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07 de maio de 2024- Visualizações: 2202
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Quase 70% dos migrantes que vivem no Brasil não estão inseridos no mercado de trabalho
Por Ultimatoonline
A falta de acesso e inclusão dos migrantes ainda é uma realidade no Brasil. De acordo com a pesquisa Estudo de Linha de Base: Meios de vida e Proteção, realizada pela ONG Visão Mundial mostrou que 67,4% dos migrantes que vivem no país não estão inseridos no mercado de trabalho. Dos que conseguiram arranjar um emprego, 58% são do gênero masculino. Além disso, 62% dos que estão trabalhando, estão em modelo de contratação informal, já 15% apostaram no empreendedorismo.1O cenário também é outro ao chegarem no país. O levantamento informa que 85,3% disseram que não estavam trabalhando em sua área de conhecimento e experiência, ainda que, os motivos da falta de trabalho também dizem respeito à burocracia na migração. 27% afirmam que não estão trabalhando por estarem em processo de interiorização, 22% não conseguiram encontrar vagas em sua área e 17% não receberam oferta de emprego.
Para a minoria do grupo, a luta ainda é maior. De acordo com a pesquisa, 82% das mulheres que não estão trabalhando são mães, e 32% afirma que não têm sistema de apoio para o cuidado dos filhos. Já para os migrantes com deficiência, 70% dos PCDs não estão em situação de empregabilidade, e a região mais afetada por essa falta de mão de obra é em Boa Vista, RR, onde 55,5% alegaram não estar trabalhando.
“No Brasil a política de migração ainda é um processo longo e árduo, por isso, precisamos cada vez mais de projetos que integrem essas pessoas no dia a dia, e principalmente a longo prazo”, afirma Angela Karinne Mota, gerente de projetos da Visão Mundial.
Desde 2019 a ONG Visão Mundial, tem atuado na migração de pessoas venezuelanas, por meio do Projeto Ven, Tú Puedes! que já beneficiou mais de 28 mil pessoas.
Sobre o Vem, Tú Puedes!
O projeto Ven, Tú Puedes! é uma das respostas da ONG Visão Mundial ao contexto migratório da Venezuela. Em operação nos estados de Roraima, Amazonas e São Paulo, tem como objetivo principal prover integração segura e soluções duradouras para migrantes e refugiados venezuelanos no Brasil, com ações em três eixos: Empregabilidade, Empreendedorismo e Proteção.
Financiado pelo Escritório de Populações, Refugiados e Migrantes (PRM), do governo dos Estados Unidos, desde 2019, o projeto tem se consolidado como uma iniciativa essencial para a geração de oportunidade, geração de meios de vida, dignidade e inclusão socioeconômica de populações vulneráveis.
Entre os serviços oferecidos, destacam-se os cursos de língua portuguesa, ações de capacitação profissional, com apoio na emissão da carteira de trabalho digital, busca de vagas formais junto ao setor privado, banco de talentos, acompanhamento de entrevistas, sensibilização para inclusão no ambiente de trabalho, curso de empreendedorismo e apoio a pequenos negócios de migrantes e refugiados, além de apoio a interiorização pela modalidade de vaga de emprego sinalizada.
Sobre a Visão Mundial (World Vision)
A Visão Mundial, é uma organização humanitária cristã dedicada a trabalhar com crianças, famílias e suas comunidades para atingir todo o seu potencial, combatendo as causas da pobreza e da injustiça. A organização está no Brasil desde 1975 atuando por meio de programas e projetos nas áreas de proteção, educação, advocacy e emergência, priorizando crianças e adolescentes que vivem em situações de vulnerabilidade.
Nota
1. Realizada no final de 2023, a pesquisa contou com a colaboração de 264 migrantes, das quais 95% eram venezuelanos, e 5% de outras nacionalidades, incluindo cubanos, haitianos, angolanos, afegãos e bolivianos, com foco nas cidades de Boa Vista, RR, Manaus, AM e São Paulo, SP.
REVISTA ULTIMATO | OS DESAFIOS ÉTICOS DAS NOVAS TECNOLOGIASO avanço da tecnologia nas últimas décadas é maior do que em qualquer outra época da história. Tal aumento se dá em muitas frentes e, mais significativo, confere um caráter tecnológico à vida contemporânea.
Quais são os desafios trazidos por esse avanço? A ética cristã é suficiente para responder aos aspectos relacionados às novas tecnologias? Como a igreja pode atuar nesse cenário tão desafiador?
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