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Palavra do leitor

Pare de me dizer, mostre – me!

Pare de me dizer, mostre – me!

‘’Ouvir o outro, sempre traz tensões, porque, de certo, adentra – se no terreno de seus problemas, agora, o evangelho nos chama para isso’’.

A denominada era da informação, ou seja, esse contexto, no qual estamos e nos encontramos, se tornou célebre em propagar, com abundância interminável, suas opiniões. Nunca se opinou, se disse, se expôs, se comentou, se discorreu, se defendeu, se abordou, pra lá e cá, como agora. Aliás, um prato cheio e peculiar para confirmar isso, pode ser notado, nas eleições para presidente. Sem nenhuma cerimônia, tudo veio a tona, usado como moeda de troca. Atentemos para temas voltados a família, a Deus, a tradição, a liberdade, a diversidade, a pluralidade, aos direitos, a dignidade e a lista se estende. Agora, o texto Tiago 02. 18, aponta –nos para uma afirmativa crucial, sem rodeios, sem sofismas (ou seja, dizer algo e, na prática, mostrar outra coisa), voltado ir a direção dos sentimentos de excelência, como dever, responsabilidade, obrigação, servir, serviço e ser útil e benéfico, em favor do outro. Ora, neste aspecto, batemos de frente, com uma realidade adaptada as suas próprias vontades ou, melhor dito, suas reinvindicações de uma vida sem uma importância, com relação ao outro.

Vou adiante, atravessamos, por um momento, pelo qual somos questionados com a fatídica pergunta:

- Pare de me dizer, mostre – me!

De certo, pare de me dizer, mostre – me que o seu amor ao próximo rompe e irrompe as barreiras das ideologias, das dispostas, dos revanchismos, das diferenças de pele, de cor, de raça, de etnia, de sexualidade, de condições econômicas, sociais, culturais, políticas...

Não cesse nesse itinerário, pare de me dizer, mostre – me que a sua fé vê gente e não defesas teológicas, se importa com os marginalizados, os excluídos, os abandonados, os desiludidos, os abatidos, os surpreendidos pelas causalidades da vida. Pare de me dizer, mostre – me que o outro, realmente, deve ser abraçado, ouvido, compreendido, ajudado e não se limitar a um discurso de líderes e liderados, de conselheiros, com suas respostas artificiais, com suas argumentações de livros de autoajuda. Pare de me dizer, mostre – me que a justiça deve buscar as relações vitais, promover e consolidar a restauração e reconciliação, conforme Amós 5.24 e Jeremias 22.3, que há a condição de viver uma espiritualidade criativa, inspiradora e apaixonada. Pare de me dizer, mostre – me o quanto suas palavras desembocam no acolher do próximo, de não banalizar a consciência de erro ou, em outro enfoque, de que erramos, mas não fazer disso uma inquisição aos caídos. Pare de me dizer, mostre – me que somos imperfeitos, humanos, pessoas, gente e a Cruz da Graça se dirige a tais e não a santos, a mártires, a ilibados, a límpidos, a certos, a justos, os bons.

Pare de me dizer, mostre – me sua paz, em atos e práticas, sem embarcar na histeria de uma selvageria armamentista, sem enfrentar os problemas das disparidades sociais. Pare de me dizer, mostre – me a oração que aproxima as pessoas, da comunhão que mostra o quão idênticos somos (no choro, no riso, nas vontades, nos desejos, nos sonhos), do evangelismo compromissado a banhar corações e não afastar, por causa de uma tatuagem ou muitas, de estilos, de preferências, de tendências, de apresentar linhas de visão opostas das nossas. Pare de me dizer, mostre – me as boas novas, nos asilos, nos orfanatos, nos hospitais, nos bairros, nas redes sociais e na vida; mostre – me ser a verdadeira religião, aquela que nos liga, religa, une, encontra, aprofunda, humaniza e não nos bestifica, em fundamentalismos, em radicalismos e não nos torna alienados, ao qual põe o outro, como um alvo a ser exterminado.

Pare de me dizer, mostre – me ser se ainda acredita na loucura de um Messias de seres humanos e não de templos, de dogmas, de doutrinas, de teorias, porque deles e para eles se fez o Reino dos Céus.
São Paulo - SP
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