Opinião
19 de junho de 2026- Visualizações: 21
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A oração deste idoso
Já aprendi muitas coisas, mas quero continuar aprendendo sempre. Abre os meus olhos para perceber o que ainda não percebi
Por Kléos M. Lenz César
Senhor, fui moço e agora sou velho... e não posso evitá-lo. Aceito o envelhecimento do corpo como uma situação normal, mas peço-te que não me deixes envelhecer no espírito. Renova a minha mente dia após dia.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e já aprendi muitas coisas, mas quero continuar aprendendo sempre. Abre os meus olhos para perceber o que ainda não percebi. Ensina-me coisas novas.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas quero conservar o amor à minha família, ao próximo, aos meus amigos, aos meus irmãos em Cristo, a todos aqueles que me rodeiam. Preserva em mim esse amor e torna-o cada dia mais intenso.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas ainda tenho projetos de vida. Quero trabalhar por ti enquanto aqui viver. Torna esses projetos uma realidade em minha vida. Dá-me forças e entusiasmo para realizá-los.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas recuso-me ser achado na “antessala da morte”. Não quero ser encontrado na “fila dos pré-mortos”. Enquanto conservares a minha vida, mantém-me a cabeça erguida, enche-me de otimismo, entusiasmo e vida.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e assumo a minha ancianidade; entretanto, não quero absorver os chamados “complexos de velhice”. Eles me humilham e me fazem um pessimista depressivo. Livra-me deles.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e às vezes sinto medo do futuro, da enfermidade, da solidão, da viuvez e da morte. Ajuda-me a não me preocupar com essas possibilidades. Ajuda-me a não ser hipocondríaco. Ajuda-me a fixar meu olhar em Jesus e a apropriar-me de suas virtudes. Ajuda-me, dia após dia, a ter vivas em minha mente suas lindas e maravilhosas promessas.
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Senhor, fui moço e agora sou velho... e, embora às vezes a vida me seja difícil, não tenho queixas de ti. Tu me tens sustentado desde o ventre de minha mãe, “a substância ainda informe”, e sei que o farás até o momento de minha partida. Sustenta esta minha fé. Não permitas que ela se abale, qualquer que seja a circunstância que eu tenha de enfrentar.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas tenho uma família encantadora. Estão todos nos teus caminhos, servindo-te em suas profissões. Minha esposa é uma companheira dedicada, que caminha comigo nesta nova etapa da vida. Meus filhos são amáveis e solícitos por mim. Estão todos ativos em tua Igreja. Ajuda-me sempre a amá-los e a valorizar o seu carinho.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e não sei o número dos dias que me restam, e nem quero saber. Entreguei-te o meu relógio, e não o quero de volta. Não desejo existir nem mais nem menos um dia além ou aquém daquele que predeterminaste para mim. Mas quero que me ajudes a viver intensamente enquanto não chegar a minha hora.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e não devo estar muito distante do céu. Alegra-me sempre pensar que, quando os meus olhos se fecharem, minha alma estará contigo para todo o sempre. Ajuda-me, Senhor, a aguardar esse dia em plena confiança e tranquilidade.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas ainda sinto alegria de viver porque sei que Tu estás comigo, que és o meu pastor, que nada me faltará, e que me fazes repousar em pastos verdejantes, junto das águas de descanso. Ajuda-me a continuar um velho alegre e feliz.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas, enquanto viver, quero honrar o teu nome. Se, por acaso, eu vier a fracassar, leva-me para junto de ti, antes do fracasso.
Por Jesus Cristo, Senhor de todas as idades, meu Salvador, amém.
Texto publicado originalmente no livro Fui Moço, Agora Sou Velho... E Daí?, Editora Ultimato.
Imagem: Unsplash
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
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Saiba mais:
» Aprender a Envelhecer, Paul Tournier
» Fui Moço, Agora Sou Velho... E Daí?, Kléos Magalhães Lenz César
» A visão bíblica sobre a velhice, Erní Walter Seibert
» Idosos como atores [e campo] da missão, Verônica Farias e Sergio Lyra
Por Kléos M. Lenz César
Senhor, fui moço e agora sou velho... e não posso evitá-lo. Aceito o envelhecimento do corpo como uma situação normal, mas peço-te que não me deixes envelhecer no espírito. Renova a minha mente dia após dia. Senhor, fui moço e agora sou velho... e já aprendi muitas coisas, mas quero continuar aprendendo sempre. Abre os meus olhos para perceber o que ainda não percebi. Ensina-me coisas novas.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas quero conservar o amor à minha família, ao próximo, aos meus amigos, aos meus irmãos em Cristo, a todos aqueles que me rodeiam. Preserva em mim esse amor e torna-o cada dia mais intenso.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas ainda tenho projetos de vida. Quero trabalhar por ti enquanto aqui viver. Torna esses projetos uma realidade em minha vida. Dá-me forças e entusiasmo para realizá-los.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas recuso-me ser achado na “antessala da morte”. Não quero ser encontrado na “fila dos pré-mortos”. Enquanto conservares a minha vida, mantém-me a cabeça erguida, enche-me de otimismo, entusiasmo e vida.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e assumo a minha ancianidade; entretanto, não quero absorver os chamados “complexos de velhice”. Eles me humilham e me fazem um pessimista depressivo. Livra-me deles.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e às vezes sinto medo do futuro, da enfermidade, da solidão, da viuvez e da morte. Ajuda-me a não me preocupar com essas possibilidades. Ajuda-me a não ser hipocondríaco. Ajuda-me a fixar meu olhar em Jesus e a apropriar-me de suas virtudes. Ajuda-me, dia após dia, a ter vivas em minha mente suas lindas e maravilhosas promessas.
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Senhor, fui moço e agora sou velho... e, embora às vezes a vida me seja difícil, não tenho queixas de ti. Tu me tens sustentado desde o ventre de minha mãe, “a substância ainda informe”, e sei que o farás até o momento de minha partida. Sustenta esta minha fé. Não permitas que ela se abale, qualquer que seja a circunstância que eu tenha de enfrentar.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas tenho uma família encantadora. Estão todos nos teus caminhos, servindo-te em suas profissões. Minha esposa é uma companheira dedicada, que caminha comigo nesta nova etapa da vida. Meus filhos são amáveis e solícitos por mim. Estão todos ativos em tua Igreja. Ajuda-me sempre a amá-los e a valorizar o seu carinho.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e não sei o número dos dias que me restam, e nem quero saber. Entreguei-te o meu relógio, e não o quero de volta. Não desejo existir nem mais nem menos um dia além ou aquém daquele que predeterminaste para mim. Mas quero que me ajudes a viver intensamente enquanto não chegar a minha hora.
Senhor, fui moço e agora sou velho... e não devo estar muito distante do céu. Alegra-me sempre pensar que, quando os meus olhos se fecharem, minha alma estará contigo para todo o sempre. Ajuda-me, Senhor, a aguardar esse dia em plena confiança e tranquilidade.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas ainda sinto alegria de viver porque sei que Tu estás comigo, que és o meu pastor, que nada me faltará, e que me fazes repousar em pastos verdejantes, junto das águas de descanso. Ajuda-me a continuar um velho alegre e feliz.
Senhor, fui moço e agora sou velho... mas, enquanto viver, quero honrar o teu nome. Se, por acaso, eu vier a fracassar, leva-me para junto de ti, antes do fracasso.
Por Jesus Cristo, Senhor de todas as idades, meu Salvador, amém.
- Kléos Magalhães Lenz César, foi professor de poimênica e hiperetologia no Seminário Teológico Presbiteriano do Rio de Janeiro por 6 anos. Foi pastor e professor de música no Instituto de Educação Clélia Nanci, em São Gonçalo, RJ.
Texto publicado originalmente no livro Fui Moço, Agora Sou Velho... E Daí?, Editora Ultimato.
Imagem: Unsplash
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
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