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Nem Tão Doce Lar: Como igrejas podem ajudar no enfrentamento à violência familiar
No final de 2016 circulou na internet a informação que 40% das mulheres vítimas de violência no Brasil são evangélicas. A conclusão seria de uma pesquisa da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Embora a fonte desses dados não esteja acessível para verificação, o alto índice de violência familiar, seja contra mulheres, crianças e adolescentes no Brasil é uma triste constatação.De acordo com informações da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência registrou um aumento de 133% nos relatos envolvendo violência doméstica e familiar, comparando o primeiro semestre de 2016 com o mesmo período do ano anterior.
Foi com o intuito de contribuir para a superação da violência familiar que a antropóloga alemã Uma Hombrecher, com apoio da agência Pão para o Mundo (PPM), criou a metodologia intitulada “Nem Tão Doce Lar”. Trata-se de uma mostra itinerante que possibilita a popularização da discussão e do enfrentamento da violência, levando para o espaço público uma típica casa familiar, com informações e imagens que denunciam a violência sofrida por mulheres, crianças e jovens.
Além disso, a mostra busca sensibilizar o poder público, organizações e grupos da sociedade civil e comunidades religiosas para que assumam em conjunto o enfrentamento e a superação da violência doméstica.
O nome “Nem Tão Doce Lar” é uma alusão à expressão “Lar doce Lar”, muito comum em casas brasileiras, mas que nem sempre corresponde a um ambiente familiar de harmonia, proteção e segurança.
A metodologia é coordenada pela Fundação Luterana de Diaconia (FLD). Os interessados em levar a mostra para suas cidades devem contatar diretamente a FLD pelo email fld@fld.com.br, que orienta todo o processo, assessora a capacitação e monitora o desenvolvimento e desdobramento das atividades.
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