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Palavra do leitor

Meu livrinho

Permita-me falar de algo pessoal. Vou falar de algo inédito que me ocorreu, que publiquei sem nenhuma pretensão, mas que ganhou uma certa projeção. Eu tinha em mente há um bom tempo fazer isto, mas sempre adiei esta iniciativa, sempre achei desnecessário até porque muita gente já conhece uma parte dos meus escritos, principalmente aquilo que escrevo em versos e que cheguei a publicar neste espaço. Enfim, fiz um livrinho com cerca de 100 poemas, ou poesias que escolhi de forma aleatória, sem muita fé e sem muita graça. Apenas uma experiência, apenas para ver como fica e qual a repercussão do mesmo. Assim pensando agi procurando uma gráfica próxima, de pessoas amigas, para fazer o meu livro. Nem tinha noção de como seria, mas fui muito bem recebido e a resposta foi positiva. Depois de escolher e enviar as poesias fiquei pensando como seria o meu "filho único", a minha joia depois de pronto, cheirando a tinta sendo aberto e lido com avidez e curiosidade. Quando peguei o livro não tive boa impressão, foi um choque, mas depois descobri que foi o primeiro contato, o momento único e exato que originou aquele choque. Algumas poesias me pareceram estranhas colocadas naquele livrinho, mas depois que cheguei em casa, abri o pacote e derramei aqueles livros em cima da cama e comecei a ler e a degustar a minha mente foi abrindo e tudo foi se aclarando como um dia de sol depois da chuva. Quanto mais eu lia, mas eu queria ler e então me deparei com esta pequena poesia: "Quando eu era adolescente me levaram para pescar, mas eu nunca mais pesquei. Joguei o anzol na água e o peixe pegou, eu puxei e o peixe veio sobre a água. Eu peguei um peixe, um cará, achei bonito o peixe, lindo. Peguei um peixe, que emoção! Mas quando eu fui tirar o peixe do anzol, ai que dor! Eu rasguei a boca do peixe e ele chorou de dor, joguei-o de novo na água e nunca mais pesquei. Eu chorei também." Novamente chorei lendo este poema tão real e tão triste. Continuei lendo e relendo alguns poemas de diversos temas e assuntos, rimados ou não, mas que traziam a beleza de um coração e me faziam relembrar momentos de lição e de aprendizado vividos e sentidos por mim. A minha poesia é simples, despretensiosa, talvez seja por isto que ela tenha caído no gosto popular. Mas tudo isto é momento, porém em relação à poesia são momentos que ficam e se eternizam. Fiz poucos exemplares daquele livro, mas pelo seu teor e importância ele já faz parte de uma realidade antes sonhada e tão desejada por alguém que começou a escrever na beira da estrada num tempo em que não se tinha nada, mas se sonhava e acreditava no mundo e nas pessoas. Hoje a descrença é quase geral, hoje quase não se lê mais poesias, nem contos, nem crônicas e muito menos outros livros maiores e mais rebuscados. A própria Bíblia é pouco lida e talvez por isto seja tão mal explicada e praticada. Lembro-me de um fato ocorrido há muito tempo: um pastor tinha um costume que muita gente não gostava: ele pedia a igreja para se colocar de joelhos e ler, de forma alternada, o Salmo 119, o maior capítulo da Bíblia, são 176 versículos. Eu gostava quando isto acontecia, pois após a leitura orávamos uns 15 a 20 minutos, em silêncio ou de forma audível. Como era bom este momento! Hoje raramente se lê a Bíblia, raramente se carrega a Bíblia, pois ela está no celular e a leitura está no monitor da igreja para quem quiser ler. A Bíblia não é um livrinho de poesia escrito por um poeta incipiente que foi criado no interior de Minas, mas precisamente no município de Manhuaçu. A Bíblia é a Palavra de Deus e deve ser lida e digerida como tal. "Suas páginas eu leio, suas histórias releio sempre com mais atenção. Elas fluem no meu ser e atingem o meu coração. Leio sempre com vontade as histórias deste livro que me dão inspiração. Elas sempre me ajudam quando estou em aflição. Este livro é a Bíblia, a Palavra do Senhor, fonte de amor e saber. Sessenta e seis livros contém que encantam meu viver. Ela tem dois testamentos, é espelho, é verdade que faz bem a todo ser. Lendo a Bíblia me edifico e a Deus posso mais conhecer". (Cícero Alvernaz)
Mogi Guaçu - SP
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