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Palavra do leitor

Ainda que sejamos inoportunos

Há uns oito anos eu gravava, diariamente, vídeos a respeito da Palavra de Deus, postando-os, por mais de seis meses em uma das redes sociais; fiz, inclusive, gravações externas.

Em um deles esclarecei não se tratar de vanglória, nem ufanismo contar histórias que envolviam a minha pessoa ou os meus familiares; fiz, então, a leitura do texto a seguir como base do que eu iria falar:

"Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério" (2Tm 4.1-5).

A ressaltar que, hoje e à época, "cercarem-se de mestres segundo as suas próprias cobiças" é uma realidade; grassam, junto à população, algumas vãs e sutis filosofias com a finalidade de desacreditar as Sagradas Escrituras e o próprio Deus.

Em um dos vídeos narrei a história a seguir à qual já me referi anteriormente, todavia, reitero que não o faço por vaidade pessoal, nem por ufanismo, mas porque Jesus recomendou o nosso testemunho (Atos 1.8) e fatos envolvendo familiares não deixam de ser testemunhos pessoais.
Há décadas, quando do culto vespertino, entrou um homem já de idade, mais de 60 anos, sentou-se no último banco atento aos louvores, às orações e à pregação; sua fisionomia estava bastante carregada, bem triste como se estivesse passando por graves problemas pessoais.

Ao término do culto, como é costume, os adultos foram para o salão social para tomar um café, conversar, confraternizarem-se; os jovens foram jogar pebolim e pingue-pongue; o Edmar Júnior, meu filho mais velho, à época com vinte anos, foi conversar com aquele senhor e lhe expos o plano de salvação.

O idoso, glória tão somente a Deus, recebeu Jesus naquele momento, converteu-se e, ajoelhando junto com o jovem, publicamente declarou Jesus como seu único e suficiente salvador e senhor pessoal.

O idoso residia ao lado de uma das famílias da Igreja e surpresos por ela soubemos que, na terça-feira, que ele tivera um infarto fulminante, vindo a falecer; foram momentos de tristeza pela sua separação da família dos amigos e dos vizinhos; todavia, foi momento de glorificar a Deus porque, dois dias antes, o referido cidadão havia entregue o coração ao Senhor.

Não fôra aquela conversa com o jovem e sua decisão pessoal de receber o Senhor Jesus ele teria ido para a eternidade distante de Deus, mas, repito, glória a Deus porque aquele homem, agora irmão, conquistara a vida eterna ao lado do Senhor Jesus, e aos pés do nosso Deus.

Concluindo, mesmo que possamos ser considerados inoportunos e/ou incompreendidos pela postura de estar cotidianamente pregando a Palavra de Deus a toda criatura [Marcos 16.15], fazendo discípulos de todas as nações/ensinando-os [Mateus 28.19] e testemunhando (...) até aos confins da terra [Atos 1.8], as recomendações acima transcritas, da carta de Paulo a Timóteo, devem ser obedecidas por todos nós, enquanto cristãos, pois é vontade de Deus que nenhum pereça, mas que todos alcancem o arrependimento.

"Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2Pe 3.9).
São Paulo - SP
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