Palavra do leitor
06 de janeiro de 2026- Visualizações: 23
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O preconceito velado
Quando ferimos mesmo sem perceber
Algumas frases atravessam conversas como quem não quer nada. São ditas com naturalidade, às vezes com sorriso, às vezes em tom de cuidado. Não causam constrangimento imediato, mas deixam um silêncio difícil de nomear. Algo foi dito — e algo, discretamente, foi tirado do outro.
Nem todo preconceito se manifesta em hostilidade aberta. Muitos se escondem nessas palavras comuns, aparentemente inofensivas, que não levantam a voz, mas produzem distância. Não nascem, em geral, do ódio declarado, e talvez por isso sejam tão difíceis de reconhecer.
A velhice é um desses alvos silenciosos. Comentários que opõem juventude e idade costumam aparecer como conselhos bem-intencionados ou observações leves. No entanto, carregam a ideia de que o tempo diminui o valor das pessoas. A experiência passa a soar como atraso; a maturidade, como obstáculo.
O corpo também se torna critério de valor. Não o corpo adoecido, mas aquele que não corresponde ao padrão esperado.
Observações sobre peso, forma ou aparência surgem disfarçadas de sinceridade ou cuidado. Ainda assim, comunicam que a dignidade pode ser medida pela estética.
A classe social entra em cena de modo igualmente sutil. O respeito é afirmado no discurso, mas a convivência é seletiva. A igualdade é defendida em teoria e negada na prática.
Algo semelhante ocorre com a classe intelectual. Certos ambientes estabelecem códigos de pertencimento baseados em repertório, títulos ou formas de falar.
Também seria possível discorrer sobre outros preconceitos não citados aqui, mas prefiro concluir pensando naquilo que Jesus afirmou:
"A boca fala do que está cheio o coração" (Mt 12.34).
O Evangelho desloca o foco da intenção para o amor concreto.
Conscientizar-se do preconceito velado não é culpa, mas maturidade espiritual.
Porque, muitas vezes, o preconceito não está no que dizemos contra o outro —
mas no que deixamos de reconhecer nele.
Algumas frases atravessam conversas como quem não quer nada. São ditas com naturalidade, às vezes com sorriso, às vezes em tom de cuidado. Não causam constrangimento imediato, mas deixam um silêncio difícil de nomear. Algo foi dito — e algo, discretamente, foi tirado do outro.
Nem todo preconceito se manifesta em hostilidade aberta. Muitos se escondem nessas palavras comuns, aparentemente inofensivas, que não levantam a voz, mas produzem distância. Não nascem, em geral, do ódio declarado, e talvez por isso sejam tão difíceis de reconhecer.
A velhice é um desses alvos silenciosos. Comentários que opõem juventude e idade costumam aparecer como conselhos bem-intencionados ou observações leves. No entanto, carregam a ideia de que o tempo diminui o valor das pessoas. A experiência passa a soar como atraso; a maturidade, como obstáculo.
O corpo também se torna critério de valor. Não o corpo adoecido, mas aquele que não corresponde ao padrão esperado.
Observações sobre peso, forma ou aparência surgem disfarçadas de sinceridade ou cuidado. Ainda assim, comunicam que a dignidade pode ser medida pela estética.
A classe social entra em cena de modo igualmente sutil. O respeito é afirmado no discurso, mas a convivência é seletiva. A igualdade é defendida em teoria e negada na prática.
Algo semelhante ocorre com a classe intelectual. Certos ambientes estabelecem códigos de pertencimento baseados em repertório, títulos ou formas de falar.
Também seria possível discorrer sobre outros preconceitos não citados aqui, mas prefiro concluir pensando naquilo que Jesus afirmou:
"A boca fala do que está cheio o coração" (Mt 12.34).
O Evangelho desloca o foco da intenção para o amor concreto.
Conscientizar-se do preconceito velado não é culpa, mas maturidade espiritual.
Porque, muitas vezes, o preconceito não está no que dizemos contra o outro —
mas no que deixamos de reconhecer nele.
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