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Palavra do leitor

"Dias trabalhosos"

Não sei se estamos vivendo dias confusos ou dias de muitas confusões. De qualquer forma, não matamos tempo, isso é impossível, é o tempo que nos mata. E parece que ele está mais assassino do que nunca. Assassino de reputações, assassino da moralidade, assassino da coerência, assassino da humanidade, assassino da fé, assassino do diálogo, do bom diálogo, assassino da paciência. Ele já tentou até assassinar a Deus, tentativa frustrada, óbvio. Mas seus intentos em assassinar a fé Nele não têm sido tão frustrados assim.

Dias de extremismos, sem harmonia, sem equilíbrio. Dias em que cambaleamos mediante narrativas, onde procuramos fatos para nos segurar de cairmos nas armadilhas dos gritos da pseudo-razão, pseudo porque a razão nunca grita. Na verdade é na beleza do silêncio que se ouve a voz da razão. A inquietude é um abalo emocional, não há saúde em abalos. Se não há saúde, inexoravelmente há enfermidades. Constatamos diariamente o exato reflexo do que está no interior do ser humano, dores que traumatizam tudo ao seu redor.
Há um esforço exacerbado que despende uma energia incrível para nada de bom se produzir, os objetivos são inócuos. Todavia é a atual selfie da alma humana. Muita gente falando tanta coisa ao mesmo tempo, contudo sem ouvir, ou comunicar absolutamente nada. O resultado disso é o caos. Caos é a prática das inúmeras falácias sem a nobreza do escutar, a sensatez do ouvir está rarefeita no excesso do parlatório vazio e despropositado. Se a arte de ouvir fosse tão apreciada como é a arte de falar, quão mais silencioso seria o mundo. A escutatória (neologismo criado por Rubem Alves como antônimo da oratória) tem capacidade pacifista. O ouvir sem o desejo de palpitar é missão quase suicida ao atual homem supremo.

O Livro sagrado diz que ouvir requer pré-disposição, mas que traz bem aventurança. Enquanto o falar, até pode beneficiar, mas essa consequência tem sido cada vez menos constatada. Tem se tornado comum em todos os seguimentos da sociedade o assassinato pela palavra. Isso porque o poder da morte e da vida está na língua. O coração expressa seus sentimentos através das palavras, e o que se vê são corações intoxicados, enfermos, atingidos pela falta de direção, de sensatez, e da razão. Corações contaminados que contaminam.

O ouvir é tão producente que até a fé surge no interior humano através dessa prática, isso quando o que se ouve é a Palavra de Deus. Se passarmos o dia, sendo mortos pelo tempo, prestando nossa rara escutatória a notícias odiosas, narrativas tóxicas, falácias profanas, discursos ideológicos que defendem a morte de Deus, a nova ideia da família ideal, o assassinato de bebês no ventre materno, a profanação do sagrado, a liberação das drogas, a sexualização infantil, dentre tantas outras questões que deveriam ser de foro particular, como ter algum tipo saúde? Saúde é sanidade, a falta dela, insanidade.

Dias em que as Leis são interpretadas na mesa da conveniência, sobre isso o filósofo Jacques Lacan já havia dito que "o desejo é o avesso da lei", isto é, há um sentimento corrupto intrínseco à alma humana que se opõe ao que é legal, no sentido de correto e moral. Só há uma forma de se recuperar a beleza e a integridade do caráter humano, é por meio de atitudes endofóricas ao texto sagrado, sim, é incontestavelmente a única maneira. Isto é, a humanidade precisa se voltar aos princípios do evangelho de Cristo, são eles que conduzem às virtudes divinas que dignificam a nossa existência, e dão um real sentido a ela, além de fornecer propósitos nobres aos corações, enquanto o tempo nos mata.

Pr. Odair Filho
Garibaldi - RS
Textos publicados: 5 [ver]
Site: http://odairspfilho.wordpress.com

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