Palavra do leitor
16 de outubro de 2026- Visualizações: 88
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A qual grupo você pertence?
Havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? — São Paulo
Tem gente que parece adorar uma contenda. Afinal, não é isso que dá visualizações nas redes sociais? A briga chama a atenção. Outros parecem mesmo ser invejosos; querem apenas ter aquilo que os outros têm. Finalmente, surgem as dissensões. Pois uns puxam para um lado, outros empurram para o outro, e o que importa é traçar uma linha divisória bem clara para saber de que lado você está. É a lógica do "nós contra eles".
Poderíamos pensar que essas são atitudes tipicamente mundanas e que, no meio cristão, estamos imunes a essa doença. Mero engano... Essa é uma atitude humana. Também não é um privilégio das torcidas de futebol, nem dos tempos modernos. Mente quem diz que na política esse fenômeno é novo e que a polarização é coisa da atualidade. Mas temos que concordar que o problema, hoje, é que o foco ficou muito raso. Perdeu-se muito da substância. As contendas se tornaram cada vez mais por razões banais e insignificantes; as invejas, por coisas cada vez mais efêmeras; e as dissensões, por motivos completamente pífios. Se existem duas facções claramente opostas, parece melhor sabermos a qual delas pertencemos.
Pertencer a um grupo nos confere identidade. Podemos pertencer, por exemplo, ao grupo masculino ou ao grupo feminino, e isto, desde a infância, nos dá a identidade de quem somos, de como nos comportamos e de quem pretendemos nos tornar. Existem também grupos que se diferenciam por questões regionais ou culturais, e isto influencia fortemente nossa identidade. Em resumo, não há nada de errado em pertencer a um grupo qualquer e não pertencer a outro. Pode haver grupos aos quais pertencemos involuntariamente, enquanto em outros desejamos entrar por escolha própria.
A Bíblia diz que, porque todos são um em Cristo Jesus, "não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher". No Reino de Deus, os laços que nos unem são mais fortes do que as nossas diferenças. Nunca é um grupo contra o outro; existe muito mais uma complementação e menos uma concorrência baseada nas distinções. Por isso, é importante entender as diferenças e não negá-las. E, para isso, é preciso saber ouvir e saber enxergar. É necessário gastar tempo para se relacionar de forma intensiva com o outro, para o conhecer verdadeiramente, e ter coragem para se fazer conhecido. Simplesmente colocar um rótulo e deduzir, com base em preconceitos, uma série de consequências inverídicas é muito cômodo e simplório. Colocar o outro numa gaveta e, a partir dali deduzir de forma superficial e baseada em clichês o caráter das pessoas é um vício preguiçoso e injusto.
Quando a dinâmica do "nós contra eles" cinde a sociedade entre esquerda e direita, é legítimo manter uma posição política sólida. Contudo, a política molda apenas a nossa realidade temporal; ela jamais deve pautar a nossa identidade. Não podemos nos deixar escravizar por um jogo de poder que é ilusório e sedutor. É precisamente nesse cenário que a igreja pode e deve ser exemplo: atuando como sal e luz para promover a união e uma sadia coesão em uma sociedade rachada. Afinal, a nossa verdadeira posição está em Cristo, o único que detém a palavra final. É na rendição ao Seu domínio — e não nas esferas do Executivo, do Judiciário ou do Legislativo — que desfrutamos do Reino de Deus, o único lugar de onde emanam a perfeita justiça, a perfeita paz e a alegria no Espírito Santo.
Para resumirmos em uma única sentença: todo o poder não emana do povo, da política ou da democracia, mas emana exclusivamente de Deus, que é a sua fonte Suprema. Diante dessa realidade que transcende qualquer governo humano, a pergunta crucial que permanece é: a qual grupo você pertence? Ao daqueles que depositam a sua confiança no Senhor e no Seu Reino inabalável, ou ao daqueles que ainda insistem em confiar nos poderes efêmeros deste mundo?
Tem gente que parece adorar uma contenda. Afinal, não é isso que dá visualizações nas redes sociais? A briga chama a atenção. Outros parecem mesmo ser invejosos; querem apenas ter aquilo que os outros têm. Finalmente, surgem as dissensões. Pois uns puxam para um lado, outros empurram para o outro, e o que importa é traçar uma linha divisória bem clara para saber de que lado você está. É a lógica do "nós contra eles".
Poderíamos pensar que essas são atitudes tipicamente mundanas e que, no meio cristão, estamos imunes a essa doença. Mero engano... Essa é uma atitude humana. Também não é um privilégio das torcidas de futebol, nem dos tempos modernos. Mente quem diz que na política esse fenômeno é novo e que a polarização é coisa da atualidade. Mas temos que concordar que o problema, hoje, é que o foco ficou muito raso. Perdeu-se muito da substância. As contendas se tornaram cada vez mais por razões banais e insignificantes; as invejas, por coisas cada vez mais efêmeras; e as dissensões, por motivos completamente pífios. Se existem duas facções claramente opostas, parece melhor sabermos a qual delas pertencemos.
Pertencer a um grupo nos confere identidade. Podemos pertencer, por exemplo, ao grupo masculino ou ao grupo feminino, e isto, desde a infância, nos dá a identidade de quem somos, de como nos comportamos e de quem pretendemos nos tornar. Existem também grupos que se diferenciam por questões regionais ou culturais, e isto influencia fortemente nossa identidade. Em resumo, não há nada de errado em pertencer a um grupo qualquer e não pertencer a outro. Pode haver grupos aos quais pertencemos involuntariamente, enquanto em outros desejamos entrar por escolha própria.
A Bíblia diz que, porque todos são um em Cristo Jesus, "não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher". No Reino de Deus, os laços que nos unem são mais fortes do que as nossas diferenças. Nunca é um grupo contra o outro; existe muito mais uma complementação e menos uma concorrência baseada nas distinções. Por isso, é importante entender as diferenças e não negá-las. E, para isso, é preciso saber ouvir e saber enxergar. É necessário gastar tempo para se relacionar de forma intensiva com o outro, para o conhecer verdadeiramente, e ter coragem para se fazer conhecido. Simplesmente colocar um rótulo e deduzir, com base em preconceitos, uma série de consequências inverídicas é muito cômodo e simplório. Colocar o outro numa gaveta e, a partir dali deduzir de forma superficial e baseada em clichês o caráter das pessoas é um vício preguiçoso e injusto.
Quando a dinâmica do "nós contra eles" cinde a sociedade entre esquerda e direita, é legítimo manter uma posição política sólida. Contudo, a política molda apenas a nossa realidade temporal; ela jamais deve pautar a nossa identidade. Não podemos nos deixar escravizar por um jogo de poder que é ilusório e sedutor. É precisamente nesse cenário que a igreja pode e deve ser exemplo: atuando como sal e luz para promover a união e uma sadia coesão em uma sociedade rachada. Afinal, a nossa verdadeira posição está em Cristo, o único que detém a palavra final. É na rendição ao Seu domínio — e não nas esferas do Executivo, do Judiciário ou do Legislativo — que desfrutamos do Reino de Deus, o único lugar de onde emanam a perfeita justiça, a perfeita paz e a alegria no Espírito Santo.
Para resumirmos em uma única sentença: todo o poder não emana do povo, da política ou da democracia, mas emana exclusivamente de Deus, que é a sua fonte Suprema. Diante dessa realidade que transcende qualquer governo humano, a pergunta crucial que permanece é: a qual grupo você pertence? Ao daqueles que depositam a sua confiança no Senhor e no Seu Reino inabalável, ou ao daqueles que ainda insistem em confiar nos poderes efêmeros deste mundo?
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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