havia escrito à igreja com zelo, amor e autoridade espiritual. Contudo, suas palavras foram rejeitadas. Diótrefes, um líder que buscava preeminência, opôs-se à instrução apostólica e, com isso, não apenas silenciou a carta, mas desprezou a verdade. O que foi escrito com a intenção de edificar, exortar e guiar, foi simplesmente ignorado.
Essa realidade, infelizmente, persiste. A Palavra de Deus continua sendo proclamada com fidelidade, mas muitos ouvidos permanecem fechados. Famílias escutam conselhos sábios e bíblicos, mas os descartam. Membros de igrejas escutam sermões que confrontam seus pecados, mas resistem, racionalizam e ignoram. Assim, a exortação que deveria produzir arrependimento encontra barreiras construídas pelo orgulho.
Rejeitar a verdade é fechar os ouvidos ao Espírito. É preferir a própria voz, ao invés da voz de Deus. E, como ensina a Escritura, “o homem que muitas vezes repreendido endurece a cerviz será quebrantado de repente, sem que haja cura” (Pv 29.1). A verdade rejeitada não é inofensiva. Ela se torna juízo.

Há duas perspectivas importantes neste texto. A primeira é quando falamos a verdade, com amor e fidelidade à Escritura, mas não somos ouvidos. A segunda, quando a verdade nos é falada, mas fechamos os ouvidos e corações para não lidarmos com ela.
O que fazer quando não somos ouvidos? A resposta envolve três atitudes essenciais: oração, amor e perseverança. Como o apóstolo João, devemos orar por aqueles com quem nos preocupamos. Mesmo que nossas palavras sejam rejeitadas, não devemos deixar de amá-los sinceramente. E, quando Deus abrir novas oportunidades, devemos insistir em alertá-los com humildade e esperança.
E quanto a nós, o que fazer quando recebemos um conselho que nos confronta?
Precisamos cultivar um coração humilde, que não rejeita a verdade só porque ela nos incomoda. Devemos ouvir com atenção, orar pedindo discernimento e refletir com sinceridade. Talvez Deus esteja nos chamando ao arrependimento, à mudança ou ao recomeço.
Peça ao Senhor um coração ensinável. Diga como Samuel: “Fala, Senhor, o teu servo ouve” (1Sm 3.10). Leia as Escrituras com sede, valorize a pregação fiel, esteja disposto a mudar. Um coração que ouve é um coração que cresce. Que a Palavra de Deus não encontre em nós resistência, mas terreno fértil para transformação. Afinal, ouvir e obedecer à voz do Senhor é o caminho para uma vida cheia da verdade, graça e paz.
Artigo publicado no perfil do autor no Instagram. Reproduzido com permissão.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?“Arte” pode tornar-se um tema elitista, mas não é o caso da matéria de capa oferecida na edição 419 de Ultimato. Os artigos ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
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» Desafios da Liderança Cristã, John Stott
» Dê Outra Chance à Igreja – Encontrando novo significado nas práticas espirituais, Todd Hunter
Ronaldo Lidório é teólogo e antropólogo, missionário (APMT e WEC) entre grupos pouco ou não evangelizados. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.
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