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23 de outubro de 2007- Visualizações: 3711
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Presbiterianos perdem professor e pesquisador
(ALC) Vítima de câncer, faleceu no sábado dia 20, aos 85 anos de idade, o professor Antônio Gouvêa Mendonça, conhecido nos meios ecumênicos e acadêmicos por seus estudos em Sociologia do Protestantismo e História Social. Ele foi enterrado ontem, em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo.
Natural de Arealva, pequena cidade do interior paulista, filho de família de agricultores, Antônio Gouvêa foi levado pela avó a São Paulo, capital, para iniciar seus estudos. Cursou Filosofia na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, mas, por dificuldades financeiras, transferiu-se para o curso de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).
Gouvêa concluiu a licenciatura em Filosofia em 1957 e 12 anos depois começou carreira no magistério superior, na Faculdade de Filosofia da Fundação Santo André. Defendeu tese em Ciências Sociais, em 1982, quando tinha 60 anos de idade, sobre os fatores religiosos, sociais e políticos que permitem a inserção do protestantismo na sociedade brasileira.
Por “questões eclesiásticas”, como definiu em entrevista ao professor de História da Igreja, Adailton Maciel Augusto, Gouvêa perdeu o lugar de professor e reitor da Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente (IPI), em 1978, período da ditadura militar.
Foi trabalhar, então, no Instituto Metodista de Ensino Superior, hoje Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo, onde atuou por mais de 20 anos, recebendo o título, que muito o honrava, de professor emérito, em 2002. Depois disso, foi trabalhar no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, onde coordenava o Núcleo de Estudos da Reforma.
Foi um militante do ecumenismo, “o que me causou problemas eclesiásticos que me distanciaram até hoje de minha denominação”, contou na entrevista. Ele foi pastor da IPI, denominação da qual era membro desde a infância, ordenado pelo Presbitério Leste de São Paulo, em agosto de 1965, embora não tivesse formação teológica. Antes de assumir atividades acadêmicas, Gouvêa trabalhou por muitos anos em companhia de seguros.
Ele era casado com Elisa, e o casal teve três filhas e um filho. Autor de livros, o mais conhecido deles é "O celeste porvir: a inserção do Protestantismo no Brasil", lançado em 1984 pela Paulinas, que teve duas edições esgotadas.
Fonte: www.alcnoticias.org
Natural de Arealva, pequena cidade do interior paulista, filho de família de agricultores, Antônio Gouvêa foi levado pela avó a São Paulo, capital, para iniciar seus estudos. Cursou Filosofia na antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, mas, por dificuldades financeiras, transferiu-se para o curso de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).
Gouvêa concluiu a licenciatura em Filosofia em 1957 e 12 anos depois começou carreira no magistério superior, na Faculdade de Filosofia da Fundação Santo André. Defendeu tese em Ciências Sociais, em 1982, quando tinha 60 anos de idade, sobre os fatores religiosos, sociais e políticos que permitem a inserção do protestantismo na sociedade brasileira.
Por “questões eclesiásticas”, como definiu em entrevista ao professor de História da Igreja, Adailton Maciel Augusto, Gouvêa perdeu o lugar de professor e reitor da Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente (IPI), em 1978, período da ditadura militar.
Foi trabalhar, então, no Instituto Metodista de Ensino Superior, hoje Universidade Metodista de São Paulo, em São Bernardo do Campo, onde atuou por mais de 20 anos, recebendo o título, que muito o honrava, de professor emérito, em 2002. Depois disso, foi trabalhar no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, onde coordenava o Núcleo de Estudos da Reforma.
Foi um militante do ecumenismo, “o que me causou problemas eclesiásticos que me distanciaram até hoje de minha denominação”, contou na entrevista. Ele foi pastor da IPI, denominação da qual era membro desde a infância, ordenado pelo Presbitério Leste de São Paulo, em agosto de 1965, embora não tivesse formação teológica. Antes de assumir atividades acadêmicas, Gouvêa trabalhou por muitos anos em companhia de seguros.
Ele era casado com Elisa, e o casal teve três filhas e um filho. Autor de livros, o mais conhecido deles é "O celeste porvir: a inserção do Protestantismo no Brasil", lançado em 1984 pela Paulinas, que teve duas edições esgotadas.
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