Palavra do leitor
21 de janeiro de 2026- Visualizações: 19
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Glorificar a Deus através do cuidado com corpo
Quando se fala em adorar e glorificar a Deus em tudo o que se faz, essa perspectiva costuma estar associada às áreas financeira, profissional e familiar, bem como aos cuidados com o lar. Entretanto, entre esses aspectos, há um tema ainda pouco abordado no meio eclesiástico e com limitada produção bibliográfica: o cuidado com o corpo como forma de glorificar a Deus.
Alguns autores cristãos têm refletido sobre essa temática. Larissa Ferraro aborda o assunto em sua obra; Luciano Subirá também escreve dentro do contexto doutrinário que segue. Contudo, destaca-se Peter Bringe, autor do livro A Filosofia Cristã da Alimentação, publicado pela Editora Monergismo. Em comum, esses autores defendem que todas as áreas da vida devem glorificar a Deus, inclusive a alimentação e o cuidado com o corpo.
Bringe apresenta a alimentação como parte da criação divina e sustenta que tudo o que Deus criou possui um propósito. Assim, os alimentos também cumprem sua finalidade quando são escolhidos de maneira consciente e adequada. Essa reflexão encontra respaldo bíblico em 1 Coríntios 10:31, quando o apóstolo Paulo afirma: "Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus". Ao considerar essa orientação, percebe-se que substituir aquilo que é benéfico ao organismo por opções prejudiciais, motivadas apenas pelo prazer imediato, não corresponde a uma atitude que glorifica a Deus.
O autor também amplia essa reflexão para o contexto familiar. Em rotinas nas quais cada membro se alimenta em horários e locais distintos, com frequente consumo de alimentos rápidos, perde-se um importante momento de comunhão à mesa. Esse espaço poderia ser utilizado tanto para uma alimentação mais nutritiva quanto para o diálogo e fortalecimento dos vínculos familiares. Embora nas igrejas haja frequentes alertas sobre o consumo de bebidas alcoólicas, raramente se discutem, de forma mais profunda, os excessos e os hábitos alimentares inadequados. A expressão popular "crente não bebe, mas come" ilustra como o exagero alimentar, muitas vezes, é culturalmente naturalizado.
No contexto contemporâneo, observa-se uma crescente priorização da praticidade, resultando no aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias e pobres em nutrientes. Diante disso, surge o questionamento: não deveria a alimentação também ser considerada uma forma de glorificar a Deus? Essa reflexão se intensifica ao lembrar que o corpo é templo do Espírito Santo, conforme ensinam as Escrituras, o que torna incoerente sua negligência ou deterioração.
Grande parte das doenças atuais está relacionada a hábitos alimentares inadequados, enquanto muitas enfermidades poderiam ser prevenidas ou controladas por meio de uma alimentação equilibrada. A Bíblia reconhece o prazer no comer e no beber, como afirma Salomão em Eclesiastes, mas esse deleite não deve ocorrer às custas da saúde. É possível encontrar prazer tanto em uma alimentação simples e tradicional quanto em escolhas mais variadas, desde que não se transformem em hábitos prejudiciais.
As mudanças alimentares começam, sobretudo, no ambiente familiar. Estudos científicos demonstram que os hábitos adquiridos na infância tendem a se perpetuar ao longo da vida, o que confirma a orientação bíblica de Provérbios 22:6 sobre ensinar a criança no caminho em que deve andar. Além disso, 1 Coríntios 6:12 alerta para não se deixar dominar por coisa alguma, princípio aplicável ao controle dos desejos alimentares, enquanto 1 Coríntios 6:19–20 reforça a responsabilidade de cuidar do corpo como templo do Espírito Santo.
Diante disso, torna-se necessário refletir sobre como os hábitos alimentares têm sido conduzidos. Glorificar a Deus deve abranger não apenas a vida espiritual, mas também o cuidado com o corpo e com a saúde, reconhecendo a alimentação como parte dessa adoração cotidiana.
Alguns autores cristãos têm refletido sobre essa temática. Larissa Ferraro aborda o assunto em sua obra; Luciano Subirá também escreve dentro do contexto doutrinário que segue. Contudo, destaca-se Peter Bringe, autor do livro A Filosofia Cristã da Alimentação, publicado pela Editora Monergismo. Em comum, esses autores defendem que todas as áreas da vida devem glorificar a Deus, inclusive a alimentação e o cuidado com o corpo.
Bringe apresenta a alimentação como parte da criação divina e sustenta que tudo o que Deus criou possui um propósito. Assim, os alimentos também cumprem sua finalidade quando são escolhidos de maneira consciente e adequada. Essa reflexão encontra respaldo bíblico em 1 Coríntios 10:31, quando o apóstolo Paulo afirma: "Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus". Ao considerar essa orientação, percebe-se que substituir aquilo que é benéfico ao organismo por opções prejudiciais, motivadas apenas pelo prazer imediato, não corresponde a uma atitude que glorifica a Deus.
O autor também amplia essa reflexão para o contexto familiar. Em rotinas nas quais cada membro se alimenta em horários e locais distintos, com frequente consumo de alimentos rápidos, perde-se um importante momento de comunhão à mesa. Esse espaço poderia ser utilizado tanto para uma alimentação mais nutritiva quanto para o diálogo e fortalecimento dos vínculos familiares. Embora nas igrejas haja frequentes alertas sobre o consumo de bebidas alcoólicas, raramente se discutem, de forma mais profunda, os excessos e os hábitos alimentares inadequados. A expressão popular "crente não bebe, mas come" ilustra como o exagero alimentar, muitas vezes, é culturalmente naturalizado.
No contexto contemporâneo, observa-se uma crescente priorização da praticidade, resultando no aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em calorias e pobres em nutrientes. Diante disso, surge o questionamento: não deveria a alimentação também ser considerada uma forma de glorificar a Deus? Essa reflexão se intensifica ao lembrar que o corpo é templo do Espírito Santo, conforme ensinam as Escrituras, o que torna incoerente sua negligência ou deterioração.
Grande parte das doenças atuais está relacionada a hábitos alimentares inadequados, enquanto muitas enfermidades poderiam ser prevenidas ou controladas por meio de uma alimentação equilibrada. A Bíblia reconhece o prazer no comer e no beber, como afirma Salomão em Eclesiastes, mas esse deleite não deve ocorrer às custas da saúde. É possível encontrar prazer tanto em uma alimentação simples e tradicional quanto em escolhas mais variadas, desde que não se transformem em hábitos prejudiciais.
As mudanças alimentares começam, sobretudo, no ambiente familiar. Estudos científicos demonstram que os hábitos adquiridos na infância tendem a se perpetuar ao longo da vida, o que confirma a orientação bíblica de Provérbios 22:6 sobre ensinar a criança no caminho em que deve andar. Além disso, 1 Coríntios 6:12 alerta para não se deixar dominar por coisa alguma, princípio aplicável ao controle dos desejos alimentares, enquanto 1 Coríntios 6:19–20 reforça a responsabilidade de cuidar do corpo como templo do Espírito Santo.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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