Palavra do leitor
22 de junho de 2026- Visualizações: 27
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E, afinal, qual nosso proposito na vida?
Tenho pensado muito sobre propósito.
E quero começar por algo que, para nós cristãos, deveria ser o ponto de partida de qualquer conversa sobre esse assunto: fomos criados para adorar a Deus.
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (Jo 4:23)
Isso é algo que já sabemos. Não existe uma nova versão ou uma interpretação diferente para isso. Nosso fim é glorificar a Deus. Ponto.
Mas, nesses últimos dias, Deus tem me levado a refletir sobre como essa verdade se manifesta na prática. Não na teoria que ouvimos tantas vezes na igreja, mas na vida comum. Na segunda-feira. No trabalho. Nas contas para pagar. Nas semanas cansativas. Nas angústias que ninguém vê. Nos sonhos que carregamos no coração.
Porque é fácil dizer que vivemos para a glória de Deus. A pergunta que tem ecoado dentro de mim é: como isso acontece na minha realidade hoje?
Entre devocionais, conversas com meu marido e palavras que ouvi na igreja, comecei a pensar sobre o propósito da minha vida neste momento.
Sou assistente social. Durante muito tempo atuei diretamente com crianças e famílias em situação de extrema vulnerabilidade. Sempre enxerguei minha profissão como uma ferramenta que Deus me deu para alcançar pessoas, servir e testemunhar do amor de Cristo através da minha vida.
Então Deus me conduziu para outro lugar.
Hoje estou em uma área completamente diferente. Uma oportunidade melhor financeiramente, algo pelo qual orei durante muito tempo. Eu reconheço a provisão de Deus nisso. Seria injusto não reconhecer.
Mas confesso que, muitas vezes, me pego pensando: "Senhor, qual é o propósito de eu estar aqui?"
No meu trabalho atual quase não tenho contato com pessoas. Não consigo enxergar, de forma tão clara, aquilo que antes parecia tão evidente para mim.
E é nesse ponto que percebo o quanto ainda luto para entender propósito através daquilo que faço, quando Deus insiste em me lembrar que propósito tem mais a ver com quem eu pertenço do que com o lugar onde estou.
Talvez eu esteja tão acostumada a associar propósito a uma função, uma missão específica ou um cargo, que esqueço que meu chamado principal nunca foi uma profissão.
Meu chamado principal sempre foi Cristo.
E isso me confronta.
Porque, se o propósito da minha vida é glorificar a Deus, então ele não depende do ambiente em que estou. Não depende do quanto sou vista. Não depende de quantas pessoas estão ao meu redor. Não depende sequer da função que exerço.
Depende de quem está sendo revelado através da minha vida.
Recentemente ouvi alguém dizer que a vida passou a fazer sentido quando teve um filho. Aquela frase ficou na minha mente por dias.
Não porque seja algo errado. Filhos são uma dádiva do Senhor.
Mas aquilo me levou a refletir: será que a vida não deveria ter encontrado seu verdadeiro sentido quando recebemos Cristo?
Quando entendemos que éramos pecadores, que havia uma dívida impagável sobre nós, e que Jesus tomou o nosso lugar na cruz?
Quando compreendemos que fomos reconciliados com Deus?
Nenhuma conquista, nenhum relacionamento, nenhum sonho realizado pode carregar um peso que somente Cristo é capaz de sustentar.
Filhos são bênçãos, mas não são o propósito final.
Trabalho é bênção, mas não é o propósito final.
Sonhos realizados são bênçãos, mas não são o propósito final.
Tudo isso encontra seu devido lugar quando entendemos que existe algo maior: a glória de Deus.
Talvez seja por isso que tantas vezes ficamos frustrados. Transformamos meios em fins. Fazemos das bênçãos o propósito, quando elas deveriam apenas apontar para Aquele que nos abençoa.
Tenho aprendido que glorificar a Deus não está apenas nos grandes momentos da vida.
Está em acordar numa segunda-feira e lembrar que quem me sustenta não é meu salário, mas o Senhor.
Está em entender que minha identidade não está no trabalho que exerço.
Está em confiar quando não consigo enxergar claramente o próximo passo.
Está em descansar quando quero controlar tudo.
Porque a verdade é que eu gosto de ter respostas. Gosto de entender os processos. Gosto de saber para onde estou indo.
Mas Deus frequentemente me lembra que fé não é ter controle.
É confiar.
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim." (Gl 2:20)
Quanto mais reflito sobre isso, mais percebo que existe uma liberdade imensa no Evangelho.
Nós não precisamos provar nosso valor.
Não precisamos sustentar o mundo.
Não precisamos carregar pesos que Cristo já carregou.
A cruz declarou que a obra já foi consumada.
E talvez o maior desafio da vida cristã seja justamente esse: parar de viver como protagonistas e aprender a viver como reflexos.
Reflexos de Cristo.
Porque sem Ele não somos nada.
Nossa força é limitada.
Nossa mente é limitada.
Nosso entendimento é limitado.
Mas nEle encontramos tudo o que precisamos.
"Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou" (Rm 8.37).
E quero começar por algo que, para nós cristãos, deveria ser o ponto de partida de qualquer conversa sobre esse assunto: fomos criados para adorar a Deus.
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem." (Jo 4:23)
Isso é algo que já sabemos. Não existe uma nova versão ou uma interpretação diferente para isso. Nosso fim é glorificar a Deus. Ponto.
Mas, nesses últimos dias, Deus tem me levado a refletir sobre como essa verdade se manifesta na prática. Não na teoria que ouvimos tantas vezes na igreja, mas na vida comum. Na segunda-feira. No trabalho. Nas contas para pagar. Nas semanas cansativas. Nas angústias que ninguém vê. Nos sonhos que carregamos no coração.
Porque é fácil dizer que vivemos para a glória de Deus. A pergunta que tem ecoado dentro de mim é: como isso acontece na minha realidade hoje?
Entre devocionais, conversas com meu marido e palavras que ouvi na igreja, comecei a pensar sobre o propósito da minha vida neste momento.
Sou assistente social. Durante muito tempo atuei diretamente com crianças e famílias em situação de extrema vulnerabilidade. Sempre enxerguei minha profissão como uma ferramenta que Deus me deu para alcançar pessoas, servir e testemunhar do amor de Cristo através da minha vida.
Então Deus me conduziu para outro lugar.
Hoje estou em uma área completamente diferente. Uma oportunidade melhor financeiramente, algo pelo qual orei durante muito tempo. Eu reconheço a provisão de Deus nisso. Seria injusto não reconhecer.
Mas confesso que, muitas vezes, me pego pensando: "Senhor, qual é o propósito de eu estar aqui?"
No meu trabalho atual quase não tenho contato com pessoas. Não consigo enxergar, de forma tão clara, aquilo que antes parecia tão evidente para mim.
E é nesse ponto que percebo o quanto ainda luto para entender propósito através daquilo que faço, quando Deus insiste em me lembrar que propósito tem mais a ver com quem eu pertenço do que com o lugar onde estou.
Talvez eu esteja tão acostumada a associar propósito a uma função, uma missão específica ou um cargo, que esqueço que meu chamado principal nunca foi uma profissão.
Meu chamado principal sempre foi Cristo.
E isso me confronta.
Porque, se o propósito da minha vida é glorificar a Deus, então ele não depende do ambiente em que estou. Não depende do quanto sou vista. Não depende de quantas pessoas estão ao meu redor. Não depende sequer da função que exerço.
Depende de quem está sendo revelado através da minha vida.
Recentemente ouvi alguém dizer que a vida passou a fazer sentido quando teve um filho. Aquela frase ficou na minha mente por dias.
Não porque seja algo errado. Filhos são uma dádiva do Senhor.
Mas aquilo me levou a refletir: será que a vida não deveria ter encontrado seu verdadeiro sentido quando recebemos Cristo?
Quando entendemos que éramos pecadores, que havia uma dívida impagável sobre nós, e que Jesus tomou o nosso lugar na cruz?
Quando compreendemos que fomos reconciliados com Deus?
Nenhuma conquista, nenhum relacionamento, nenhum sonho realizado pode carregar um peso que somente Cristo é capaz de sustentar.
Filhos são bênçãos, mas não são o propósito final.
Trabalho é bênção, mas não é o propósito final.
Sonhos realizados são bênçãos, mas não são o propósito final.
Tudo isso encontra seu devido lugar quando entendemos que existe algo maior: a glória de Deus.
Talvez seja por isso que tantas vezes ficamos frustrados. Transformamos meios em fins. Fazemos das bênçãos o propósito, quando elas deveriam apenas apontar para Aquele que nos abençoa.
Tenho aprendido que glorificar a Deus não está apenas nos grandes momentos da vida.
Está em acordar numa segunda-feira e lembrar que quem me sustenta não é meu salário, mas o Senhor.
Está em entender que minha identidade não está no trabalho que exerço.
Está em confiar quando não consigo enxergar claramente o próximo passo.
Está em descansar quando quero controlar tudo.
Porque a verdade é que eu gosto de ter respostas. Gosto de entender os processos. Gosto de saber para onde estou indo.
Mas Deus frequentemente me lembra que fé não é ter controle.
É confiar.
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim." (Gl 2:20)
Quanto mais reflito sobre isso, mais percebo que existe uma liberdade imensa no Evangelho.
Nós não precisamos provar nosso valor.
Não precisamos sustentar o mundo.
Não precisamos carregar pesos que Cristo já carregou.
A cruz declarou que a obra já foi consumada.
E talvez o maior desafio da vida cristã seja justamente esse: parar de viver como protagonistas e aprender a viver como reflexos.
Reflexos de Cristo.
Porque sem Ele não somos nada.
Nossa força é limitada.
Nossa mente é limitada.
Nosso entendimento é limitado.
Mas nEle encontramos tudo o que precisamos.
"Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou" (Rm 8.37).
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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