Palavra do leitor
19 de junho de 2026- Visualizações: 30
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Os maus e os bons – Nós contra eles
Porque ele faz raiar o sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos - Jesus
Os versículos bíblicos devem ser sempre usados em pares. Para cada postulado existe seu contra postulado. Isso é o que Hegel chamou de dialética. Ficar preso em uma só perspectiva é que Luiz Sayão chama de teologia do Saci Pererê, de uma perna só.
De fato, a natureza nos proporciona uma série de pares, na biologia, na física etc. Isso é parte da criação, é parte do modelo divino.
A ação do ponto e contraponto de ambas as pernas proporciona o caminhar equilibrado. A conjunção da imagem do olho direito com a do olho esquerdo proporciona a visão tridimensional e assim por diante.
Na filosofia a tese e sua antítese gerarão uma síntese de pensamento.
Por isso, quando Satanás apesenta para Jesus textos bíblicos para questionar sua filiação divina, tentando lhe impulsionar ao erro, Jesus logo apresenta outro verso bíblico. "Pule no abismo, Deus vai te salvar em qualquer situação!" – "É verdade, Deus sempre irá me salvar, mas não irei tentá-lo". Síntese: nunca pule em abismos, mesmo sendo você um filho de Deus.
Dito isto, estávamos refletindo na tese de que não há um bom, por isso não devemos fazer parte do jogo do "nós contra eles". E para isso estávamos nos apoiando na passagem do jovem rico.
Parece que aquele homem se achava bom suficiente. E Jesus o coloca a prova:
Se você se acha bom, façamos então a prova dos nove para ver se esta equação fecha. Vejamos se você é um conservador de verdade, como são seus costumes. Você guarda os mandamentos?
O rapaz parece ter uma "reputação ilibada" e ter guardado tudo (não matar, não adulterar, não dizer falso testemunho...) desde sua juventude. Ele passa no primeiro teste.
Jesus o ama. (Coisa que ele faz indiscriminadamente. Mas ali, com aquele jovem rico parece fazer de forma especial). Ele percebe sua angústia, sua insatisfação, sua miséria...
O bom Mestre vai então para o teste mais duro. Voltemos aos mandamentos, à primeira parte do decálogo. Como está seu relacionamento com Deus?
Isso não é uma interpretação precipitada. O fato é que as pessoas querem vida eterna sem Deus, sem Jesus!?
Jesus disse aos doutores da lei, vocês examinam as escrituras pois pensam ter nelas a vida eterna e não querem vir a mim que sou fonte da vida.
O que Jesus está dizendo àquele jovem rico é a mesma coisa. Você quer ter a vida eterna, mas não quer ter um relacionamento comigo?!
Só uma coisa te falta. Disse Jesus.
Ele detalha essa uma coisa em duas etapas e três verbos: Primeira etapa: ir – vender e dar. Segunda: vir – e seguir.
O homem falha nesse teste porque seu deus são suas riquezas, ele está preso em si mesmo. Ele é tão individualista que nunca amou a Deus verdadeiramente e muito menos a seu próximo que vivia em necessidade enquanto ele só prosperava. Ele vai embora triste.
Aqui nosso Rabi condena o primeiro erro, a primeira filosofia de vida, daqueles que vivem sob a cosmovisão da segurança das riquezas.
Mas e aqueles que não possuem nada? Que não podem ir, vender e dar?
Se por um lado vemos o Mestre cravar categoricamente que não existe um bom sequer, já em outra ocasião Ele mesmo irá lembrar que Deus faz raiar o sol sobre bons e maus. Então existe uma outra perspectiva, uma outra perna nessa teologia, uma antítese.
Sob a perspectiva eterna e divina, existem dois grupos de seres humanos: as cabras e as ovelhas, o joio e o trigo, os bons e os maus.
Por ser algo da perspectiva divina cabe a Ele, separar as cabras das ovelhas, o joio do trigo, os bons dos maus...
Não é nossa tarefa, seja lá qual régua usamos, quais critérios estabelecemos, nunca podemos nos colocar como juízes para separar aquilo que Deus uniu. Isso acontecerá no tempo certo, e será feito pela pessoa certa.
Síntese: Mesmo sabendo que nós não somos melhores do que ninguém e que nossos pressupostos também possuem seus vieses; ainda assim temos que estar cientes que existem grupos de pessoas más, sistemas sociais inteiros baseados em pressupostos falsos e mentirosos; nosso papel é somente evitar e nos afastarmos destes erros. Até mesmo apontá-los, denunciá-los e condená-los, mas sempre amar as pessoas indiscriminadamente. Como Jesus o fez.
Os versículos bíblicos devem ser sempre usados em pares. Para cada postulado existe seu contra postulado. Isso é o que Hegel chamou de dialética. Ficar preso em uma só perspectiva é que Luiz Sayão chama de teologia do Saci Pererê, de uma perna só.
De fato, a natureza nos proporciona uma série de pares, na biologia, na física etc. Isso é parte da criação, é parte do modelo divino.
A ação do ponto e contraponto de ambas as pernas proporciona o caminhar equilibrado. A conjunção da imagem do olho direito com a do olho esquerdo proporciona a visão tridimensional e assim por diante.
Na filosofia a tese e sua antítese gerarão uma síntese de pensamento.
Por isso, quando Satanás apesenta para Jesus textos bíblicos para questionar sua filiação divina, tentando lhe impulsionar ao erro, Jesus logo apresenta outro verso bíblico. "Pule no abismo, Deus vai te salvar em qualquer situação!" – "É verdade, Deus sempre irá me salvar, mas não irei tentá-lo". Síntese: nunca pule em abismos, mesmo sendo você um filho de Deus.
Dito isto, estávamos refletindo na tese de que não há um bom, por isso não devemos fazer parte do jogo do "nós contra eles". E para isso estávamos nos apoiando na passagem do jovem rico.
Parece que aquele homem se achava bom suficiente. E Jesus o coloca a prova:
Se você se acha bom, façamos então a prova dos nove para ver se esta equação fecha. Vejamos se você é um conservador de verdade, como são seus costumes. Você guarda os mandamentos?
O rapaz parece ter uma "reputação ilibada" e ter guardado tudo (não matar, não adulterar, não dizer falso testemunho...) desde sua juventude. Ele passa no primeiro teste.
Jesus o ama. (Coisa que ele faz indiscriminadamente. Mas ali, com aquele jovem rico parece fazer de forma especial). Ele percebe sua angústia, sua insatisfação, sua miséria...
O bom Mestre vai então para o teste mais duro. Voltemos aos mandamentos, à primeira parte do decálogo. Como está seu relacionamento com Deus?
Isso não é uma interpretação precipitada. O fato é que as pessoas querem vida eterna sem Deus, sem Jesus!?
Jesus disse aos doutores da lei, vocês examinam as escrituras pois pensam ter nelas a vida eterna e não querem vir a mim que sou fonte da vida.
O que Jesus está dizendo àquele jovem rico é a mesma coisa. Você quer ter a vida eterna, mas não quer ter um relacionamento comigo?!
Só uma coisa te falta. Disse Jesus.
Ele detalha essa uma coisa em duas etapas e três verbos: Primeira etapa: ir – vender e dar. Segunda: vir – e seguir.
O homem falha nesse teste porque seu deus são suas riquezas, ele está preso em si mesmo. Ele é tão individualista que nunca amou a Deus verdadeiramente e muito menos a seu próximo que vivia em necessidade enquanto ele só prosperava. Ele vai embora triste.
Aqui nosso Rabi condena o primeiro erro, a primeira filosofia de vida, daqueles que vivem sob a cosmovisão da segurança das riquezas.
Mas e aqueles que não possuem nada? Que não podem ir, vender e dar?
Se por um lado vemos o Mestre cravar categoricamente que não existe um bom sequer, já em outra ocasião Ele mesmo irá lembrar que Deus faz raiar o sol sobre bons e maus. Então existe uma outra perspectiva, uma outra perna nessa teologia, uma antítese.
Sob a perspectiva eterna e divina, existem dois grupos de seres humanos: as cabras e as ovelhas, o joio e o trigo, os bons e os maus.
Por ser algo da perspectiva divina cabe a Ele, separar as cabras das ovelhas, o joio do trigo, os bons dos maus...
Não é nossa tarefa, seja lá qual régua usamos, quais critérios estabelecemos, nunca podemos nos colocar como juízes para separar aquilo que Deus uniu. Isso acontecerá no tempo certo, e será feito pela pessoa certa.
Síntese: Mesmo sabendo que nós não somos melhores do que ninguém e que nossos pressupostos também possuem seus vieses; ainda assim temos que estar cientes que existem grupos de pessoas más, sistemas sociais inteiros baseados em pressupostos falsos e mentirosos; nosso papel é somente evitar e nos afastarmos destes erros. Até mesmo apontá-los, denunciá-los e condená-los, mas sempre amar as pessoas indiscriminadamente. Como Jesus o fez.
Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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