Palavra do leitor
18 de janeiro de 2026- Visualizações: 53
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O evangelho da escolha X o evangelho da graça
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé – Apóstolo Paulo aos efésios
Pode parecer uma diferença insignificante. Mas é ela que define tudo. Você decide seguir a Cristo ou você crê nele?
Qual foi seu primeiro passo?
Você pode pensar que decidiu segui-lo pois creu nele. É verdade – até que chega a primeira provação.
Pedro afunda no mar, pois atenta para o vento e para as ondas e não para seu Senhor.
Pedro também nega conhecer Jesus. Três vezes seguidas. O espírito estava forte, mas a carne não.
A escolha de Pedro era clara: Senhor não temos escolha – só tu tens palavras de vida eterna.
Mas a fé de Pedro era sólida: Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo.
Tudo pode parecer um mero debate entre calvinistas e arminianos. Mas não se trata de contrapor a liberdade humana à soberania divina.
O próprio Apóstolo Paulo irá dizer: e isso (a salvação) não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Não é possível ao ser humano fazer uma "escolha" por Deus. A vontade humana pode até numa hora favorável se inclinar para obedecê-lo e segui-lo. Mas e quando os ventos forem contrários? E todos nós sabemos que "se a vida é naufrágio, todo esforço é fracasso".
Pedro chora amargamente após negar o Cristo. Mas é o Cristo quem, de antemão, intercede por ele, para que sua fé não se esmorecesse. Ele reencontra seu Senhor ressurreto e experimenta o perdão. E mais do que isso ouve dos lábios de Deus que um dia ele estaria pronto para dar, sim, a vida por Ele.
Para quem corremos no dia do naufrágio? Ou melhor, quem nos estende a mão?
Pedro clama, "Senhor salva-me, pois, estou afundando". O Senhor o salva, e o repreende. Não por estar indeciso, mas por ter duvidado.
Às vezes indecisão e dúvida podem parecer tão idênticas. Mas a ilustração é perfeita. Pedro estava decidido. Ele já andava sobre as águas. Mas a dúvida não era sobre essa ou aquela escolha, a dúvida era na realidade sobre o senhorio absoluto do Cristo.
Sim, Deus exige atitude. Ele requer nossa escolha e "depende" de nossa voluntariedade. Ele não é um tirano.
Mas acima de tudo e em primeiro lugar ele espera nossa fé e confiança.
É nossa rendição, capitulação, entrega de fé que possibilita a ação salvífica divina. Não é uma escolha. Não é uma decisão é uma constatação.
Se pudéssemos amar a Deus, como Ele de fato requer de nós que o fizéssemos, João 3:16 seria reescrito: Porque Deus amou o mundo de tal maneira para que todo aquele que "o ama" não pereça, mas tenha a vida eterna". Ou talvez, todo aquele que "decida por Ele" não pereça.
Só Jesus cumpriu essa exigência. O único que o amou verdadeiramente foi seu Filho. E Ele providenciou tudo. Por isso de nós, ele só requer a fé.
E daí? O que isto nos ajuda?
Nos ajuda muito na pregação do Evangelho. Pois nossa tarefa não é auxiliarmos as pessoas a tomarem uma decisão. (E muito menos forçá-las ou induzi-las a isto). Nosso papel é sermos testemunhas (do grego mártires – agonizarmos).
Elas não têm que fazer uma escolha entre a) Crer ou b) não crer. Mas sim olhar para nossas vidas e verem a Verdade e julgarem por si só. É real ou não? É crível ou não? É luz e brilha e me aproximo dela? Ou é duvidoso?
E neste martírio, nesse caminho estreito, precisamos novamente da mesma fé, da mesma confiança para enfrentarmos os desafios e as provações e deixarmos um rastro de credibilidade.
É tudo graça (não nosso esforço ou vontade) e esta graça vem por meio da virtude teológica da fé. É a fé que, como bem ressalta o Apóstolo João nos proporciona a vida – a vida eterna. Amém.
Pode parecer uma diferença insignificante. Mas é ela que define tudo. Você decide seguir a Cristo ou você crê nele?
Qual foi seu primeiro passo?
Você pode pensar que decidiu segui-lo pois creu nele. É verdade – até que chega a primeira provação.
Pedro afunda no mar, pois atenta para o vento e para as ondas e não para seu Senhor.
Pedro também nega conhecer Jesus. Três vezes seguidas. O espírito estava forte, mas a carne não.
A escolha de Pedro era clara: Senhor não temos escolha – só tu tens palavras de vida eterna.
Mas a fé de Pedro era sólida: Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo.
Tudo pode parecer um mero debate entre calvinistas e arminianos. Mas não se trata de contrapor a liberdade humana à soberania divina.
O próprio Apóstolo Paulo irá dizer: e isso (a salvação) não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
Não é possível ao ser humano fazer uma "escolha" por Deus. A vontade humana pode até numa hora favorável se inclinar para obedecê-lo e segui-lo. Mas e quando os ventos forem contrários? E todos nós sabemos que "se a vida é naufrágio, todo esforço é fracasso".
Pedro chora amargamente após negar o Cristo. Mas é o Cristo quem, de antemão, intercede por ele, para que sua fé não se esmorecesse. Ele reencontra seu Senhor ressurreto e experimenta o perdão. E mais do que isso ouve dos lábios de Deus que um dia ele estaria pronto para dar, sim, a vida por Ele.
Para quem corremos no dia do naufrágio? Ou melhor, quem nos estende a mão?
Pedro clama, "Senhor salva-me, pois, estou afundando". O Senhor o salva, e o repreende. Não por estar indeciso, mas por ter duvidado.
Às vezes indecisão e dúvida podem parecer tão idênticas. Mas a ilustração é perfeita. Pedro estava decidido. Ele já andava sobre as águas. Mas a dúvida não era sobre essa ou aquela escolha, a dúvida era na realidade sobre o senhorio absoluto do Cristo.
Sim, Deus exige atitude. Ele requer nossa escolha e "depende" de nossa voluntariedade. Ele não é um tirano.
Mas acima de tudo e em primeiro lugar ele espera nossa fé e confiança.
É nossa rendição, capitulação, entrega de fé que possibilita a ação salvífica divina. Não é uma escolha. Não é uma decisão é uma constatação.
Se pudéssemos amar a Deus, como Ele de fato requer de nós que o fizéssemos, João 3:16 seria reescrito: Porque Deus amou o mundo de tal maneira para que todo aquele que "o ama" não pereça, mas tenha a vida eterna". Ou talvez, todo aquele que "decida por Ele" não pereça.
Só Jesus cumpriu essa exigência. O único que o amou verdadeiramente foi seu Filho. E Ele providenciou tudo. Por isso de nós, ele só requer a fé.
E daí? O que isto nos ajuda?
Nos ajuda muito na pregação do Evangelho. Pois nossa tarefa não é auxiliarmos as pessoas a tomarem uma decisão. (E muito menos forçá-las ou induzi-las a isto). Nosso papel é sermos testemunhas (do grego mártires – agonizarmos).
Elas não têm que fazer uma escolha entre a) Crer ou b) não crer. Mas sim olhar para nossas vidas e verem a Verdade e julgarem por si só. É real ou não? É crível ou não? É luz e brilha e me aproximo dela? Ou é duvidoso?
E neste martírio, nesse caminho estreito, precisamos novamente da mesma fé, da mesma confiança para enfrentarmos os desafios e as provações e deixarmos um rastro de credibilidade.
É tudo graça (não nosso esforço ou vontade) e esta graça vem por meio da virtude teológica da fé. É a fé que, como bem ressalta o Apóstolo João nos proporciona a vida – a vida eterna. Amém.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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