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Palavra do leitor

Persiste o ódio, a rivalidade

Um cristão defender a legitimidade de Israel parece ser uma grande aberração, uma heresia, possivelmente por se desconhecer o que diz a Palavra de Deus a respeito da história e futuro desse povo.

Grande parte da humanidade apesar do tão cultivado politicamente correto, no qual se fala o que os ouvidos alheios se agradam em ouvir, esse mundo rejeita a menção do nome de Deus, e, principalmente, o de Jesus que disse: "Sereis odiados por causa do meu nome" (Mt 10.22).

Com a maior convicção nega-se que a história bíblica tenha mesmo ocorrido, sobretudo a sobrenaturalidade do nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus; chega-se a dizer que é "estória da carochinha", como ouvi há 44 anos.

É costumeiro negar fatos históricos como o holocausto, que dizimou seis milhões de judeus; os inimigos de Israel negam com a maior energia e radicalidade que tenha ocorrido esse fato nefastamente histórico do mesmo modo que rejeitam o Senhor Jesus.

Tive uma experiência, certa feita, que me mostrou que a melhor estratégia para desfazer uma rodinha de conversas, na hora do trabalho, é citar o nome de Jesus, que está acima de todo nome: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4.12).

Voltando ao que ocorre com Israel, por se desconhecer o que diz a Escritura Sagrada, esse é o povo mais odiado do mundo, em que pese a literalidade do cumprimento das promessas de Deus a seu respeito.

Como Deus não mente (Nm 23.19) e é fiel às suas profecias e promessas, o caminho encontrado para desqualificá-las é a negativa de que Ele, de fato, tenha dito essas palavras ou tenha desejado dizê-las; as Escrituras Sagradas atestam fidedignamente a história e o que, ainda, há de vir.

A única explicação é que se desconhece que Deus disse em relação a Israel: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3).

Não apenas se ignora, mas desdenha-se de Deus não crendo que Ele cumpre as suas promessas, O Senhor não pode ser infiel em relação a Si mesmo; Ele não vai trair as suas próprias Palavras.

Há um texto muito claro e forte a respeito: "Se falharem essas leis fixas [sobre o céu, o sol e a lua] diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre (...) Esta Jerusalém jamais será desarraigada ou destruída" (Jr. 31.36-40).

O mundo se "acovarda" quando alguns países juram que vão varrer Israel do mapa para aniquilar com os judeus; para isso, inclusive, estão construindo armas nucleares e as demais nações mostram indiferença como se não estivesse ocorrendo; se Israel, todavia, em sua autodefesa, dá um tiro que seja, o mundo inteiro se levanta contra como ocorreu recentemente em Gaza e no sul do Líbano.

O motivo desse ódio é que o diabo sabe que Jesus vai voltar e retornará para o seu povo, pisará o Monte das Oliveiras (Zc 14.4) e "todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades" (Rm 11.26) (...) "porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis" (Rm 11.29).

Não é fácil a cultura desse mundo crer em um Deus que se deu em uma cruz em nosso lugar; mas essa cultura se dobra, de joelhos, se arrasta diante de pedaços de pau, de pedra, de bronze, de ferro, de gesso, e similares; se prostra diante de duendes, gnomos, gurus, figuras estranhas, monstros, e outros seres inanimados:

"Prata e ouro são os ídolos deles, obras das mãos de homens. Têm boca e não falam, têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram. Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta. Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam" (Sl 115.4-8].

Já passou a hora de estudarmos as Escrituras (Bíblia), estudarmos todo o seu contexto atentamente, refletir sob a direção de Deus, através do Seu Santo Espírito, e buscar sinceramente entender o que O Senhor disse, o que Ele prometeu [promete], o que Ele profetizou [profetiza] e assumirmos uma posição ao lado d’Ele e não contra a sua palavra.

Também é o momento de obedecermos à Palavra de Deus que orienta: "Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam" (Sl 122.6); oração essa também em favor dos árabes [palestinos] que residem naquela terra, hoje denominada Palestina, a bíblica Terra de Canaã/Israel, a terra prometida.

Também é muito importante a leitura do capítulo onze de Romanos e, ainda, Ezequiel 36 e 37, Jeremias 30 e 31, pois confirmam todas as promessas e a vontade de Deus a respeito de Israel no tempo do fim, o seu povo que Ele chama de "menina dos meus olhos" (Sl 17.8).

Devemos estudar, orar e pregar essa Palavra para que o mundo saiba, reconheça, receba e obedeça ao Deus verdadeiro, único e eterno.
São Paulo - SP
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