Apoie com um cafezinho
Ol? visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Opinião

Dor que endoidece

Rodrigo de Lima Ferreira

Certa vez, C. S. Lewis disse que, se uma pessoa queria uma religião para se sentir bem e confortável, ele não lhe recomendaria o cristianismo. Não há como discordar de Lewis. Ser cristão é, muitas vezes (para não se dizer a maior parte do tempo), um grande desafio.

Cremos em um Deus pessoal, que apresenta características únicas, que ele não transferiu para nenhuma de suas criaturas: é onipotente (pode tudo), onipresente (está em todos os lugares), e onisciente (sabe tudo). Além disso, Ele é a fonte e a essência da justiça, da bondade, e do amor. Mesmo sendo tão descomunalmente imenso (na falta de classificação melhor), diz-nos a Bíblia, no Salmo 116, que ele, a exemplo de um pai com filhos pequenos, se abaixa para ouvir o que temos a dizer.

Porém, ao mesmo tempo em que temos essa certeza, vemos a realidade ao nosso redor, que nem sempre é positiva. Como encaixar, por exemplo, o poder e o amor de Deus em casos como o tsunami, que varreu uma parte da Indonésia em 2004? Como conciliar sua compaixão com a iníqua distribuição de renda no Brasil e no mundo, que gera alguns poucos nababos e muitos famélicos? Como lembrar de seu cuidado quando o câncer acomete um cristão aparentemente saudável?

Algumas saídas apresentadas são muito ruins. Alguns pensam que Deus também chorou com essas tragédias, já que não podia evitá-las. Outros dizem que o simples fato de se questionar algo assim já é, em si, pecado. E ainda há aqueles que, quando uma tragédia se abate sobre nós, agem de maneira a nos culpar por algo que não somos diretamente responsáveis.

Lembro-me de Jó em sua desgraça. Perplexo por ser vítima de algo muito maior do que seu entendimento poderia supor, ele ainda teve de suportar as palavras de seus amigos, que, em suma, diziam: “a culpa é sua!” .

Esse “espírito de amigos de Jó” está presente hoje. E dói mais do que o próprio sofrimento. Este espírito, ou disposição mental, parece se satisfazer da desgraça alheia, ao compará-la com o modo de vida do seu “conselheiro”. Quantas vezes ouvimos as pessoas dizerem: “Olha, isso é para você crescer, para você mudar algo em sua vida, para que você seja melhor aproveitado no reino”, e coisas do tipo.
primeira | anterior | Página: 1/2 | próxima | última
Casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA,  é autor de "Princípios Esquecidos" (Editora AGBooks).
  • Textos publicados: 38 [ver]

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Opinião

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.