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Palavra do leitor

Sem promessas para 2026: viver um dia de cada vez (e já dá trabalho)

Final de ano sempre vem acompanhado daquele combo clássico: retrospectiva emocional, promessas ousadas e uma fé quase sobrenatural de que "agora vai". Mas, olhando para o fim de 2025, resolvi adotar um cristianismo mais realista — e um pouco mais bem-humorado. Afinal, a Bíblia nunca disse que a gente precisava sofrer por antecipação, só avisou que sofrimento já vinha no pacote diário. Jesus foi direto e econômico nas palavras quando disse: "Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 6.34). Ou seja, não precisa fazer download antecipado das preocupações de 2026. Já tem boleto, ansiedade e tentação suficientes rodando na versão atual do sistema.

Foi com esse espírito bíblico que tomei uma decisão histórica: não vou fazer promessa nenhuma pra 2026. Nenhuma. Zero. Estatisticamente falando, 99% delas não seriam cumpridas integralmente mesmo. Seria como entrar num jogo já sabendo que o adversário é o "eu mesmo" da preguiça e da procrastinação — e que ele joga sujo. Então, pra evitar frustração espiritual, resolvi não prometer nem acordar cedo, quanto mais "ler a Bíblia toda em um ano".

Minha nova estratégia é simples e quase pastoral: estou vivendo dezembro como se fosse janeiro. Cheio de metas? Não. Cheio de sobras de rabanada e realismo cristão. Quando chegar janeiro, vou fingir que é carnaval. Depois, Páscoa, Dia das Mães, Namorados, Black Friday e, quando eu piscar, já é Natal de novo. O tempo passa, o peru assa e a gente segue tentando não pecar no cartão de crédito.

O problema é que não dá pra fugir das Grandes Datas. Elas estão aí, gerando fluxo de vendas, engajamento, promoções e mensagens tipo "última chance do ano". Carnaval, Páscoa, Dia dos Pais, Black Friday… é quase um calendário litúrgico do comércio. Não tem como sair, mas dá pra entrar com menos envolvimento emocional, menos expectativa e mais graça — no sentido bíblico e no sentido de bom humor.

Jesus nunca prometeu um ano perfeito, mas prometeu presença diária. E isso já resolve muita coisa. Se a gente levar Mateus 6.34 a sério, percebe que Deus não pediu planejamento eterno, pediu confiança diária. Um dia de cada vez, um mal de cada vez e, se possível, uma risada no meio do caminho.

Então, que 2026 venha sem promessas mirabolantes, sem expectativas comemorativas exageradas e com mais consciência espiritual. (2 Coríntios 1.12) Se der pra melhorar, amém. Se não der, seguimos firmes. Porque, no fim das contas, a maior meta cristã continua sendo sobreviver ao dia com fé, bom senso e um pouco de humor. E lembrar sempre: "Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 6:34). Amanhã a gente vê o que faz.
Sao Paulo - SP
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