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Capitalismo impede desenvolvimento sustentável, diz monge beneditino

(ALC) Os governos precisam perceber que o capitalismo é, por essência, depredador e que não existe um “desenvolvimento sustentável” dentro desse sistema. “Romper com a lógica desse sistema é fundamental. Não podemos continuar aceitando que, entre uma estrada e um matinho, fiquemos com o desenvolvimento”, defendeu o teólogo e monge beneditino Marcelo Barros.

A responsabilidade da Teologia é denunciar. É o que o monge faz em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal instrumento do governo federal para incrementar o desenvolvimento, porque ele não rompe com a lógica do capitalismo no que diz respeito às questões ambientais.

Marcelo apresentará no III Fórum Mundial de Teologia e Libertação, que estará reunido em Belém do Pará de 21 a 25 de janeiro, sob o tema “Água, Terra, Teologia para outro mundo possível”, o livro que lançou em parceria com Frei Betto, “O Amor fecunda o universo – ecologia e espiritualidade”.

Em entrevista para o Instituto Humanitas (IHU), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Marcelo Barros defendeu o processo de uma nova educação nas escolas, nas igrejas e em todos os setores da sociedade. “É por meio de uma nova educação que poderemos mudar isso”, disse.

Palavras de Jesus e parábolas do evangelho mostram que a comunhão com a natureza é fundamental como caminho de intimidade com Deus. “É assim que, no sermão da montanha, ele (Jesus) nos convida a ‘olhar as aves do céu e os lírio do campo’, para aprender deles a simplicidade e a viver no essencial, preocupação, hoje, tão atual como o desafio de uma sociedade que não é sustentável e não pode mais manter o mesmo ritmo de crescimento de antes”, frisou.

A assistente social Luci Pinheiro Faria, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (ESS-UFF), que apresentará conferência no Fórum de Teologia, defende a democratização ou politização do debate ecológico.

“Para que as classes populares preocupem-se com a preservação da natureza enquanto extensão da vida humana, é necessário que tenham acesso aos bens básicos de sobrevivência. Por isso, ou a questão ambiental é vista como questão social, expropriação da riqueza natural e produzida, ou é defendida de forma a não alterar as relações sociais de desigualdade das quais se alimenta o capitalismo”, afirmou em entrevista ao IHU.

O capitalismo, disse, trata de tornar simples o complexo, a causa ecológica em algo puramente estético, uma escolha individual. Ela propõe a introdução do termo “ecossocialismo”, “uma tentativa de relacionar os problemas de nosso tempo com as preocupações mais humanas de Marx, aprofundando um e outro e oferecendo subsídios ao debate da maioria contra o reino da minoria”, explicou.

Doutorando pela Universidade Técnica de Lisboa, o teólogo Marcos Rodrigues da Silva, que participará do Fórum de Teologia em Belém, lembrou que a vida humana está ameaçada. No mundo urbano constata-se o domínio do cimento sobre a terra, o que “vai estagnando cada vez mais o acesso à vida, que é terra e água”.

Autor da tese “Terra Negra Brasil – O projeto de desenvolvimento sustentável de comunidades negras na luta pela terra”, Marcos destacou, para o IHU, que o povo negro de toda a América e o Caribe tem como base de sua identidade e de sua compreensão de vida o mundo ecológico, o mundo do verde, da produção agrícola, das sementes, da água.

A teologia afro-americana e caribenha pode contribuir no debate dos grandes temas que desafiam a humanidade neste início do século XXI, que são a base ecológica, de sustentabilidade, de eclesiologia, da cristologia. “A ecologia parece algo muito distante da teologia, mas, pelo contrário, é algo que está intrínseco”, frisou.

Fonte: www.alcnoticias.org


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Jesus e a Terra, James Jones

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