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Palavra do leitor

Retornemos às Escrituras

A difusão de Bíblias durante o século 16 favoreceu o acesso para todos, independentemente de classe social ou grau de instrução, fruto do empenho também de Lutero, Wiliam Tyndale e outros precursores como John Wycliffe. A alfabetização das pessoas que passaram a ter contato direto pela leitura das Escrituras Sagradas (após a invenção da imprensa por J. Gutemberg), tornou-se um importante marco histórico-social e cultural sem precedentes.

Se na chamada Idade Média toda informação que as pessoas adquiriam (pela classe clerical e elite eclesiástica) em um ano correspondiam a pouco mais de um artigo de tabloide que, em nosso tempo leríamos numa sentada de fim de semana, isso nos ajuda a entender o quanto somos privilegiados por viver na era da informação veloz e abundante.
Se na Idade Moderna o acesso às Bíblias ampliou o conhecimento interpretativo -- favorecendo maior compreensão da vontade de Deus e verdade revelada -- ajudando na decisão racional dos leitores quanto à prática dessas verdades, por outro lado, com o passar dos séculos e o adentrar da Idade contemporânea saímos de um período de fome e escassez de conhecer a Palavra para uma época de fartura de Pão espiritual à nossa disposição - apesar de em muitos lugares fora do ocidente existirem pessoas que ainda não conhecem um verso sequer da Bíblia dos cristãos nem jamais ouviram falar de Jesus como Salvador do mundo.

Se hoje temos mais conhecimento (informação) disponível do que grandes teólogos da Idade média como Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino, percebemos que, como cristãos, não é confortável ouvir ou ler a Palavra de Deus várias vezes enquanto existem pessoas que nunca ouviram uma única vez. Na verdade, essa consciência aliada ao senso de missão aumenta nossa responsabilidade diante do nosso privilégio obtido pelo lugar que ocupamos na história.

Chegamos, então, a outro nível de reflexão: assim como o conhecimento teológico meramente teórico pode trazer frieza mental, ego inflado, cegueira, soberba, "letra que mata" e mente intelectualizada (mas sem coração e vida transformada), algo semelhante ocorre com a mera devocionalidade emocional e sensitiva. Deus deseja que o adoremos em espírito e verdade. Com coração e mente, emoção e razão. Com todo o nosso ser. Precisamos de teologia com devocionalidade e devocionalidade com teologia (como escreveu o falecido rev. Elben César).

Sabemos que a religiosidade mecânica, formal, ritualística, rotineira e sem atos motivados por amor e louvor sincero a Deus, leva a uma hipocrisia legalista e farisaica. De outra forma, a experiência espiritual e religiosa centrada no emocionalismo tenta reduzir o Criador e soberano SENHOR a uma conveniência ou sensação de escape ou mesmo garçom dos caprichos egoístas, interesses pessoais e prazer emocional ególatra.
Em face de seus atributos, Deus não pode ser compreendido completamente, pois se assim fosse deixaria de ser Deus. Nem mesmo podemos defini-Lo, pois isso seria reduzi-lo. Mas, ainda assim, graciosamente Ele Se revelou a nós. De outro modo estaríamos completamente desesperançados em nossa busca por conhecê-Lo. Pela Palavra, Criação e Jesus Ele Se fez conhecido por nós quanto ao Seu amor, caráter e plano para a humanidade. Portanto, não quer que o busquemos limitando-O a uma espiritualidade sentimentalista ou emocional. Como Deus, Ele exige um culto racional de suas criaturas (Mt 22:37; Rm 12:1).

Nele há sempre mais a ser buscado e uma forma singular de crescimento nesse processo se dá pelo estudo de Sua Palavra, pois foi nela que Ele se revelou para nós. Ele nos convida a conhecê-lo. Eis o maior privilégio da jornada do nosso viver diário. Esse processo é individual, intransferível e singular em cada experiência.
Não combina com o discípulo de Jesus ter uma espiritualidade anárquica ou autônoma, mas a submissão ao Seu senhorio nos ensinará e fará crescer e conhecer qual seja Sua boa, perfeita e agradável vontade expressa em Sua Palavra.

Deus nos chama para o amarmos com todas as nossas forças, servirmos ao próximo e vivermos em obediência aos Seus mandamentos. Amarmos Sua Lei. Ela revela Seu próprio caráter. E nos faz viver em santidade. A santidade é leve porque é fruto do agir do Espírito em nossa mente e coração. Não tem como parâmetro o comportamento, mas o relacionamento - que resultará em comportamentos que transmitirão o viver de um ego regenerado, caráter transformado, simplicidade, discrição e amor incondicional por Ele e pelos outros.

Visto que o presente século é caracterizado pelo predomínio de escuridão e densas trevas morais e espirituais, urge retornar às Escrituras, pesquisando com afinco, amar e viver seus ensinos, discernir o "Assim diz o SENHOR" do "Assim diz o padre ou pastor" refletir Jesus, Luz do mundo, sermos "cartas vivas" (Bíblias que o mundo lerá com prazer) de Deus, sendo arautos ou "atalaias" para esta atual geração ao anunciar a chegada não de inimigos, mas da parousia em resplendor e glória do divino Rei. Maranata!
Alagoinhas - BA
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