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Opinião

“Nós existimos para doar generosamente”

O futuro de missões globais passa, inevitavelmente, por um Brasil significativamente mais generoso

Por Paulo Humaitá

Generosidade e negócios tem muito mais a ver do que você imagina. Antes de tudo, vale lembrar: empresas são a única criadora de valor em nossa sociedade. Todas as demais instituições, governos etc, só sobrevivem e distribuem recursos, por conta do valor criado e compartilhado pelo motor empreendedor.

Há dois anos, realizei um projeto freelancer para uma organização americana que trabalha com projetos de empreendedorismo na África. Durante uma visita à sede da instituição na Cidade de Oklahoma, fui apresentado a Mike Beckham, fundador e CEO da Simple Modern. Assisti à apresentação da empresa. Primeiro, com desconfiança. Depois, com surpresa e entusiasmo.

Imagine uma empresa cuja declaração de missão afirma: “Nós existimos para doar generosamente”. Desde a fundação, os sócios decidiram destinar 10% dos lucros a causas sociais. Esse compromisso já resultou em mais de 60 milhões de reais doados a mais de mil organizações de impacto nos Estados Unidos e em outros países.

Mas esse percentual é apenas um aspecto, talvez o mais visível, do modelo de generosidade organizacional da Simple Modern. Para a alta liderança, a generosidade vai muito além da filantropia tradicional. Ela se manifesta na forma como a empresa se relaciona com funcionários, fornecedores e clientes, de maneira intencional, criativa e consistente. É como se o business model canvas tivesse sido reaberto e cada elemento avaliado sob as lentes da generosidade. Isso, sim, é inovação. Vender garrafas térmicas bonitas e funcionais? Apenas um detalhe de uma proposta de valor muito mais profunda.

Ao final da conversa, eu disse a Mike: “Preciso fazer algo sobre isso no meu país”.

Dessa inquietação, surgiram conselhos, conexões e um mergulho mais profundo no estudo da generosidade estratégica. Foi assim que conheci a Generosity Path e comecei a liderar Jornadas de Generosidade (JOGs) no Brasil, uma ferramenta poderosa de mobilização e transformação.

Por onde comecei? Pelo meu próprio time, meus colegas de trabalho. Realizamos quatro encontros de duas horas cada. Os resultados foram surpreendentes. Agora o tema generosidade está presente na mesa de nossas famílias. Colaboradores noivos passaram a desenhar, juntos, um plano de generosidade para suas futuras famílias. Casais já casados construíram suas teses de generosidade familiar.

Mateus e Marina, moradores de São José dos Campos, SP, e membros da Igreja Presbiteriana do Aquarius, resumem assim sua experiência:

Passamos a separar, além das ofertas destinadas à igreja local, um percentual da renda familiar exclusivamente para generosidade. Uma reserva sem destino definido, mas com a convicção de que não seria voltada para nós mesmos. A partir dessa decisão, começamos a perceber inúmeras oportunidades de abençoar outras vidas. Essas ocasiões sempre estiveram ali, mas algo havia mudado em nós. Nosso coração foi sendo ajustado e deixamos de olhar apenas para o próprio conforto. É claro que ainda planejamos, pensamos no futuro e nos preparamos. Mas, diferente do homem que construiu celeiros maiores para aumentar seu poder de retenção, escolhemos nos contentar com a suficiência de um celeiro e investir na construção de mais canais de compartilhamento. E, como filhos do Dono do ouro e da prata, nada nos faltou, mesmo doando mais. Nossas orações têm sido: “Deus, nos abençoe mais financeiramente para que possamos ser mais generosos”.

O futuro de missões globais passa, inevitavelmente, por um Brasil significativamente mais generoso. Empreendedores, empresários, executivos e suas famílias ocupam um lugar central nessa transição.



Quer ideias práticas para começar?

1. Participe de uma JOG, aprenda e replique a experiência com seus amigos, familiares ou colegas de trabalho.
2. Consulte um bom advogado e conheça as diferentes possibilidades legais de renúncia fiscal. Você pode destinar seus recursos para os projetos que sua família deseja apoiar, inclusive cristãos e missionários.
3. Estude generosidade nas Escrituras e peça ao Espírito Santo que forme em você um estilo de vida cada vez mais generoso, muito além da contribuição financeira. Até porque doar financeiramente é o mínimo que devemos fazer.

  • Paulo Humaitá, fundador e CEO da Bluefields, é membro da Igreja Presbiteriana do Aquarius em São José dos Campos, SP. É casado com Talita e pai de Daniel. https://linktr.ee/paulohumaita.
Versão ampliada do artigo Histórias de generosidade - “Nós existimos para doar generosamente”, publicado na edição 418 de Ultimato.

Imagens: Bluefields Summit 2025 em São Paulo, SP, com Jornada de Generosidade (JOG) para empresários e executivos. Arquivo pessoal.


REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (ATOS 20.35)
A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.

Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.

É disso que trata a
edição 418. Para assinar, clique aqui.

Saiba mais:
» Por que estamos doando menos?, por Cassiano Luz
» Você já pensou em deixar herança para uma boa causa?, por Délnia Bastos
» Como ser generoso quando você depende da generosidade de outros?, por Jason Garder
» O Discípulo Radical, John Stott
» Estudo bíblico “Generosidade ou avareza?”

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