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Pesquisa no Instituto de Psicologia da USP investiga saúde mental dos pastores evangélicos brasileiros
Se você é pastor ou pastora, sua participação é fundamental. Compartilhe com colegas
Por Abner Morillas
Nos últimos anos, pesquisas realizadas em diferentes países começaram a confirmar aquilo que muitos já percebiam na prática: um número significativo de líderes cristãos enfrentando níveis altíssimos de estresse, desgaste emocional e desânimo com o próprio ministério, revelando que aqueles que dedicam a vida a cuidar de pessoas também estão adoecendo.
No Brasil, entretanto, ainda não sabemos muito sobre a extensão desse fenômeno. Falamos sobre ele, ouvimos relatos que nos preocupam e conhecemos casos que nos entristecem, contudo, ainda temos dificuldade de enxergar o cenário de maneira clara.
Foi convivendo com pastores, ouvindo relatos, conhecendo diferentes casos que uma inquietação pastoral se transformou em pergunta científica. O que estamos observando são episódios isolados ou um fenômeno mais amplo? Como está, de fato, a saúde mental dos pastores evangélicos brasileiros?
Essa pergunta motivou a pesquisa que, atualmente, desenvolvo em meu pós-doutorado no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. O objetivo é compreender a saúde mental dos pastores evangélicos brasileiros, investigando fatores relacionados ao sofrimento psicológico, burnout, qualidade de vida, espiritualidade e elementos que contribuem tanto para o adoecimento quanto para a permanência saudável no ministério.
Mais do que identificar problemas, a pesquisa busca compreender o que fortalece um pastor ao longo dos anos; o que ajuda líderes a permanecerem saudáveis diante das exigências da vida ministerial; quais recursos pessoais, familiares, comunitários e espirituais funcionam como fatores de proteção e quais circunstâncias aumentam a vulnerabilidade ao sofrimento emocional.

As respostas a essas indagações ultrapassam os muros da universidade. O que aprendermos poderá contribuir de maneira significativa para a elaboração de programas de prevenção construídos sobre evidência. Que ajude seminários a incorporar saúde mental como convicção formativa e não como disciplina optativa. Que ofereça a denominações e convenções dados concretos para criar protocolos de prevenção e culturas em que o pastor possa dizer "estou mal" sem temer perder o seu ministério. Afinal, esta não é apenas uma pesquisa sobre pastores, mas sobre o cuidado de quem cuida.
A pesquisa conta com o apoio da SEPAL e da Aliança Cristã Evangélica Brasileira, por meio do Aliança LAB, um laboratório de inteligência missional comprometido com a produção de dados sérios sobre a realidade cristã brasileira.
A contribuição mais importante dessa pesquisa, porém, não está apenas nos dados que serão encontrados, mas na oportunidade de revisitarmos nossas próprias convicções sobre liderança.
Se você é pastor ou pastora, sua participação é fundamental. Quanto mais diversa for a amostra em regiões, denominações e contextos ministeriais, mais fiel será o retrato que poderemos oferecer à igreja brasileira.
Participe: https://forms.gle/eK7hwFCn5aP2ExkV7
Se você conhece outros líderes cristãos, ajude compartilhando esta iniciativa.
Imagem: Unsplash.
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Desafios da Liderança Cristã, John Stott
» Como combinar liderança com humildade e serviço com autoridade, por John Stott
» Pastor precisa de pastor?, por José Cássio Martins
Por Abner Morillas
Nos últimos anos, pesquisas realizadas em diferentes países começaram a confirmar aquilo que muitos já percebiam na prática: um número significativo de líderes cristãos enfrentando níveis altíssimos de estresse, desgaste emocional e desânimo com o próprio ministério, revelando que aqueles que dedicam a vida a cuidar de pessoas também estão adoecendo.No Brasil, entretanto, ainda não sabemos muito sobre a extensão desse fenômeno. Falamos sobre ele, ouvimos relatos que nos preocupam e conhecemos casos que nos entristecem, contudo, ainda temos dificuldade de enxergar o cenário de maneira clara.
Foi convivendo com pastores, ouvindo relatos, conhecendo diferentes casos que uma inquietação pastoral se transformou em pergunta científica. O que estamos observando são episódios isolados ou um fenômeno mais amplo? Como está, de fato, a saúde mental dos pastores evangélicos brasileiros?
Essa pergunta motivou a pesquisa que, atualmente, desenvolvo em meu pós-doutorado no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. O objetivo é compreender a saúde mental dos pastores evangélicos brasileiros, investigando fatores relacionados ao sofrimento psicológico, burnout, qualidade de vida, espiritualidade e elementos que contribuem tanto para o adoecimento quanto para a permanência saudável no ministério.
Mais do que identificar problemas, a pesquisa busca compreender o que fortalece um pastor ao longo dos anos; o que ajuda líderes a permanecerem saudáveis diante das exigências da vida ministerial; quais recursos pessoais, familiares, comunitários e espirituais funcionam como fatores de proteção e quais circunstâncias aumentam a vulnerabilidade ao sofrimento emocional.

As respostas a essas indagações ultrapassam os muros da universidade. O que aprendermos poderá contribuir de maneira significativa para a elaboração de programas de prevenção construídos sobre evidência. Que ajude seminários a incorporar saúde mental como convicção formativa e não como disciplina optativa. Que ofereça a denominações e convenções dados concretos para criar protocolos de prevenção e culturas em que o pastor possa dizer "estou mal" sem temer perder o seu ministério. Afinal, esta não é apenas uma pesquisa sobre pastores, mas sobre o cuidado de quem cuida.
A pesquisa conta com o apoio da SEPAL e da Aliança Cristã Evangélica Brasileira, por meio do Aliança LAB, um laboratório de inteligência missional comprometido com a produção de dados sérios sobre a realidade cristã brasileira.
A contribuição mais importante dessa pesquisa, porém, não está apenas nos dados que serão encontrados, mas na oportunidade de revisitarmos nossas próprias convicções sobre liderança.
Se você é pastor ou pastora, sua participação é fundamental. Quanto mais diversa for a amostra em regiões, denominações e contextos ministeriais, mais fiel será o retrato que poderemos oferecer à igreja brasileira.
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