Palavra do leitor
02 de julho de 2026- Visualizações: 32
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Uma mineirice – Uai
Sou mineiro, nascido em Belo Horizonte, na rua Mato Grosso, travessa das avenidas Guajajaras e Augusto de Lima, bairro Barro Preto, há poucos metros do antigo campo do Cruzeiro e da Praça Raul Soares; assim, sendo mineiro não se aborreçam os mineiros com o uso que vou fazer do tema "Uai", uma nossa mineirice.
Na Avenida Guajajaras, perto dali, também estavam o Grupo Escolar Professor Caetano Azeredo, no qual fiz o curso primário, o Colégio Estadual, onde eu faria o curso ginasial caso não tivéssemos mudado para Juiz de Fora, em 1952; bem próximo, também, a minha primeira Escola Bíblica Dominical na 2ª Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, a capital dos mineiros.
Não tenho espaço para contar tudo, mas guardo diversas recordações dessa saudosa infância como andar de velocípede na Praça Raul Soares, que é redonda, linda e agradável; depois vinha o sorvete, na volta para casa, quando passávamos pela Av. Augusto de Lima – ainda existe aquela confeitaria.
Ganhei a minha primeira Bíblia, edição 1950, em um concurso bíblico na Escola Dominical, no qual tive o melhor desempenho.
Mineiro gosta de prosa, então vamos ao "UAI"!
Fiquei sabendo da história em que uma professora/historiadora perguntou ao Presidente Juscelino Kubitschek qual era a origem dessa expressão – "Uai" – e ele, como lhe era próprio, deu uma gostosa risada e respondeu: "não sei, mas a senhora, que é historiadora, vai descobrir e me contar."
Nessa condição de historiadora, ela percorreu todas as cidades históricas de Minas Gerais, visitando as igrejas nas quais manuseava o "Livro das Histórias da Paróquia": Ouro Preto, Sabará, Mariana, São João d’El Rey, Diamantina etc.
Justamente na terra do Juscelino, Diamantina, ela encontrou e copiou, no seu caderno, a história que, após isso, foi publicada em alguns periódicos, principalmente no "Jornal Correio Brasiliense".
Eis a história: à época da Inconfidência Mineira, os inconfidentes se reuniam, na madrugada, secretamente, nos porões de suas residências; para evitar que fossem descobertos combinaram uma "senha": cada inconfidente ao chegar dava três toques na porta: "toc, toc, toc" – o dono da casa também dava os três toques e perguntava "quem é?", ao que o visitante dizia "uai", sendo respondido com o mesmo "uai" e com a abertura da porta com confiança e segurança; o ritual se repetia cada vez que chegava outro inconfidente para a reunião.
Para eles qual era, então, o significado do "uai"?
U de união - A de amor - I de independência.
A expressão tornou-se um hábito entre eles, que, quando se encontravam na rua, no mercado, na praça, na igreja se cumprimentavam: "uai" e o outro respondia "uai" – assim a população assimilou e a usa até hoje; é um cumprimento pessoal característico nosso, uma mineirice só nossa, dos mineiros.
• UNIÃO – a Palavra de Deus nos ensina: "Oh quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união" (Sl 133.1).
O Senhor Jesus, também, orou ao Pai pelos seus seguidores da época e pelos futuros: "Não rogo somente por estes [os daquela época], mas também por aqueles que vierem a crer em mim por intermédio da sua Palavra; a fim de que TODOS SEJAM UM; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em Ti, sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste" (Jo 17.20-21).
• AMOR – também nos ensina a Palavra de Deus: "Nisto conhecemos o amor de Deus, que Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a vida pelos irmãos" (1Jo 3.16).
• INDEPENDÊNCIA – Não posso, nem devo me esquecer do primeiro versículo que aprendi; - na 2ª Igreja Presbiteriana de BH havia um versículo gravado na parede, acima do púlpito: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.32).
A independência, conforme aconteceu com o Brasil, dependeu da liberdade que o País passou a gozar em relação à Coroa [Portugal], liberdade essa proclamada por Pedro I, às margens do Ipiranga, aqui em São Paulo.
Também a nossa independência cristã, em relação às coisas do mal [e do mau] depende da liberdade que encontramos quando recebemos o Senhor Jesus no coração e, com isso, adquirimos o direito de passarmos a ser chamados filhos de Deus (Jo 1.12).
Concluo reafirmando as Palavras do Senhor Jesus: "Conhecereis a verdade [Ele próprio] e a verdade vos libertará" (Jo 8.32).
Não podemos, todavia, fazer uso dessa liberdade para vivermos na libertinagem, conforme preceitua a Palavra de Deus:
"Caros irmãos, fostes chamados para a liberdade. Todavia, não useis da liberdade como desculpa para vos franquear à carne; antes, sede servos uns dos outros mediante o amor" (Gl 5.13).
"Contudo, tendes cuidado para que o exercício da vossa liberdade não se torne um motivo de tropeço para os fracos" (1Co 8.9).
Uai, uma mineirice que deve reger os nossos procedimentos.
Na Avenida Guajajaras, perto dali, também estavam o Grupo Escolar Professor Caetano Azeredo, no qual fiz o curso primário, o Colégio Estadual, onde eu faria o curso ginasial caso não tivéssemos mudado para Juiz de Fora, em 1952; bem próximo, também, a minha primeira Escola Bíblica Dominical na 2ª Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, a capital dos mineiros.
Não tenho espaço para contar tudo, mas guardo diversas recordações dessa saudosa infância como andar de velocípede na Praça Raul Soares, que é redonda, linda e agradável; depois vinha o sorvete, na volta para casa, quando passávamos pela Av. Augusto de Lima – ainda existe aquela confeitaria.
Ganhei a minha primeira Bíblia, edição 1950, em um concurso bíblico na Escola Dominical, no qual tive o melhor desempenho.
Mineiro gosta de prosa, então vamos ao "UAI"!
Fiquei sabendo da história em que uma professora/historiadora perguntou ao Presidente Juscelino Kubitschek qual era a origem dessa expressão – "Uai" – e ele, como lhe era próprio, deu uma gostosa risada e respondeu: "não sei, mas a senhora, que é historiadora, vai descobrir e me contar."
Nessa condição de historiadora, ela percorreu todas as cidades históricas de Minas Gerais, visitando as igrejas nas quais manuseava o "Livro das Histórias da Paróquia": Ouro Preto, Sabará, Mariana, São João d’El Rey, Diamantina etc.
Justamente na terra do Juscelino, Diamantina, ela encontrou e copiou, no seu caderno, a história que, após isso, foi publicada em alguns periódicos, principalmente no "Jornal Correio Brasiliense".
Eis a história: à época da Inconfidência Mineira, os inconfidentes se reuniam, na madrugada, secretamente, nos porões de suas residências; para evitar que fossem descobertos combinaram uma "senha": cada inconfidente ao chegar dava três toques na porta: "toc, toc, toc" – o dono da casa também dava os três toques e perguntava "quem é?", ao que o visitante dizia "uai", sendo respondido com o mesmo "uai" e com a abertura da porta com confiança e segurança; o ritual se repetia cada vez que chegava outro inconfidente para a reunião.
Para eles qual era, então, o significado do "uai"?
U de união - A de amor - I de independência.
A expressão tornou-se um hábito entre eles, que, quando se encontravam na rua, no mercado, na praça, na igreja se cumprimentavam: "uai" e o outro respondia "uai" – assim a população assimilou e a usa até hoje; é um cumprimento pessoal característico nosso, uma mineirice só nossa, dos mineiros.
• UNIÃO – a Palavra de Deus nos ensina: "Oh quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união" (Sl 133.1).
O Senhor Jesus, também, orou ao Pai pelos seus seguidores da época e pelos futuros: "Não rogo somente por estes [os daquela época], mas também por aqueles que vierem a crer em mim por intermédio da sua Palavra; a fim de que TODOS SEJAM UM; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em Ti, sejam eles em nós; para que o mundo creia que Tu me enviaste" (Jo 17.20-21).
• AMOR – também nos ensina a Palavra de Deus: "Nisto conhecemos o amor de Deus, que Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a vida pelos irmãos" (1Jo 3.16).
• INDEPENDÊNCIA – Não posso, nem devo me esquecer do primeiro versículo que aprendi; - na 2ª Igreja Presbiteriana de BH havia um versículo gravado na parede, acima do púlpito: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (Jo 8.32).
A independência, conforme aconteceu com o Brasil, dependeu da liberdade que o País passou a gozar em relação à Coroa [Portugal], liberdade essa proclamada por Pedro I, às margens do Ipiranga, aqui em São Paulo.
Também a nossa independência cristã, em relação às coisas do mal [e do mau] depende da liberdade que encontramos quando recebemos o Senhor Jesus no coração e, com isso, adquirimos o direito de passarmos a ser chamados filhos de Deus (Jo 1.12).
Concluo reafirmando as Palavras do Senhor Jesus: "Conhecereis a verdade [Ele próprio] e a verdade vos libertará" (Jo 8.32).
Não podemos, todavia, fazer uso dessa liberdade para vivermos na libertinagem, conforme preceitua a Palavra de Deus:
"Caros irmãos, fostes chamados para a liberdade. Todavia, não useis da liberdade como desculpa para vos franquear à carne; antes, sede servos uns dos outros mediante o amor" (Gl 5.13).
"Contudo, tendes cuidado para que o exercício da vossa liberdade não se torne um motivo de tropeço para os fracos" (1Co 8.9).
Uai, uma mineirice que deve reger os nossos procedimentos.
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