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Vocare Camp: em quatro dias conectando 350 jovens com a Missão de Deus

Por Lissânder Dias

O Vocare Camp conectou convicções, chamados e sonhos em torno da compreensão sobre a essência, os valores e os desafios da Missão de Deus para hoje. Promovido pelo Movimento Vocare, após quase três anos sem um encontro nacional presencial, o evento reuniu cerca de 350 jovens cristãos no Acampamento Jovens da Verdade (JV), em Arujá (SP) de 16 a 19 de junho de 2022.

A diversidade das expressões vocacionais foi um marco evidente ao longo do evento: artistas, profissionais, estudantes, missionários, influencers digitais, pastores, comunicadores, empreendedores, assistentes sociais... presentes e dispostos a ouvir a voz de Deus sobre a jornada que estão trilhando. E foi possível ouvir muitos desafios. Entre eles, o de entregar a Deus o seu “nada” para que se torne o seu “tudo”, como disse o piloto da Missão do Céu, Arthur Cavichiolli. O pouco que temos vale muito nas mãos do Oleiro. Elza Tunara, da Cruzada Estudantil (CRU), testemunhou sobre sua descoberta vocacional e aconselhou: "Não se esqueça do que Deus falou a você no claro quando estiver no escuro". Outro testemunho veio de Matheus Ortega, um jovem economista e escritor que desafiou, por meio de sua própria história, os participantes a fazerem perguntas a Deus sobre pobreza e riqueza em busca do ideal de justiça social do Criador. Um garoto de 16 anos, com sérias limitações físicas nos membros inferiores e superiores, chamado Davi, impressionou os outros jovens ao compartilhar sua luta contra o “Golias” da vida, sem deixar de ter um senso de missão como atleta de surfe no Rio de Janeiro. “Deus quer te usar onde você está”, disse ele. Além desses, ouvimos outros testemunhos como o de jovens brasileiros que vivem em áreas rurais da Tailândia e da África, em laboratórios de pesquisa de geologia no Brasil, em universidades brasileiras, em ateliês de moda (unindo beleza e compromisso ambiental).

Identidade e desafios

Embalados por canções de adoração de músicos como Alvinho e Alexandre Magnani, os jovens se emocionaram com a Palavra de Deus gerando impacto em seus corações e relembrando a eles os princípios de uma vida com Cristo. Antes de uma carreira, fomos convidados a viver uma jornada contínua e dinâmica com o Senhor e com as pessoas. “Quando você for se relacionar com Deus, saiba que Ele está andando, está em movimento. Ninguém pode falar que tem comunhão profunda com Deus se estiver parado”. Essa foi uma das frases ditas pelo pastor Douglas Gonçalves, do ministério Jesus Copy, no segundo dia do Vocare Camp. Ele também desafiou os presentes a terem uma identidade fundamentada em Jesus, e não no mero autoconhecimento de uma geração egoísta. “Sua verdadeira identidade está em Cristo Jesus. Então pare de procurar em você e procure em Cristo. Você não foi criado para olhar para si mesmo, você foi criado para olhar para o outro, quem criou selfies fomos nós!”. Falando sobre sermos “sal” da terra, Douglas também lembrou que o sal é um item essencial na prateleira, e por isso não é necessário ser exposto. Seja necessário para o outro, e então não será preciso expor-se desnecessariamente, foi mais um dos conselhos que ele deu.

Coube a Ken Katayama, diretor global da agência Crossover, trazer os desafios concretos sobre a missão transcultural, com foco nos Povos Não Alcançados. Primeiramente, ele falou sobre a importância de tomarmos as decisões certas, de acordo com a vontade de Deus, o que envolve considerar os critérios de Deus (1Co 1.25-29). No segundo momento, baseado em Romanos 10.13-15, Ken enfatizou a necessidade de ter boas ambições, ou seja, aquelas que nascem de Deus. “O problema é que nossas ambições estão desconectadas com a realidade da tarefa inacabada”, disse ele. A tarefa inacabada deve ser a ambição santa da igreja. No terceiro encontro, Katayama compartilhou o exemplo de Ananias para ensinar sobre atitudes sábias que devemos ter diante da missão que Deus nos dá: 1) Ananias ouviu com um coração disponível; 2) obedeceu com um coração fiel; 3) serviu com um coração feliz. Foi lindo ver 41 jovens assumirem publicamente o compromisso com um chamado transcultural!

Na noite de sábado (18), o pastor Sinval Júnior, da Igreja Menonita e do ministério Expresso em Ação, destacou a necessidade da igreja incluir efetivamente as pessoas com deficiência. E falando diretamente às que estavam no Vocare Camp, Sinval afirmou: “não deixem suas limitações físicas impedirem que vivam suas vocações plenamente. E se a igreja não dá o espaço, não desista, siga em frente assim mesmo”. Toda a programação do evento contou com intérpretes de libras.

Insights e oficinas
A tarde de sábado (18) foi dedicada aos insights, ou seja, painéis temáticos que permitiram diálogos entre profissionais em missão. Os assuntos dos seis insights foram variados: liderança intergeracional, transformação social, sustentabilidade, arte e missão, povos não alcançados e o senso de vocação em ambientes profissionais. Foram muitos os conselhos de como viver uma vida inteira diante da missão de Deus nos contextos em que estamos. O debate sobre ser líder contou com o veterano Jasiel Botelho, que compartilhou e desabafou sobre as dificuldades de liderança no início de seu ministério (há mais de 60 anos) e atualmente. “No passado, não acreditavam que um jovem poderia ser líder”. No insight sobre a atual vocacional nos ambientes de trabalho, a pesquisadora de geologia Sabrina Barroso e o empreendedor Paulo Humaitá enfatizaram a necessidade das igrejas locais estudarem mais sobre a Teologia do Trabalho. “O trabalho é benção, não maldição”, disse Sabrina. “Não é possível que todo o peso da missão fique nas costas apenas de 1% da igreja, que são os pastores e obreiros religiosos”, questionou Humaitá.

A programação do Vocare Camp ofereceu na sexta (17) também 17 oficinas bem práticas que conduziram os participantes a realidades concretas. Uma delas foi a oficina sobre cinema como estratégica missionária, ministrada pelo comunicador, fotógrafo e missionário Wesley Morais, do ministério Luz em Ação, que desenvolve o projeto Tetelestai, um filme sobre a história da redenção, já traduzida para onze línguas, entre elas, o ucraniano. Outra oficina foi dada pela missionária Analzira Nascimento, da Junta Batista de Missões Mundiais e que faz parte do Conselho Gestor do Movimento Vocare. Cheia de causos e histórias do período em que serviu em Angola por 17 anos, Analzira desafiou os presentes a entenderem que todos somos vocacionados e desmistificou a visão de que ser missionário em lugares distantes é ser mais espiritual do que quem permanece e entende seu ministério local.

Relacional
Um dos aspectos principais do Vocare Camp é o relacionamento, e os pequenos grupos (PGs) são a estratégia mais eficiente para tal. Foram 21 PGs, espalhados pelo acampamento, que se reuniam todos os dias, por volta de uma hora de duração, com o objetivo de refletirem juntos sobre os temas abordados nas plenárias (chamadas de Upside Down). Além do estudo, os grupos permitem novas amizades e compartilhamento de lutas e histórias. Outro aspecto importante relacional é o Hang Out, um espaço permanente de bate-papo com conselheiros sobre os dilemas pessoais e vocacionais. Não poucas vezes, percebemos os laços de cumplicidade e de companheirismo evidenciados tanto entre os participantes quanto entre os voluntários que, trabalhando em equipe, desenvolveram virtudes de um “bom servo” de Cristo. Ao final, um mural com pequenos envelopes com os nomes de vários voluntários e participantes estava disponível para que todos pudessem escrever palavras de carinho e encorajamento mútuo. Contribuíram também para o fortalecimento dos relacionamentos durante o evento o Voc Café, os períodos de refeições e a convivência nos quartos. Soma-se a isso o fato de que muitos participantes viajaram em caravanas de seus estados, o que facilita ainda mais a criação de grupos de amizade.

Conexões ministerial
Outro espaço importante do Vocare Camp foi o Voc Village. Lá, organizações e agências parceiras do Vocare puderam instalar estandes com materiais explicativos e equipes para conversar com o jovem e possivelmente já firmar parcerias de ministério. No centro do espaço estava o Connect, um projeto do Vocare com o objetivo de unir necessidades e oportunidades para que, como resultado, tenhamos tomadas de decisões dos jovens vocacionados. O espaço do Voc Village foi bem movimentado e ultrapassou as madrugadas.

Palavra e oração
Como já é tradição nos eventos do Vocare, a oração e a leitura bíblica foram ações contínuas do início ao fim do Vocare Camp, com a instalação de uma sala de oração ininterrupta e uma leitura coletiva da Bíblia, de Gênesis a Apocalipse nos 4 dias do evento. O clímax foi a leitura do último capítulo da Bíblia por todos os participantes nos minutos finais do evento. Um momento significativo e emocionante.

A última reflexão do Vocare Camp no domingo (dia 19) ficou a cargo do coordenador nacional do Movimento, Rodrigo Gomes, que, com base na história da rainha Ester, ele desafiou os jovens a perseverarem corajosamente na vocação que Deus lhes deu. “Você não está sozinho. Apesar de sua vocação ser individual, ela não se sustenta sozinha. É para exercê-la em comunidade. Sua vocação se encaixa em outras. Juntas, elas formam o Corpo de Cristo. A igreja é imperfeita porque você é imperfeito. Mas Deus usa a igreja para trabalhar em você. Ore, mas não ore sozinho. Viva sua vocação. Foi para isso que Deus nos juntou nesses dias”.

O Vocare Camp conectou os participantes com a essência da Missão de Deus: uma vida inteira a serviço do Senhor, com amor, em unidade com outros irmãos e irmãs, nos desafios reais do mundo atual.


Saiba mais:

» Vocare inicia hoje seu sexto encontro nacional
» Segundo dia de Vocare Camp: oração, reflexão, impacto e pequenos grupos
» Vocação e Juventude, edição 355 da revista Ultimato
» Vocação e Juventude, e-book
» O Discípulo, John Stott
» Eu, Um Missionário?, Antonia Leonora [Tonica]
» Todos Somos Vocacionados, Analzira Nascimento

Fotos: Movimento Vocare

Lissânder Dias do Amaral é jornalista, blogueiro, poeta e editor de livros. Atua como assessor editorial na Unicesumar, em Maringá, PR, onde mora com sua família desde 2016. Ele mantém há dezesseis anos o blog “Fatos e Correlatos”, no Portal Ultimato, e é também colaborador da revista Ultimato. É autor de O cotidiano extraordinário: A vida em pequenas crônicas (W4 e Editora Ultimato).

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