Palavra do leitor
22 de dezembro de 2025- Visualizações: 621
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O blá blá blá e Cartinha para Deus
"A vida se apresenta como o palco, por onde escrevemos o que poderíamos ser: seres humanos, imagem e semelhança de Deus?’’
Texto de Eclesiastes 7.29 e Mateus 1.18-21
O mundo em que vivo e em que você vive se articula, cada vez mais, com intensidade, pela linguagem do blá blá blá. Anota-se, o mundo, por todos os cantos e recantos, marcado pelo blá blá blá das impressões subjetivas, por ser ofender com a verdade, por olhar só para si mesmo, por substituir o amor pelas satisfações, pelas distrações, pela reivindicação ditatorial dos meus direitos e a imposição para atender as minhas volições ou vontades, pelos entretenimentos e por eleger as ideias ao patamar de deuses. O mundo configurado pelo massacre, pela crueldade, por se conformar com a injustiça, por bater palmas para uma verdade sem sentido, para uma liberdade sem destino e para uma dignidade sem o motivo (o motivo de ver outro, como imagem e semelhança de Deus, dotado de dignidade, como valor intrínseco). O mundo adorador da violência ideológica, fundamentalista e revolucionária. O mundo das passionalidades. O mundo indiferente ao que é certo, ao que é correto e ao que é pleno. O mundo da razão morta. O mundo do mérito sufocado. O mundo das diferenças e das distinções anuladas. O mundo das vitimizações. O mundo de dois pesos e duas medidas. O mundo sem o belo ou o estético. O mundo sem o bom ou ético. O mundo sem o metafísico, o transcendente e o eterno. O mundo acomodado e tudo bem. Ora, há em Eclesiastes, sim e sim, a resposta oferecida em Jesus Cristo, o Kairós para todos, porque evoca de que embora a vida seja passageira, as conquistas como um vapor que se desfaz, com os efeitos do tempo, em Jesus Cristo, o coração – útero do Natal, podemos encontrar a linguagem do eterno, sermos reconectados com algo a mais do que nossa trajetória terrena.
Cartinha para Deus
Texto de Eclesiastes 11.9
Os cinquenta e dois anos estão aí, como fato irrevogável e ponto final, na minha vida. O quanto isso me trouxe a balia ou à tona ou a memória verdades objetivas, sem rodeios e sem vernizes linguísticos. Na mais crua e nua realidade, quando era criança, cheguei a escrever para o Papai Noel e na espera de que seria lembrado. Depois disso, lá pela adolescência, cheguei a preencher pedidos no papel para na passagem de ano os apresentar e ser agraciado pelo Deus Criador de tudo e de todos. Bem, até hoje, ainda espero uma resposta do Noel e do que escrevi, no momento de culto de ano novo, nem sequer me lembrar mais. Sem querer fazer discursos pessimistas, agoureiros e desmantelar quem cultiva isso, valho-me para fazer uma séria e sincera reflexão sobre a minha vida e, quem sabe, possa ser benéfico, em prol da sua vida. Afinal, chego, a cada ano, num caminho de envelhecer e amadurecer, de que o que preciso, verdadeiramente, se direciona a ser alcançado pela presença do Deus Ser Humano Jesus Cristo. Decerto, preciso viver as consequências espirituais de uma vida com Deus, de uma vida marcada pela justiça que me leva ao outrem, da temperança, da fortaleza e da prudência. Por mais que bata de frente com o meu ego inflado e tirânico, reconhecer o quanto careço dessa Maravilhosa Graça e dessa Misericórdia para não acreditar de que me basto e de que posso seguir solitário. O quanto preciso do Deus Ser Humano Jesus Cristo para aprender a dar vida, a doar vida, a dar esperança, a doar esperança, a dar fé, a doar fé, a dar misericórdia, a doar misericórdia. O quanto preciso do Deus Ser Humano Jesus Cristo para me ajudar, para me apoiar, para me fazer ser bom, praticar a bondade, a fazer o bem, porque minha natureza não se inclina muito para isso. O quanto preciso do Deus Ser Humano Jesus Cristo para ser envolvido por esse amor dos vazios (do ventre vazio, da Cruz vazia, do túmulo vazio para que fossemos ascendidos para sermos entrançados por esse amor Jesus Cristo). Ademais, seja essa a minha cartinha para Deus, a par de que estou numa realidade de indiferenças e frivolidades, de idolatrias e de zombarias, de almas num estado de desajustes e vazios, porque, tão somente assim, poderei vivenciar a graça das bem-aventuranças.
Texto de Eclesiastes 7.29 e Mateus 1.18-21
O mundo em que vivo e em que você vive se articula, cada vez mais, com intensidade, pela linguagem do blá blá blá. Anota-se, o mundo, por todos os cantos e recantos, marcado pelo blá blá blá das impressões subjetivas, por ser ofender com a verdade, por olhar só para si mesmo, por substituir o amor pelas satisfações, pelas distrações, pela reivindicação ditatorial dos meus direitos e a imposição para atender as minhas volições ou vontades, pelos entretenimentos e por eleger as ideias ao patamar de deuses. O mundo configurado pelo massacre, pela crueldade, por se conformar com a injustiça, por bater palmas para uma verdade sem sentido, para uma liberdade sem destino e para uma dignidade sem o motivo (o motivo de ver outro, como imagem e semelhança de Deus, dotado de dignidade, como valor intrínseco). O mundo adorador da violência ideológica, fundamentalista e revolucionária. O mundo das passionalidades. O mundo indiferente ao que é certo, ao que é correto e ao que é pleno. O mundo da razão morta. O mundo do mérito sufocado. O mundo das diferenças e das distinções anuladas. O mundo das vitimizações. O mundo de dois pesos e duas medidas. O mundo sem o belo ou o estético. O mundo sem o bom ou ético. O mundo sem o metafísico, o transcendente e o eterno. O mundo acomodado e tudo bem. Ora, há em Eclesiastes, sim e sim, a resposta oferecida em Jesus Cristo, o Kairós para todos, porque evoca de que embora a vida seja passageira, as conquistas como um vapor que se desfaz, com os efeitos do tempo, em Jesus Cristo, o coração – útero do Natal, podemos encontrar a linguagem do eterno, sermos reconectados com algo a mais do que nossa trajetória terrena.
Cartinha para Deus
Texto de Eclesiastes 11.9
Os cinquenta e dois anos estão aí, como fato irrevogável e ponto final, na minha vida. O quanto isso me trouxe a balia ou à tona ou a memória verdades objetivas, sem rodeios e sem vernizes linguísticos. Na mais crua e nua realidade, quando era criança, cheguei a escrever para o Papai Noel e na espera de que seria lembrado. Depois disso, lá pela adolescência, cheguei a preencher pedidos no papel para na passagem de ano os apresentar e ser agraciado pelo Deus Criador de tudo e de todos. Bem, até hoje, ainda espero uma resposta do Noel e do que escrevi, no momento de culto de ano novo, nem sequer me lembrar mais. Sem querer fazer discursos pessimistas, agoureiros e desmantelar quem cultiva isso, valho-me para fazer uma séria e sincera reflexão sobre a minha vida e, quem sabe, possa ser benéfico, em prol da sua vida. Afinal, chego, a cada ano, num caminho de envelhecer e amadurecer, de que o que preciso, verdadeiramente, se direciona a ser alcançado pela presença do Deus Ser Humano Jesus Cristo. Decerto, preciso viver as consequências espirituais de uma vida com Deus, de uma vida marcada pela justiça que me leva ao outrem, da temperança, da fortaleza e da prudência. Por mais que bata de frente com o meu ego inflado e tirânico, reconhecer o quanto careço dessa Maravilhosa Graça e dessa Misericórdia para não acreditar de que me basto e de que posso seguir solitário. O quanto preciso do Deus Ser Humano Jesus Cristo para aprender a dar vida, a doar vida, a dar esperança, a doar esperança, a dar fé, a doar fé, a dar misericórdia, a doar misericórdia. O quanto preciso do Deus Ser Humano Jesus Cristo para me ajudar, para me apoiar, para me fazer ser bom, praticar a bondade, a fazer o bem, porque minha natureza não se inclina muito para isso. O quanto preciso do Deus Ser Humano Jesus Cristo para ser envolvido por esse amor dos vazios (do ventre vazio, da Cruz vazia, do túmulo vazio para que fossemos ascendidos para sermos entrançados por esse amor Jesus Cristo). Ademais, seja essa a minha cartinha para Deus, a par de que estou numa realidade de indiferenças e frivolidades, de idolatrias e de zombarias, de almas num estado de desajustes e vazios, porque, tão somente assim, poderei vivenciar a graça das bem-aventuranças.
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