Palavra do leitor
06 de janeiro de 2026- Visualizações: 57
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A lei do mais forte e a paz
"Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho" – Lucas 14:31.
O mundo assistiu admirado a captura de Nícolas Maduro, presidente da Venezuela.
Muitas opiniões logo surgiram. Por um lado, a ação foi condenada veemente e obviamente pela esquerda, que por princípio é contra os Estados Unidos. O principal argumento deste grupo é que não se pode violar a soberania de um povo. Por outro lado, todo a direita comemorou a ação. Seu principal ponto: um ditador ilegítimo foi tirado do poder.
Então surge a questão: O que virá agora para o povo venezuelano? Um futuro mais pacífico ou com mais conflitos ainda?
No universo há uma lei chamada de a "lei do mais forte". Geralmente assume conotações negativas e é também chamada de a "lei da selva". Onde o animal mais forte devora o mais fraco.
Ela pode parecer injusta para os olhares mais sensíveis. Mas o fato é que não tem nada a ver com justiça. Essa lei só descreve como o universo físico funciona. Uma força de maior intensidade prevalece sobre outra de menor. E não há nenhum juízo de valor nisso.
É por isso que admiramos os esportes. Pois o pressuposto é que estão em confronto duas forças bem equilibradas. E a partir do confronto ficará demonstrado, não por questões puramente de força, mas de técnica, de estratégia (sabedoria) ou por fim, de pura sorte, qual é o que se mostra mais forte.
Nas relações humanas há, contudo, perversões.
Por isso que até mesmo nos esportes, nosso senso de justiça nos leva a torcer pelo mais fraco. Pensamos que o embate é desequilibrado e ansiamos pela justiça.
Quando um Davi vence um Golias, nos alegramos!
Existem leis na sociedade que procuram justamente coibir o abuso de poder, para que não ocorram injustiças e opressões. No escotismo diz-se que o mais forte protege o mais fraco.
Os discípulos de Jesus discutiam para saber quem era o maior (o mais forte) entre eles – e Jesus os repreendeu por isto. Ele fez questão de deixar claro que o mais forte (maior) deveria servir os mais fracos (menores). E esta é outra lei.
Geralmente os mais fortes – como os pais – estão a servir os mais fracos – suas crianças. Ou quando os pais envelhecem, esses são servidos pelos filhos, que já se tornaram mais fortes. Maridos tendem a sair para a luta do dia a dia e com o suor de seus rostos trazerem para a casa o sustento – apesar de que, hoje em dia com a igualdade de papéis isso tudo ficou meio confuso. Até mesmo na economia, aqueles que se esforçam mais (mais fortes), estão a produzir algum tipo de bem e benefícios para os que se esforçam menos (mais fracos).
O debate mais recente sobre a democracia, seus prós e contras, tropeça sempre no ponto de que, o que baliza um sistema de governo não é sua forma, mas seus valores. Um sistema centralizado onde reina o bem é melhor que um democrático e perverso e vice-versa, o democrático onde o bem se espalha é melhor que o centralizado promotor de atrocidades.
C.S. Lewis em sua memorável palestra sobre não ser pacifista irá argumentar porque o uso da força na guerra não pode ser simplesmente descartado sob uma lógica supostamente "cristã". Ele deixa claro que matar e assassinar são duas coisas diferentes. E só a segunda é condenada. Ele também demonstra que por traz do pacifismo esconde certa covardia. Estar disposto a matar ou morrer para defender sua nação (família, amigos, concidadãos, princípios nobres) é algo nobre.
Geralmente a grande maioria que questiona a força militar (responsável pela defesa contra forças externas) não renunciaria à força policial (responsável pela defesa contra forças internas).
Jesus usa desta lei, a do mais forte, para nos ensinar algo: qualquer de nós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser seu discípulo.
Enquanto houver em minha vida algo que é mais forte que a força que me atrai a Jesus, isso me impedirá obviamente de ser seu discípulo.
Essa força pode estar escondida em relacionamentos legítimos: pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs. Ou até mesmo em minha autorrealização.
O preço do discipulado envolve tudo: a cruz.
Em uma sentença: é render-se àquele que de fato é mais forte, o Cristo, o Deus Todo Poderoso.
Cristo deixa claro que isto exige uma entrega (rendição) voluntária. Ele não irá violentar a vontade da pessoa – a não ser que essa o reconheça como Senhor. (Pois nossa própria vontade precisa também ser domesticada – não a minha vontade mais a tua, orou o próprio Deus encarnado).
Na Cruz Jesus mostrou-se fraco, submeteu-se, dobrou sua vontade e forças até experimentar a morte. Ali Ele, não só nos deixou um exemplo, como expiou nossos pecados.
Na Ressurreição mostrou-se vencedor e, portanto, mais forte. Nos deixa também um exemplo de novidade de vida, e juntamente em sua força, nos ergue com Ele.
Ele Reina e um dia voltará, no mesmo Espírito, de humildade e força, de mansidão e poder. Quem o resistirá?
O mais forte estabelecerá a paz eterna. E jamais será abalada. Amém.
O mundo assistiu admirado a captura de Nícolas Maduro, presidente da Venezuela.
Muitas opiniões logo surgiram. Por um lado, a ação foi condenada veemente e obviamente pela esquerda, que por princípio é contra os Estados Unidos. O principal argumento deste grupo é que não se pode violar a soberania de um povo. Por outro lado, todo a direita comemorou a ação. Seu principal ponto: um ditador ilegítimo foi tirado do poder.
Então surge a questão: O que virá agora para o povo venezuelano? Um futuro mais pacífico ou com mais conflitos ainda?
No universo há uma lei chamada de a "lei do mais forte". Geralmente assume conotações negativas e é também chamada de a "lei da selva". Onde o animal mais forte devora o mais fraco.
Ela pode parecer injusta para os olhares mais sensíveis. Mas o fato é que não tem nada a ver com justiça. Essa lei só descreve como o universo físico funciona. Uma força de maior intensidade prevalece sobre outra de menor. E não há nenhum juízo de valor nisso.
É por isso que admiramos os esportes. Pois o pressuposto é que estão em confronto duas forças bem equilibradas. E a partir do confronto ficará demonstrado, não por questões puramente de força, mas de técnica, de estratégia (sabedoria) ou por fim, de pura sorte, qual é o que se mostra mais forte.
Nas relações humanas há, contudo, perversões.
Por isso que até mesmo nos esportes, nosso senso de justiça nos leva a torcer pelo mais fraco. Pensamos que o embate é desequilibrado e ansiamos pela justiça.
Quando um Davi vence um Golias, nos alegramos!
Existem leis na sociedade que procuram justamente coibir o abuso de poder, para que não ocorram injustiças e opressões. No escotismo diz-se que o mais forte protege o mais fraco.
Os discípulos de Jesus discutiam para saber quem era o maior (o mais forte) entre eles – e Jesus os repreendeu por isto. Ele fez questão de deixar claro que o mais forte (maior) deveria servir os mais fracos (menores). E esta é outra lei.
Geralmente os mais fortes – como os pais – estão a servir os mais fracos – suas crianças. Ou quando os pais envelhecem, esses são servidos pelos filhos, que já se tornaram mais fortes. Maridos tendem a sair para a luta do dia a dia e com o suor de seus rostos trazerem para a casa o sustento – apesar de que, hoje em dia com a igualdade de papéis isso tudo ficou meio confuso. Até mesmo na economia, aqueles que se esforçam mais (mais fortes), estão a produzir algum tipo de bem e benefícios para os que se esforçam menos (mais fracos).
O debate mais recente sobre a democracia, seus prós e contras, tropeça sempre no ponto de que, o que baliza um sistema de governo não é sua forma, mas seus valores. Um sistema centralizado onde reina o bem é melhor que um democrático e perverso e vice-versa, o democrático onde o bem se espalha é melhor que o centralizado promotor de atrocidades.
C.S. Lewis em sua memorável palestra sobre não ser pacifista irá argumentar porque o uso da força na guerra não pode ser simplesmente descartado sob uma lógica supostamente "cristã". Ele deixa claro que matar e assassinar são duas coisas diferentes. E só a segunda é condenada. Ele também demonstra que por traz do pacifismo esconde certa covardia. Estar disposto a matar ou morrer para defender sua nação (família, amigos, concidadãos, princípios nobres) é algo nobre.
Geralmente a grande maioria que questiona a força militar (responsável pela defesa contra forças externas) não renunciaria à força policial (responsável pela defesa contra forças internas).
Jesus usa desta lei, a do mais forte, para nos ensinar algo: qualquer de nós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser seu discípulo.
Enquanto houver em minha vida algo que é mais forte que a força que me atrai a Jesus, isso me impedirá obviamente de ser seu discípulo.
Essa força pode estar escondida em relacionamentos legítimos: pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs. Ou até mesmo em minha autorrealização.
O preço do discipulado envolve tudo: a cruz.
Em uma sentença: é render-se àquele que de fato é mais forte, o Cristo, o Deus Todo Poderoso.
Cristo deixa claro que isto exige uma entrega (rendição) voluntária. Ele não irá violentar a vontade da pessoa – a não ser que essa o reconheça como Senhor. (Pois nossa própria vontade precisa também ser domesticada – não a minha vontade mais a tua, orou o próprio Deus encarnado).
Na Cruz Jesus mostrou-se fraco, submeteu-se, dobrou sua vontade e forças até experimentar a morte. Ali Ele, não só nos deixou um exemplo, como expiou nossos pecados.
Na Ressurreição mostrou-se vencedor e, portanto, mais forte. Nos deixa também um exemplo de novidade de vida, e juntamente em sua força, nos ergue com Ele.
Ele Reina e um dia voltará, no mesmo Espírito, de humildade e força, de mansidão e poder. Quem o resistirá?
O mais forte estabelecerá a paz eterna. E jamais será abalada. Amém.
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