Palavra do leitor
04 de janeiro de 2026- Visualizações: 22
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O cristão num mundo da cultura do flerte e sedução
Martha Medeiros, em "Divã", registra com franqueza um sentimento comum do nosso tempo nas palavras de uma personagem ao escrever: "Sem o exercício da sedução, me sinto uma paralítica emocional." Contexto à parte, a frase revela como a sedução passou a ser entendida por muitos não apenas como comportamento, mas como necessidade existencial. Desse modo, ser desejado, notado ou admirado tornou-se sinônimo de estar vivo, inteiro e relevante, mesmo custando o sacrifício da coerência ética e moral.
Comentando no YouTube, uma mulher relatou sentir emoção e alegria indescritíveis ao ser olhada "de um jeito diferente" por um jovem atraente que a encontrava diariamente a caminho do trabalho. Ela confessava: "Amo de verdade meu marido, mas o jeito que aquele rapaz me olha me deixa mais viva e nas nuvens." Este relato evidencia como o flerte, mesmo silencioso e aparentemente inofensivo, pode se tornar uma fonte paralela de satisfação emocional, competindo com o vínculo conjugal.
A escritora cristã Shannon Ethridge aborda esse fenômeno em algumas de suas obras, ao falar sobre a tentação que mesmo algumas mulheres casadas enfrentam por meio de insinuações discretas e uma "hipocrisia calculada". Segundo ela, o flerte e a sedução muitas vezes não nascem do desejo de traição explícita, mas da tentação da vaidade e necessidade de validação do ego, alimentadas por pequenos jogos de atenção que parecem inocentes, mas corroem a fidelidade do coração.
Essa ideia é confirmada no livro "Primeiro o Escudo, depois o Buquê" (Lenara Padilha), que segundo a resenha desta obra feita por uma cristã líder de jovens do meu círculo, a escritora confessou ter errado e se arrependido ao permitir que seu o ego fosse alimentado pelas cantadas e galanteios de homens pelos quais não sentia interesse ou atração. Não se tratava de envolvimento, mas do prazer de ser desejada.
Se em "O Outro Lado do Feminismo" S. Venker e P. Schlafly apontam para uma maior tendência de atração das mulheres por outros homens como consequência do ambiente profissional moderno e a convivência intensa no mercado de trabalho (somada à admiração por competências, liderança e atenção masculina - terreno fértil para vínculos emocionais paralelos), Lesparott na obra "Lidando com pessoas difíceis" (cap.15) ensina como encarar os flertadores (principalmente no trabalho), muitas vezes subestimados em seu potencial destrutivo para o casamento.
Essa realidade não é exclusiva das mulheres, claro. Um homem casado relatou, ao buscar ajuda de um conhecido psicanalista, youtuber e ex-pastor, sentir-se viciado em sedução. Para ele, conquistar olhares, despertar interesse e perceber sinais de admiração feminina tornaram-se uma compulsão. Mesmo sem relações físicas, ele reconhecia que sua mente e seu coração estavam constantemente em busca da próxima "conquista", um problema espiritual somado ao seu cinismo e desgaste no casamento.
Esse comportamento é frequentemente associado à chamada síndrome de Don Juan, presente tanto em homens quanto em mulheres. Trata-se de uma busca incessante por validação afetiva e sexual, preconizada em filmes, séries, novelas, músicas e literaturas que romantizam a conquista, o adultério e a instabilidade afetiva como sinais de intensidade e paixão.
À luz da fé cristã, essa tendência revela algo mais profundo: um vazio de autoestima e, muitas vezes, a ausência da presença viva de Deus no coração. A sedução constante funciona como uma enganosa adrenalina, tentativa de preencher carências internas que só encontram resposta verdadeira na plenitude do Espírito Santo. Quando essa plenitude falta, busca-se no olhar do outro aquilo que deveria ser encontrado na identidade em Deus.
O cristianismo não nega a beleza da atração, do carinho e do interesse entre pessoas, mas propõe que tudo isso seja vivido com responsabilidade, respeito e verdade. O flerte, quando usado apenas para alimentar o ego, manipular corações ou brincar com sentimentos alheios, entra em conflito com o mandamento do amor a Deus e ao próximo (além do autorrespeito), pois na perspectiva cristã, honestidade e cuidado revelam consideração pelas consequências de nossas atitudes.
Se troca de olhares cobiçosos entre pessoas comprometidas (ou não) expressam deslealdades ao cônjuge ou lascívia no coração, Jesus trata essa questão com seriedade ao afirmar em Mateus 5:28: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já cometeu adultério com ela." Ao ir além do ato externo, Cristo revela que a fidelidade começa no interior, nas intenções, nos desejos e nos jogos silenciosos do olhar e da imaginação.
Diante disso, motivado por ideais nobres e elevados que suplantam moralismos, o cristão é chamado à maturidade e à dignidade de caráter, expressas na lealdade a Deus e ao cônjuge. Não se trata apenas de evitar comportamentos visíveis, mas de permitir uma transformação profunda da mente e coração, a fim de experimentar a perfeita e agradável vontade de Deus
Comentando no YouTube, uma mulher relatou sentir emoção e alegria indescritíveis ao ser olhada "de um jeito diferente" por um jovem atraente que a encontrava diariamente a caminho do trabalho. Ela confessava: "Amo de verdade meu marido, mas o jeito que aquele rapaz me olha me deixa mais viva e nas nuvens." Este relato evidencia como o flerte, mesmo silencioso e aparentemente inofensivo, pode se tornar uma fonte paralela de satisfação emocional, competindo com o vínculo conjugal.
A escritora cristã Shannon Ethridge aborda esse fenômeno em algumas de suas obras, ao falar sobre a tentação que mesmo algumas mulheres casadas enfrentam por meio de insinuações discretas e uma "hipocrisia calculada". Segundo ela, o flerte e a sedução muitas vezes não nascem do desejo de traição explícita, mas da tentação da vaidade e necessidade de validação do ego, alimentadas por pequenos jogos de atenção que parecem inocentes, mas corroem a fidelidade do coração.
Essa ideia é confirmada no livro "Primeiro o Escudo, depois o Buquê" (Lenara Padilha), que segundo a resenha desta obra feita por uma cristã líder de jovens do meu círculo, a escritora confessou ter errado e se arrependido ao permitir que seu o ego fosse alimentado pelas cantadas e galanteios de homens pelos quais não sentia interesse ou atração. Não se tratava de envolvimento, mas do prazer de ser desejada.
Se em "O Outro Lado do Feminismo" S. Venker e P. Schlafly apontam para uma maior tendência de atração das mulheres por outros homens como consequência do ambiente profissional moderno e a convivência intensa no mercado de trabalho (somada à admiração por competências, liderança e atenção masculina - terreno fértil para vínculos emocionais paralelos), Lesparott na obra "Lidando com pessoas difíceis" (cap.15) ensina como encarar os flertadores (principalmente no trabalho), muitas vezes subestimados em seu potencial destrutivo para o casamento.
Essa realidade não é exclusiva das mulheres, claro. Um homem casado relatou, ao buscar ajuda de um conhecido psicanalista, youtuber e ex-pastor, sentir-se viciado em sedução. Para ele, conquistar olhares, despertar interesse e perceber sinais de admiração feminina tornaram-se uma compulsão. Mesmo sem relações físicas, ele reconhecia que sua mente e seu coração estavam constantemente em busca da próxima "conquista", um problema espiritual somado ao seu cinismo e desgaste no casamento.
Esse comportamento é frequentemente associado à chamada síndrome de Don Juan, presente tanto em homens quanto em mulheres. Trata-se de uma busca incessante por validação afetiva e sexual, preconizada em filmes, séries, novelas, músicas e literaturas que romantizam a conquista, o adultério e a instabilidade afetiva como sinais de intensidade e paixão.
À luz da fé cristã, essa tendência revela algo mais profundo: um vazio de autoestima e, muitas vezes, a ausência da presença viva de Deus no coração. A sedução constante funciona como uma enganosa adrenalina, tentativa de preencher carências internas que só encontram resposta verdadeira na plenitude do Espírito Santo. Quando essa plenitude falta, busca-se no olhar do outro aquilo que deveria ser encontrado na identidade em Deus.
O cristianismo não nega a beleza da atração, do carinho e do interesse entre pessoas, mas propõe que tudo isso seja vivido com responsabilidade, respeito e verdade. O flerte, quando usado apenas para alimentar o ego, manipular corações ou brincar com sentimentos alheios, entra em conflito com o mandamento do amor a Deus e ao próximo (além do autorrespeito), pois na perspectiva cristã, honestidade e cuidado revelam consideração pelas consequências de nossas atitudes.
Se troca de olhares cobiçosos entre pessoas comprometidas (ou não) expressam deslealdades ao cônjuge ou lascívia no coração, Jesus trata essa questão com seriedade ao afirmar em Mateus 5:28: "Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já cometeu adultério com ela." Ao ir além do ato externo, Cristo revela que a fidelidade começa no interior, nas intenções, nos desejos e nos jogos silenciosos do olhar e da imaginação.
Diante disso, motivado por ideais nobres e elevados que suplantam moralismos, o cristão é chamado à maturidade e à dignidade de caráter, expressas na lealdade a Deus e ao cônjuge. Não se trata apenas de evitar comportamentos visíveis, mas de permitir uma transformação profunda da mente e coração, a fim de experimentar a perfeita e agradável vontade de Deus
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