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12 de maio de 2020- Visualizações: 1618
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O interesse do psicopatólogo, do psicanalista e do psicoterapeuta nas pesquisas de Freud e de Pfister iniciadas e mantidas em suas cartas
Por prof. José Luiz Caon
Uma primeira leitura das cartas trocadas entre Freud e Pfister não permite ao leitor ordenar exaustivamente os múltiplos temas contemplados por esses dois grandes pesquisadores psicanalíticos. Mas, acredito que os psicanalistas e os psicoterapeutas, psicopatólogos ou não, não podem não ficar surpresos com a simplicidade e a profundidade com que são tratadas as questões da técnica psicanalítica. São questões de aprendizagem.
Outrossim, entremeando comentários sobre questões pedagógicas e educacionais, nas quais Pfister é exímio pesquisador, Freud situa o processo de transferência, processo inconsciente ou do inconsciente, com que o inconsciente é aprendente e ensinante. Então, são novamente questões de aprendizagem.
A aprendizagem equivale nos seres humanos àquilo que o instinto é nos animais. Aquela sempre construindo-se e deslocando os sujeitos humanos; esse sempre mantendo-se e retendo os sujeitos animais. Aquela, uma paixão sem destino final; esse um destino finalístico irreversível.
"Amar e trabalhar" era lema desses pesquisadores. Mas, o que fizeram eles durante todo o tempo de suas vidas senão aprender e aprender? As cartas de Freud a Pfister revelam suas pesquisas in statu nascendi, como quando escrevia a Fliess. Essas que Freud e Pfister trocaram ao longo de muitos anos são cartas de pesquisas em andamento, de descobertas compartidas e de um amor parecido àquele amor dificilmente concebido, pois que não busca recompensa, pois que ele já é a própria recompensa.
O enamoramento de alguns psicólogos, psiquiatras e pastores cristãos pela psicanálise produz agora a aparição, em luso-brasileiro, da correspondência completa entre Freud e Pfister. Se, para eles, esse enamoramento é a própria recompensa, o que não será o efeito desse enamoramento que, como chama e chamado, pode se acender em outras mentes? Era isso que Freud provocou em Pfister, e vice-versa. E é isso que as cartas provocaram nesses correspondentes, de tal forma que cartas de pesquisas, tornaram-se, como todas, ou quase todas, cartas de amor.
>> Conheça a obra Cartas entre Freud e Pfister, da Editora Ultimato.
Uma primeira leitura das cartas trocadas entre Freud e Pfister não permite ao leitor ordenar exaustivamente os múltiplos temas contemplados por esses dois grandes pesquisadores psicanalíticos. Mas, acredito que os psicanalistas e os psicoterapeutas, psicopatólogos ou não, não podem não ficar surpresos com a simplicidade e a profundidade com que são tratadas as questões da técnica psicanalítica. São questões de aprendizagem. Outrossim, entremeando comentários sobre questões pedagógicas e educacionais, nas quais Pfister é exímio pesquisador, Freud situa o processo de transferência, processo inconsciente ou do inconsciente, com que o inconsciente é aprendente e ensinante. Então, são novamente questões de aprendizagem.
A aprendizagem equivale nos seres humanos àquilo que o instinto é nos animais. Aquela sempre construindo-se e deslocando os sujeitos humanos; esse sempre mantendo-se e retendo os sujeitos animais. Aquela, uma paixão sem destino final; esse um destino finalístico irreversível.
"Amar e trabalhar" era lema desses pesquisadores. Mas, o que fizeram eles durante todo o tempo de suas vidas senão aprender e aprender? As cartas de Freud a Pfister revelam suas pesquisas in statu nascendi, como quando escrevia a Fliess. Essas que Freud e Pfister trocaram ao longo de muitos anos são cartas de pesquisas em andamento, de descobertas compartidas e de um amor parecido àquele amor dificilmente concebido, pois que não busca recompensa, pois que ele já é a própria recompensa.
O enamoramento de alguns psicólogos, psiquiatras e pastores cristãos pela psicanálise produz agora a aparição, em luso-brasileiro, da correspondência completa entre Freud e Pfister. Se, para eles, esse enamoramento é a própria recompensa, o que não será o efeito desse enamoramento que, como chama e chamado, pode se acender em outras mentes? Era isso que Freud provocou em Pfister, e vice-versa. E é isso que as cartas provocaram nesses correspondentes, de tal forma que cartas de pesquisas, tornaram-se, como todas, ou quase todas, cartas de amor.
>> Conheça a obra Cartas entre Freud e Pfister, da Editora Ultimato.
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