Palavra do leitor
20 de janeiro de 2020- Visualizações: 639
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O Capitalismo cuida melhor dos seus trabalhadores do que a Igreja
Estou há 31 anos na igreja evangélica, com exceções, sempre notei os abusos que sofrem as pessoas que trabalham na institucionalidade.
Utilizando o subterfúgio de amor a obra, missão, vocação e ou "chamado" os colaboradores da igreja são lançados ao trabalho quase que 24 por 7. A todos os momentos o telefone toca e é preciso ir ao velório, ao hospital, a clínica de reabilitação etc.. Não há férias e nem descanso no trabalho ministerial.
A igreja está acima da família, amigos e até do descanso.
O pior é que esses trabalhadores voluntariamente se escravizam, na melhor das intenções, acreditando estar realizando um serviço a Deus.
Contrastando com a riqueza pujante das instituições, tenho inúmeros amigos que ao romperem com a institucionalidade ou chegarem a uma idade avançada estão encostados, abandonados e tem dificuldades de manter a própria existência. Fora o número crescente de suicídio de pastores que prefiro nem tocar aqui neste texto.
Por mais incrível que possa parecer a grande maioria das pessoas que exercem ofício ministerial no Brasil trabalham na informalidade. Sequer têm carteira assinada. Plano de saúde, FGTS, vale refeição e transporte para eles são artigos de extremo luxo.
Como o capitalismo, que já desumano, pode tratar melhor seus funcionários se as igrejas evangélicas estão cada vez mais ricas? Como é possível os trabalhadores da igreja gozem de menos direitos que os demais?
E não para por aí se não apresentarem resultados numéricos de crescimento de membresia ou se não se enquadrarem na formatação institucional perdem o trabalho e terão sustento da família ameaçados.
É de fato uma cruz pesada demais para carregar. Como em toda organização capitalista o enriquecimento da liderança e da instituição só é possível diante da exploração dos trabalhadores.
Infelizmente em boa parte da igreja não é diferente. A lei trabalhista de "Deus" parece ser mais cruel e as pessoas realmente são "usadas por Deus"
Utilizando o subterfúgio de amor a obra, missão, vocação e ou "chamado" os colaboradores da igreja são lançados ao trabalho quase que 24 por 7. A todos os momentos o telefone toca e é preciso ir ao velório, ao hospital, a clínica de reabilitação etc.. Não há férias e nem descanso no trabalho ministerial.
A igreja está acima da família, amigos e até do descanso.
O pior é que esses trabalhadores voluntariamente se escravizam, na melhor das intenções, acreditando estar realizando um serviço a Deus.
Contrastando com a riqueza pujante das instituições, tenho inúmeros amigos que ao romperem com a institucionalidade ou chegarem a uma idade avançada estão encostados, abandonados e tem dificuldades de manter a própria existência. Fora o número crescente de suicídio de pastores que prefiro nem tocar aqui neste texto.
Por mais incrível que possa parecer a grande maioria das pessoas que exercem ofício ministerial no Brasil trabalham na informalidade. Sequer têm carteira assinada. Plano de saúde, FGTS, vale refeição e transporte para eles são artigos de extremo luxo.
Como o capitalismo, que já desumano, pode tratar melhor seus funcionários se as igrejas evangélicas estão cada vez mais ricas? Como é possível os trabalhadores da igreja gozem de menos direitos que os demais?
E não para por aí se não apresentarem resultados numéricos de crescimento de membresia ou se não se enquadrarem na formatação institucional perdem o trabalho e terão sustento da família ameaçados.
É de fato uma cruz pesada demais para carregar. Como em toda organização capitalista o enriquecimento da liderança e da instituição só é possível diante da exploração dos trabalhadores.
Infelizmente em boa parte da igreja não é diferente. A lei trabalhista de "Deus" parece ser mais cruel e as pessoas realmente são "usadas por Deus"
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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