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Prateleira

A tentação de não amar quem discorda das minhas opiniões políticas

Por Marcos Bontempo

Os evangélicos aprendem cedo sobre a unidade em meio à diversidade. E poderiam dar exemplo de como lidar com as diferenças políticas e de opinião. Também sabem de cor e salteado que a verdade liberta, mas as mentiras escravizam.

Aprendem nas Escrituras que devem viver em paz com todos, que Deus faz chover sobre justos e injustos, e que o coração do homem é desesperadamente corrupto. Também são ensinados pelo próprio Cristo a dar a César o que de César e a Deus o que é de Deus.

No entanto, a fragmentação da igreja e o comportamento dos evangélicos nos últimos anos são pouco recomendáveis.

Poderíamos, então, perguntar: Existe uma ética mínima para o engajamento político cristão? De quais princípios comuns os evangélicos não devem abrir mão ao lidar com as discordâncias políticas? Os cristãos evangélicos devem defender a democracia? E como lidar com a tentação de não amar quem discorda das minhas opiniões?

É disso que trata o lançamento Evangélicos e Democracia Brasileira – Fé, ética e liberdade de expressão em uma sociedade pluralista. Nele, Paul Freston mostra a relação entre a ética cristã e a democracia, como também a diversidade política evangélica e as inevitáveis diferenças teológicas no exercício do discipulado cristão no espaço público.

Direita e esquerda sempre existiram e a politização da fé é desastrosa e idólatra. Aliás, os cristãos devem lembrar que as suas opiniões políticas pertencem à esfera do relativo e não do absoluto, e nunca devem ser colocadas no mesmo patamar das crenças fundamentais da fé.

Para saber mais, leia Evangélicos e Democracia Brasileira. Um lançamento Ultimato e ABU Editora.


CONHEÇA O SUMÁRIO

Introdução: por que este livro agora?

Parte 1 – Defender a democracia
1. As tarefas políticas mais urgentes da comunidade evangélica
2. Defender a democracia: um dever evangélico baseado na história e na Bíblia
3. Um diálogo interno: em defesa dos cristãos pró-Bolsonaro e anti-Bolsonaro
4. A tentativa de golpe e a reação evangélica

Parte 2 – A fé cristã diante de fenômenos que ameaçam a democracia: fake news e corrupção
5. A “ética do ódio”, fake news e idoneidade cristã
6. A corrupção: causas e reações
7. A ética do amor em tempos de cólera política

Parte 3 – Liberdade de expressão cristã em uma cultura democrática
8. A língua e o teclado: liberdade de expressão cristã na era da globalização e fake news
9. Divididos e raivosos? A vulnerabilidade evangélica
10. A tentação de não amar quem discorda das minhas opiniões políticas

Parte 4 – Ética cristã em uma sociedade democrática e pluralista
11. Ética cristã e secularismo
12. Reconciliação em Cristo, também no espaço público?
13. A tentação política e a ética da renúncia
14. O cristianismo que desconhece sua história se despreza e confirma os preconceitos
15. Sejamos de esquerda ou de direita, mas sejamos inteligentes e cristãos

REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).

Clique
aqui e saiba mais. Para assinar, visite a loja Ultimato.
Saiba mais:
Religião e Política, Sim; Igreja e Estado, Não - Os evangélicos e a participação política, Paul Freston
Discordâncias Religiosas - Como lidar com a pluralidade de crenças, Helen De Cruz
Fé Cristã e Ação Política - A relevância pública da espiritualidade cristã, Pedro Lucas Dulci
É diretor editorial da Ultimato.
  • Textos publicados: 218 [ver]

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