Palavra do leitor
24 de fevereiro de 2026- Visualizações: 683
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Convertido, mas da boca para fora?
"Os nossos atos comportamentais sejam a manifestação daquilo que professamos’’.
Textos de Isaías 29:13-17
"O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim, e o temor que me têm é preceito de homens, aprendido de forma mecânica" e Marcos 2:13-17 - 13 Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multidão aproximou-se, e ele começou a ensiná-los. 14 Passando por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: "Siga-me". Levi levantou-se e o seguiu. 15 Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos[a] e "pecadores" estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam. 16 Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com "pecadores" e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: "Por que ele come com publicanos e ‘pecadores’?" 17 Ouvindo isso, Jesus lhes disse: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores".
Por qual motivo tantas pessoas embora se declarem cristãs, estão em comunidade cristãs, professam Jesus de Nazaré, o Cristo, e, ainda assim, aparentam um estado de conversão e sem as evidências de que possa mostrar e demonstrar ser, tanto aquilo que professa quanto como pratica, uma verdade? O por qual motivo não se observa, categoricamente, os efeitos de quem decide seguir o caminho do evangelho das boas notícias universais? O por qual motivo, em muitos, pode haver aquele som estridente, no reduto da solidão: será que sou convertido mesmo ou não passo de uma pessoa de convicções vagas e propalo discursos vazios? Indo ao texto de Isaías 29.13, constata-se o escancarar da farsa, do faz de conta, do parece e não é e não é mesmo, das roupagens de uma espiritualidade dominical, da participação em liturgias e ritualismos da boca para fora. A partir dos meandros ou dos enredos narrativos preconizados pelo Profeta Isaías, desembocamos na exposição de Marcos 2:13-17, quando Jesus avista Levi e o chama para uma mudança de direção e modificação, sem precedentes em sua maneira de ler a realidade e de interpretá-la. Atentemos, estamos diante de um coletor de impostos, de um funcionário de ações e funções estratégicas do Império Romano, com a incumbência de efetuar a coleta dos impostos. Decerto, uma figura sujeita a ser foco de rótulos, alcunhado como um potencial traidor e oportunista, paradigmatizado como um transgressor. Eis as embalagens de quem poderia se referir sobre Levi e, na contramão de todas essas colocações, Jesus se aproxima, não faz reivindicações para fazer isso, aquilo ou acolá, nem estabelece imposições para se fazer sacrifícios, oferendas, penitências, campanhas, orações e cânticos. Simplesmente, o Deus Teísta Ser Humano Jesus Cristo vai além, transcende, rompe e irrompe, sobrepuja e salta os abismos, não vê Levi como se fosse uma embalagem, uma etiqueta, uma pessoa vista a partir das multidões ou dos outros.
Presumidamente, vai além mesmo, e ao olhar para Levi, diga-se de passagem, sentado e, aqui, se descortina para quem está sentado na rotina de todos os dias, na repetição de atos e ações de quem desenhava a vida sempre na mensuração de custos e benefícios, do que se ganha e se perde, do que se rentabiliza e do que se alcança, como se a vida estivesse numa planilha de dados estatísticos. Não para nesta estação, Levi, o objeto de apontamentos dos outros, sentado no conformismo, nas convicções mais como redutos de quem já havia se acostumado com aquelas regras. Em meio a todo esse diagnóstico, Jesus convoca Levi para o futuro, a parti desse encontro, para um novo tempo, para criação de novas realidades, adentra na perspectiva da Graça, passa a celebrar a vida, começa a viver na convivência da esperança, da fé, do amor e do recomeçar. Decerto, a conversão não acontece no espetáculo do rebaixar, do diminuir, do descartar, do abominar, do humilhar e, diametralmente oposto, se pauta por se atentar aos que estão quebrados, aos que estão rachados, aos que estão sobre as consequências das infiltrações (as infiltrações causadas por palavras, por gestos, por atos, por comportamentos e, em muitas situações, deixamos debaixo do tapete, atrás da porta, debaixo da cama da nossa alma). A conversão se move por um deslocamento, por um redirecionar, por um novo tempo. Para tanto, o Deus Teísta Ser Humano Jesus Cristo pergunta:
• Onde você está sentado (no conformismo, no passado, nas convicções, nas aparências, na farsa, no faz de conta)?
• De quais ambientes devo me levantar, devo romper, devo me deslocar?
• O que me impede de celebrar a misericórdia, de partilhar e compartilhar o amor da convivência dos recomeços e se permitir participar do soerguer de caminhos de sentido e de não ser mais de ser um rótulo, uma etiqueta, um outdoor, um invólucro, uma embalagem do que os outros dizem e querem impor ou um convertido da boca para fora?
Textos de Isaías 29:13-17
"O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o coração deles está longe de mim, e o temor que me têm é preceito de homens, aprendido de forma mecânica" e Marcos 2:13-17 - 13 Jesus saiu outra vez para beira-mar. Uma grande multidão aproximou-se, e ele começou a ensiná-los. 14 Passando por ali, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: "Siga-me". Levi levantou-se e o seguiu. 15 Durante uma refeição na casa de Levi, muitos publicanos[a] e "pecadores" estavam comendo com Jesus e seus discípulos, pois havia muitos que o seguiam. 16 Quando os mestres da lei que eram fariseus o viram comendo com "pecadores" e publicanos, perguntaram aos discípulos de Jesus: "Por que ele come com publicanos e ‘pecadores’?" 17 Ouvindo isso, Jesus lhes disse: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores".
Por qual motivo tantas pessoas embora se declarem cristãs, estão em comunidade cristãs, professam Jesus de Nazaré, o Cristo, e, ainda assim, aparentam um estado de conversão e sem as evidências de que possa mostrar e demonstrar ser, tanto aquilo que professa quanto como pratica, uma verdade? O por qual motivo não se observa, categoricamente, os efeitos de quem decide seguir o caminho do evangelho das boas notícias universais? O por qual motivo, em muitos, pode haver aquele som estridente, no reduto da solidão: será que sou convertido mesmo ou não passo de uma pessoa de convicções vagas e propalo discursos vazios? Indo ao texto de Isaías 29.13, constata-se o escancarar da farsa, do faz de conta, do parece e não é e não é mesmo, das roupagens de uma espiritualidade dominical, da participação em liturgias e ritualismos da boca para fora. A partir dos meandros ou dos enredos narrativos preconizados pelo Profeta Isaías, desembocamos na exposição de Marcos 2:13-17, quando Jesus avista Levi e o chama para uma mudança de direção e modificação, sem precedentes em sua maneira de ler a realidade e de interpretá-la. Atentemos, estamos diante de um coletor de impostos, de um funcionário de ações e funções estratégicas do Império Romano, com a incumbência de efetuar a coleta dos impostos. Decerto, uma figura sujeita a ser foco de rótulos, alcunhado como um potencial traidor e oportunista, paradigmatizado como um transgressor. Eis as embalagens de quem poderia se referir sobre Levi e, na contramão de todas essas colocações, Jesus se aproxima, não faz reivindicações para fazer isso, aquilo ou acolá, nem estabelece imposições para se fazer sacrifícios, oferendas, penitências, campanhas, orações e cânticos. Simplesmente, o Deus Teísta Ser Humano Jesus Cristo vai além, transcende, rompe e irrompe, sobrepuja e salta os abismos, não vê Levi como se fosse uma embalagem, uma etiqueta, uma pessoa vista a partir das multidões ou dos outros.
Presumidamente, vai além mesmo, e ao olhar para Levi, diga-se de passagem, sentado e, aqui, se descortina para quem está sentado na rotina de todos os dias, na repetição de atos e ações de quem desenhava a vida sempre na mensuração de custos e benefícios, do que se ganha e se perde, do que se rentabiliza e do que se alcança, como se a vida estivesse numa planilha de dados estatísticos. Não para nesta estação, Levi, o objeto de apontamentos dos outros, sentado no conformismo, nas convicções mais como redutos de quem já havia se acostumado com aquelas regras. Em meio a todo esse diagnóstico, Jesus convoca Levi para o futuro, a parti desse encontro, para um novo tempo, para criação de novas realidades, adentra na perspectiva da Graça, passa a celebrar a vida, começa a viver na convivência da esperança, da fé, do amor e do recomeçar. Decerto, a conversão não acontece no espetáculo do rebaixar, do diminuir, do descartar, do abominar, do humilhar e, diametralmente oposto, se pauta por se atentar aos que estão quebrados, aos que estão rachados, aos que estão sobre as consequências das infiltrações (as infiltrações causadas por palavras, por gestos, por atos, por comportamentos e, em muitas situações, deixamos debaixo do tapete, atrás da porta, debaixo da cama da nossa alma). A conversão se move por um deslocamento, por um redirecionar, por um novo tempo. Para tanto, o Deus Teísta Ser Humano Jesus Cristo pergunta:
• Onde você está sentado (no conformismo, no passado, nas convicções, nas aparências, na farsa, no faz de conta)?
• De quais ambientes devo me levantar, devo romper, devo me deslocar?
• O que me impede de celebrar a misericórdia, de partilhar e compartilhar o amor da convivência dos recomeços e se permitir participar do soerguer de caminhos de sentido e de não ser mais de ser um rótulo, uma etiqueta, um outdoor, um invólucro, uma embalagem do que os outros dizem e querem impor ou um convertido da boca para fora?
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