Palavra do leitor
13 de fevereiro de 2026- Visualizações: 1660
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Nada é suficiente
Rolando o reels do Instagram, me deparei com um poema sobre ter todo o tempo do mundo e como isso nos levaria a não fazer nada, mesmo achando que poderíamos fazer tudo. Esse engraçado, porem reflexivo, poema começa flertando com a ideia do que a autora faria se tivesse todo tempo do mundo e os sonhos são grandes: viajar para a Itália, comprar um vestido, confessar o amor… Mas logo em seguida vem o baque, ela percebe que tudo isso seria uma mentira, ela só ficaria deitada o dia todo e iria deixar tudo para depois. Essa é a graça da humanidade, o que faz tudo valer é a data de validade, é saber que se não corrermos agora pode ser que nunca alcancemos o que queremos. O próprio querer é um conceito interessante por si só.
O querer
O querer é o que nos move, é o que nos faz levantar da cama cedo, é o que nos faz não largar tudo e fazer o que realmente queremos. Nós queremos a grandeza, então isso nos faz aguentar a árdua jornada e não correr atrás do que realmente queremos que é a paz.
Nunca queremos o que queremos! O querer se perdeu no fim onde o meio é conquistar.
Queremos uma casa na praia e o dolce far niente, mas vivemos no caos da cidade, cheios de responsabilidades e excessos. Não há suficiência em nós, Schopenhauer fala sobre a ânsia de ter e o tédio de possuir, nós aproveitamos o querer mais do que o conseguir. É como quando passamos o ano todo querendo um brinquedo e quando ganhamos não conseguimos parar de brincar com ele, mas daí ele perde a graça e de repente já estamos morrendo de desejo por outro brinquedo. Aquele objeto que juramos que bastaria para satisfazer nosso desejo se torna insuficiente, engraçado não? Afinal, tudo é suficiente até a gente ter, é aí que percebemos que nada é suficiente para nós. Vivemos em ciclos; como diria Bauman, somos uma sociedade líquida. Nossos amores, dores e desejos passam.
A insuficiência
Tudo se torna insuficiente pois sempre estamos querendo algo novo. Eu costumava dizer que o ser humano é um ser em movimento, sempre mudando, sempre evoluindo, sempre se adaptando a algo, acho que isso talvez justifique a insuficiência até da própria suficiência, nós mesmos somos insuficientes, estamos sempre correndo em busca de algo novo que talvez nos complete, estamos sempre nos adaptando a uma nova ideia, uma nova moda, um novo ciclo, uma nova trend… Pulando de galho em galho e nunca nos prendendo a nada, porque nós mesmos somos insuficientes para tal feito. E é aí que somos apresentados para o conceito mais estonteante que há: um homem que é suficiente por si só e, em sua suficiência, transborda. C.S. Lewis escreve que o mal é vazio e quer ser preenchido, mas Deus é pleno e, por isso, transborda. Numa escala entre o vazio e a plenitude, nós ficamos no meio: não somos vazios, mas também não somos plenos. Somos incompletos.
Isso me lembra de Juízes capítulo 16, versículo 20, onde nos encontramos com Sansão e seu recém novo estado. Um dos usos para a palavra usada no hebraico para descrever que o Senhor havia se retirado de Sansão é "deixar incompleto", é assim que nós somos sem o Espírito Santo, incompletos. Fadados a nos tornar líquidos, buscando em tudo satisfação, mas nunca encontrando suficiência, querendo e nunca desfrutando, tendo e mesmo assim nunca bastando. Nossa alma antes ligada com Deus ficou incompleta, perdeu a conexão, está fadada a soldar um abismo com ar e não se pode fazer isso, como brilhantemente escreve Emily Dickinson. Entretanto, enquanto para nós nada é suficiente, inclusive a própria ideia de suficiência, para Deus Ele é sua própria suficiência, Ele é pleno e habita em plenitude pelos séculos dos séculos.
A plenitude
Nós olhamos para dentro e não vemos nada, olhamos para cima e aí encontramos força. Deus olha para dentro e se vê, olha para cima e se vê porque é rodeado de plenitude. Então, aí está o nosso remédio para a insuficiência, um Deus que quando o olhamos nunca vemos vazio, ao contrário, toda vez que olhamos para o Senhor vemos algo novo, pleno e suficiente. Um Deus multifacetado, mas sempre suficiente. O seu Espírito é pleno, o seu Filho é pleno e Ele próprio é pleno, três em um habitando em conjunto a mesma plenitude.
1 João 1:16 "todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça"
Ele é pleno, por isso transborda e nos agracia. A maior plenitude disponível para nós está em reconhecer que não somos plenos, o que de fato somos é incompletos e a paz está em saber que encontramos plenitude nele. Ela vem para nós através de Deus, mas nunca de nós. A insuficiente, insegura e perturbada alma humana é agraciada pelo perdão de Cristo, pois apenas por meio dele recebemos de sua plenitude. Nada é suficiente, mas Cristo é suficiente! O que isso quer dizer? significa que nada o que temos ou almejamos ter aqui, nossos amores, sonhos, alegrias e tristezas, o próprio querer ou a suficiência em si, nada é suficiente! Mas Cristo é suficiente, e por meio dele achamos suficiência em tudo, pois apenas Ele torna nossa alma completa de novo!
O querer
O querer é o que nos move, é o que nos faz levantar da cama cedo, é o que nos faz não largar tudo e fazer o que realmente queremos. Nós queremos a grandeza, então isso nos faz aguentar a árdua jornada e não correr atrás do que realmente queremos que é a paz.
Nunca queremos o que queremos! O querer se perdeu no fim onde o meio é conquistar.
Queremos uma casa na praia e o dolce far niente, mas vivemos no caos da cidade, cheios de responsabilidades e excessos. Não há suficiência em nós, Schopenhauer fala sobre a ânsia de ter e o tédio de possuir, nós aproveitamos o querer mais do que o conseguir. É como quando passamos o ano todo querendo um brinquedo e quando ganhamos não conseguimos parar de brincar com ele, mas daí ele perde a graça e de repente já estamos morrendo de desejo por outro brinquedo. Aquele objeto que juramos que bastaria para satisfazer nosso desejo se torna insuficiente, engraçado não? Afinal, tudo é suficiente até a gente ter, é aí que percebemos que nada é suficiente para nós. Vivemos em ciclos; como diria Bauman, somos uma sociedade líquida. Nossos amores, dores e desejos passam.
A insuficiência
Tudo se torna insuficiente pois sempre estamos querendo algo novo. Eu costumava dizer que o ser humano é um ser em movimento, sempre mudando, sempre evoluindo, sempre se adaptando a algo, acho que isso talvez justifique a insuficiência até da própria suficiência, nós mesmos somos insuficientes, estamos sempre correndo em busca de algo novo que talvez nos complete, estamos sempre nos adaptando a uma nova ideia, uma nova moda, um novo ciclo, uma nova trend… Pulando de galho em galho e nunca nos prendendo a nada, porque nós mesmos somos insuficientes para tal feito. E é aí que somos apresentados para o conceito mais estonteante que há: um homem que é suficiente por si só e, em sua suficiência, transborda. C.S. Lewis escreve que o mal é vazio e quer ser preenchido, mas Deus é pleno e, por isso, transborda. Numa escala entre o vazio e a plenitude, nós ficamos no meio: não somos vazios, mas também não somos plenos. Somos incompletos.
Isso me lembra de Juízes capítulo 16, versículo 20, onde nos encontramos com Sansão e seu recém novo estado. Um dos usos para a palavra usada no hebraico para descrever que o Senhor havia se retirado de Sansão é "deixar incompleto", é assim que nós somos sem o Espírito Santo, incompletos. Fadados a nos tornar líquidos, buscando em tudo satisfação, mas nunca encontrando suficiência, querendo e nunca desfrutando, tendo e mesmo assim nunca bastando. Nossa alma antes ligada com Deus ficou incompleta, perdeu a conexão, está fadada a soldar um abismo com ar e não se pode fazer isso, como brilhantemente escreve Emily Dickinson. Entretanto, enquanto para nós nada é suficiente, inclusive a própria ideia de suficiência, para Deus Ele é sua própria suficiência, Ele é pleno e habita em plenitude pelos séculos dos séculos.
A plenitude
Nós olhamos para dentro e não vemos nada, olhamos para cima e aí encontramos força. Deus olha para dentro e se vê, olha para cima e se vê porque é rodeado de plenitude. Então, aí está o nosso remédio para a insuficiência, um Deus que quando o olhamos nunca vemos vazio, ao contrário, toda vez que olhamos para o Senhor vemos algo novo, pleno e suficiente. Um Deus multifacetado, mas sempre suficiente. O seu Espírito é pleno, o seu Filho é pleno e Ele próprio é pleno, três em um habitando em conjunto a mesma plenitude.
1 João 1:16 "todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça"
Ele é pleno, por isso transborda e nos agracia. A maior plenitude disponível para nós está em reconhecer que não somos plenos, o que de fato somos é incompletos e a paz está em saber que encontramos plenitude nele. Ela vem para nós através de Deus, mas nunca de nós. A insuficiente, insegura e perturbada alma humana é agraciada pelo perdão de Cristo, pois apenas por meio dele recebemos de sua plenitude. Nada é suficiente, mas Cristo é suficiente! O que isso quer dizer? significa que nada o que temos ou almejamos ter aqui, nossos amores, sonhos, alegrias e tristezas, o próprio querer ou a suficiência em si, nada é suficiente! Mas Cristo é suficiente, e por meio dele achamos suficiência em tudo, pois apenas Ele torna nossa alma completa de novo!
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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