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Palavra do leitor

Sobre amadurecer

O primeiro texto publicado por mim nesta plataforma foi em 2016; o último, em 2018. Desde então, não escrevi mais nada. Hoje, ao reler algumas publicações, reencontrei versões antigas de mim mesma. São dez anos — de 2016 a 2026 — e, ao olhar para trás, percebo como é possível amadurecer nesse tempo. Que bom constatar que houve amadurecimento.

É fácil perceber a diferença entre o alimento que eu digeria antes e o que consigo assimilar hoje. Como diz a Palavra: "Quem se alimenta de leite ainda é criança e não tem experiência no ensino da justiça. No entanto, o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, se tornaram aptos para discernir tanto o bem quanto o mal" (Hebreus 5:13–14).

Reconheço que ainda preciso crescer muito, mas também consigo perceber que o crescimento é progressivo e acontece por meio da vivência. Alguns questionamentos de dez anos atrás ainda permanecem atuais; no entanto, hoje os enxergo com uma visão mais ampla.

O processo de amadurecimento é profundamente atravessado pelas experiências vividas e pela forma como lidamos com elas. A Bíblia, ao falar do alimento da criança e do adulto, nos faz refletir que é possível, sim, passar dez, vinte anos — ou mais — e ainda permanecer se alimentando como criança. Esse não é o ciclo ideal. Quando uma pessoa não compreende suas experiências, não aprende com elas e não percebe o agir de Deus em sua história, dificilmente alcançará um alimento sólido. O discernimento do direcionamento divino para a prática do cotidiano é essencial para esse crescimento.

Nos últimos dez anos, vivi situações em diferentes áreas da vida: a rotina do casamento — quando escrevi meus primeiros textos ainda não era casada —, mudanças de trabalho e de casa, tentativas de engravidar, a vivência da dependência de Deus e o entendimento de que devo permanecer nela, fragilidades nos relacionamentos familiares, a perda de um ente querido, mudanças e reformas na igreja, novos ministérios, experiências no empreendedorismo que não deram certo, novas tentativas, entre tantas outras situações. Como costumo dizer, é a rotina de um adulto que precisa tomar decisões de adulto. Eu gosto disso? Não. Muitas vezes gostaria de manter um raciocínio infantil quando se trata de resolver problemas da vida adulta.

Ainda assim, em meio a tudo isso, percebo que amadureci — espiritualmente, psicologicamente e também fisicamente. O amadurecimento é, de fato, um exercício constante, como afirma Hebreus. Ele se revela nas decisões diárias, nas palavras que escolhemos dizer, nas atitudes que tomamos. Tudo reflete o nível de maturidade que estamos desenvolvendo. Talvez, daqui a dez anos, eu volte a este texto e perceba que ainda não era madura o suficiente. Porém, hoje, ao olhar para quem eu era, reconheço que mudei: minhas percepções, prioridades e até debates que antes eu compraria hoje já não fazem parte da minha rotina. Aprendi a escolher as batalhas que valem a pena e, muitas vezes, a desistir delas quando percebo que não edificam.

Com um acervo de livros maior do que tinha há dez anos e experiências diversas acumuladas, uma coisa permanece inalterada: continuo entendendo que sou pó e que Deus é gigantescamente indescritível para a mente humana. Eu vivo n’Ele; fora d’Ele não há vida, pois tudo existe por Ele e para Ele. Antes eu compreendia isso; hoje, além de compreender, sinto de forma concreta.

Da mesma maneira, se antes eu sabia que obedecer era o melhor caminho, hoje vivo os frutos da obediência. Há dez anos, Deus me direcionou claramente sobre com quem eu deveria me casar e sobre a necessidade de abandonar uma vida de pecado nos relacionamentos. Hesitei, lutei contra, mas em uma noite orei e disse que obedeceria, confiando que seria o melhor para mim. Hoje reconheço que foi um presente de Deus. Ele me honrou sem obrigação alguma. Obedeci, e agora vejo que não haveria escolha melhor. Outras decisões teriam me afastado da presença de Deus e perturbado toda a minha vida.
Compreender os direcionamentos de Deus é essencial no processo de amadurecimento. Hoje luto diariamente com o desejo de constituir uma família sendo mãe — algo que Deus ainda não me permitiu. Contudo, lembro-me constantemente de que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo (Romanos 5:3–5).

Essa é uma verdade que Deus me relembra diariamente, e eu escolho crer e confiar. Amadurecer é prática diária: reconhecer Deus no cotidiano, fazer escolhas e tomar decisões baseadas n’Ele. É ir além do entendimento teórico e colocar em prática. Hoje estou aprendendo a confiar, depender, esperar e perseverar. Não é fácil, mas, após dez anos, tenho convicção de que, no futuro, olharei para trás e direi: foi a melhor escolha.
Franca - SP
Textos publicados: 14 [ver]

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